Publicação
Maturidade de carreira, adaptação académica e a ansiedade: relação com o sucesso académico em estudantes universitários
| Resumo: | O ingresso no ensino superior configura-se como uma fase repleta de expectativas e vivências nas quais os estudantes passam por mudanças significativas, as quais podem influenciar direta ou indiretamente a adaptação à vida académica podendo evocar experiências stressoras e ansiogénicas que se refletem no envolvimento do estudante com o curso e a universidade. O presente estudo teve como objetivos relacionar a adaptação académica e a saúde mental dos estudantes do ensino superior e descrever quais os transtornos mentais mais frequentes nesta população. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura e a seleção dos estudos baseou-se no fluxograma PRISMA. Foram elegíveis para inclusão 25 artigos, dos quais 80% (n = 20) apresentaram os transtornos mais frequentes nesta população e 20% (n = 5) apresentaram resultados relacionando a adaptação académica e a saúde mental em universitários. Dentre os transtornos mais frequentes identifica-se o estresse, seguido pela ansiedade, a depressão e a burnout. Apesar de haver um consenso entre os autores sobre o facto de a adaptação académica passar por uma complexidade de fatores sociais, pessoais e institucionais, ainda não há na literatura um conceito formulado e estruturado. Quanto à relação entre adaptação académica e transtornos mentais conclui-se que é necessária mais investigação, pois nem todos os estudos produzem resultados semelhantes. Salienta-se a importância de estudos longitudinais, uma vez que a literatura tem evidenciado que o processo adaptativo está presente em toda a vida académica do estudante. Os resultados identificados permitiram detetar lacunas do conhecimento, principalmente em relação à necessidade de implementação de programas de acolhimento no processo de transição para o ensino superior, bem como a necessidade de estudos com metodologias que possibilitem explorar o historial de saúde mental dos estudantes antes do ingresso no ensino superior. |
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| Autores principais: | Lima, Darliane Barreto de |
| Assunto: | Adaptação académica saúde mental estudantes universitários |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O ingresso no ensino superior configura-se como uma fase repleta de expectativas e vivências nas quais os estudantes passam por mudanças significativas, as quais podem influenciar direta ou indiretamente a adaptação à vida académica podendo evocar experiências stressoras e ansiogénicas que se refletem no envolvimento do estudante com o curso e a universidade. O presente estudo teve como objetivos relacionar a adaptação académica e a saúde mental dos estudantes do ensino superior e descrever quais os transtornos mentais mais frequentes nesta população. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura e a seleção dos estudos baseou-se no fluxograma PRISMA. Foram elegíveis para inclusão 25 artigos, dos quais 80% (n = 20) apresentaram os transtornos mais frequentes nesta população e 20% (n = 5) apresentaram resultados relacionando a adaptação académica e a saúde mental em universitários. Dentre os transtornos mais frequentes identifica-se o estresse, seguido pela ansiedade, a depressão e a burnout. Apesar de haver um consenso entre os autores sobre o facto de a adaptação académica passar por uma complexidade de fatores sociais, pessoais e institucionais, ainda não há na literatura um conceito formulado e estruturado. Quanto à relação entre adaptação académica e transtornos mentais conclui-se que é necessária mais investigação, pois nem todos os estudos produzem resultados semelhantes. Salienta-se a importância de estudos longitudinais, uma vez que a literatura tem evidenciado que o processo adaptativo está presente em toda a vida académica do estudante. Os resultados identificados permitiram detetar lacunas do conhecimento, principalmente em relação à necessidade de implementação de programas de acolhimento no processo de transição para o ensino superior, bem como a necessidade de estudos com metodologias que possibilitem explorar o historial de saúde mental dos estudantes antes do ingresso no ensino superior. |
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