Publicação
Aplicação de um teste de sobrevivência no meio aquático em crianças
| Resumo: | O afogamento é a terceira principal causa de morte em todo o mundo (World Health Organization, 2010). Um estudo realizado por Brenner et al. (2009), concluiu que a participação em aulas de natação pode reduzir até 88% o risco de afogamento em crianças de 1 a 4 anos de idade. Contudo, não existem estudos que testem as competências adquiridas nas aulas de natação em crianças que caiam à água acidentalmente. Neste sentido, propusemo-nos realizar um teste que avaliasse a capacidade de sobrevivência de uma criança quando sujeita a uma queda acidental na água. Para que fosse viável a encenação de um acidente no meio aquático foi explicado, aos pais dos participantes, verbalmente e por escrito todos os procedimentos, assim como assinados os termos de consentimento. Depois avaliamos a prontidão aquática dos participantes (Stallman, Junge e Blixt, 2008), para testar as suas capacidades e só posteriormente, os alunos que demonstraram uma prontidão aquática relevante é que foram submetidos a um Teste de Sobrevivência (TS) no meio aquático. Este teste consistiu num passeio de barco, numa piscina desconhecida para o aluno, mas na presença do professor habitual, para evitar experiências traumáticas. Num momento inesperado para aluno o barco volta-se ‘acidentalmente’. Foi registado em vídeo o decorrer da aplicação do teste, vídeo esse que foi posteriormente observado e avaliado por 6 especialistas na área da natação infantil. Dividimos os observadores em dois grupos, em que um dos grupos estipulou critérios de observação e o outro grupo não. Após a recolha da avaliação de todos os especialistas procedemos à aplicação do Índice de Fidelidade de Bellack (1966) para verificar o grau de concordância das observações intra e inter grupos. Em virtude dos resultados, concluímos com este estudo que o índice de fidelidade intra e inter-observadores é positivo, uma vez que se reflete numa percentagem superior a 85%, como são recomendados por Bellack. Através dos resultados obtidos na aplicação TS em comparação com o TPA comprovamos a teoria de Langendorfer (2011) sobre o comportamento de afogar ou nadar em caso de acidente no meio aquático. Ou seja, as condições do meio aquático, as características individuais da criança bem como o estado em que se encontra, ditam a qualidade da resposta motora da criança. |
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| Autores principais: | Cardoso, Elsa Manuela dos Santos |
| Assunto: | Natação Afogamento Sobrevivência no meio aquático |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O afogamento é a terceira principal causa de morte em todo o mundo (World Health Organization, 2010). Um estudo realizado por Brenner et al. (2009), concluiu que a participação em aulas de natação pode reduzir até 88% o risco de afogamento em crianças de 1 a 4 anos de idade. Contudo, não existem estudos que testem as competências adquiridas nas aulas de natação em crianças que caiam à água acidentalmente. Neste sentido, propusemo-nos realizar um teste que avaliasse a capacidade de sobrevivência de uma criança quando sujeita a uma queda acidental na água. Para que fosse viável a encenação de um acidente no meio aquático foi explicado, aos pais dos participantes, verbalmente e por escrito todos os procedimentos, assim como assinados os termos de consentimento. Depois avaliamos a prontidão aquática dos participantes (Stallman, Junge e Blixt, 2008), para testar as suas capacidades e só posteriormente, os alunos que demonstraram uma prontidão aquática relevante é que foram submetidos a um Teste de Sobrevivência (TS) no meio aquático. Este teste consistiu num passeio de barco, numa piscina desconhecida para o aluno, mas na presença do professor habitual, para evitar experiências traumáticas. Num momento inesperado para aluno o barco volta-se ‘acidentalmente’. Foi registado em vídeo o decorrer da aplicação do teste, vídeo esse que foi posteriormente observado e avaliado por 6 especialistas na área da natação infantil. Dividimos os observadores em dois grupos, em que um dos grupos estipulou critérios de observação e o outro grupo não. Após a recolha da avaliação de todos os especialistas procedemos à aplicação do Índice de Fidelidade de Bellack (1966) para verificar o grau de concordância das observações intra e inter grupos. Em virtude dos resultados, concluímos com este estudo que o índice de fidelidade intra e inter-observadores é positivo, uma vez que se reflete numa percentagem superior a 85%, como são recomendados por Bellack. Através dos resultados obtidos na aplicação TS em comparação com o TPA comprovamos a teoria de Langendorfer (2011) sobre o comportamento de afogar ou nadar em caso de acidente no meio aquático. Ou seja, as condições do meio aquático, as características individuais da criança bem como o estado em que se encontra, ditam a qualidade da resposta motora da criança. |
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