Publicação
Genetic analysis of prostatic diseases in canis familiaris
| Resumo: | A glândula prostática faz parte do sistema reprodutor masculino e pode ser afectada por várias condições incluindo a hiperplasia prostática benigna (HPB), o cancro da próstata (CaP), a prostatite e quistos. 0 cão (Canis familiaris) é considerado um bom modelo animal para o estudo destas doenças porque, para além das semelhanças morfológicas e funcionais entre as glândulas prostáticas do homem e do cão, estes animais desenvolvem HPB e CaP de forma espontânea. Neste contexto, o estudo da base genética das doenças prostáticas caninas poderá contribuir para o melhor conhecimentos destas patologias e para o desenvolvimento de novas ferramentas de diagnóstico. 0 presente trabalho incluiu uma população de 20 cães machos adultos apresentando diferentes condições prostáticas. O diagnóstico clínico foi realizado através do exame do toque rectal e ultrassonografia e confirmado pela análise citológica do fluido prostático. Foram recolhidas e processadas diferentes amostras biológicas (sangue, urina e fluido da próstata] utilizando protocolos optimizados. O teste Odelis®CPSE foi analisado em todas as amostras de plasma de forma a testar a sua validade na detecção de doenças prostáticas. Os resultados revelaram que as concentrações plasmáticas de CPSE são mais elevadas em condições patológicas do que em condições normais. No entanto, não foi possível diferenciar a HPB de outras doenças prostáticas. Após os processos de extração de ADN e ARN, foram implementadas quatro abordagens genéticas diferentes. Devido ao seu papel promissor como ferramenta de diagnóstico, a expressão de gene CPSE foi analisada em cães com diferentes condições prostáticas mas não foi possível associar um perfil de expressão deste gene com uma condição prostática específica. Na segunda abordagem, o gene PCA3 canino foi caracterizado devido ao seu papel central na detecção do CaP no homem. O gene PCA3 canino, localizado no cromossoma 1 do cão, apresentou 79% de identidade com a sequência humana do gene PCA3. O PCA3 não foi expresso nesta população, indicando que a sua expressão génica poderá estar associada apenas com condições neoplásicas. Na terceira abordagem, foram analisadas duas regiões do gene IL-6, permitindo a identificação de duas variações genéticas: uma localizada na região codificante do exão 5 (I5_gl05G>A) e outra na região não codificante (I5_g440G>A). As variações I5g_105G>A e 15_g440G>A não foram correlacionadas com a susceptibilidade para desenvolver uma determinada doença prostática. No entanto, o polimorfismo 15g_105G>A altera o aminoácido codificado e poderá ter efeitos prejudiciais para a proteína IL-6; o polimorfismo I5_g440G>A pode influenciar a susceptibilidade para desenvolver doenças prostáticas, através da regulação dos elementos reguladores do gene IL-6. De forma a sistematizar a informação existente sobre a influência do gene IL-6 e a susceptibilidade para o homem desenvolver CaP, a quarta abordagem incluiu uma revisão sistemática e uma meta-análise com base em estudos de caso-controlo. Em geral, não houve nenhuma associação significativa entre o polimorfismo IL-6 -174G>C e o risco para desenvolver CaP. No entanto, tendo em conta o polimorfismo IL-6 -636G>C, os genótipos CC e GC foram significativamente associados com o risco diminuído para desenvolver CaP numa população asiática. É essencial complementar este trabalho com novas abordagens, de forma a melhorar a aplicabilidade do teste Odelis®CPSE; obter mais informações sobre genes candidatos e clarificar o papel das variantes genéticas na susceptibilidade para desenvolver doenças da próstata. |
|---|---|
| Autores principais: | Magalhães, Joana Fernandes da Silva |
| Assunto: | Doenças prostáticas Expressão gênica Modelo animal Genética molecular |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A glândula prostática faz parte do sistema reprodutor masculino e pode ser afectada por várias condições incluindo a hiperplasia prostática benigna (HPB), o cancro da próstata (CaP), a prostatite e quistos. 0 cão (Canis familiaris) é considerado um bom modelo animal para o estudo destas doenças porque, para além das semelhanças morfológicas e funcionais entre as glândulas prostáticas do homem e do cão, estes animais desenvolvem HPB e CaP de forma espontânea. Neste contexto, o estudo da base genética das doenças prostáticas caninas poderá contribuir para o melhor conhecimentos destas patologias e para o desenvolvimento de novas ferramentas de diagnóstico. 0 presente trabalho incluiu uma população de 20 cães machos adultos apresentando diferentes condições prostáticas. O diagnóstico clínico foi realizado através do exame do toque rectal e ultrassonografia e confirmado pela análise citológica do fluido prostático. Foram recolhidas e processadas diferentes amostras biológicas (sangue, urina e fluido da próstata] utilizando protocolos optimizados. O teste Odelis®CPSE foi analisado em todas as amostras de plasma de forma a testar a sua validade na detecção de doenças prostáticas. Os resultados revelaram que as concentrações plasmáticas de CPSE são mais elevadas em condições patológicas do que em condições normais. No entanto, não foi possível diferenciar a HPB de outras doenças prostáticas. Após os processos de extração de ADN e ARN, foram implementadas quatro abordagens genéticas diferentes. Devido ao seu papel promissor como ferramenta de diagnóstico, a expressão de gene CPSE foi analisada em cães com diferentes condições prostáticas mas não foi possível associar um perfil de expressão deste gene com uma condição prostática específica. Na segunda abordagem, o gene PCA3 canino foi caracterizado devido ao seu papel central na detecção do CaP no homem. O gene PCA3 canino, localizado no cromossoma 1 do cão, apresentou 79% de identidade com a sequência humana do gene PCA3. O PCA3 não foi expresso nesta população, indicando que a sua expressão génica poderá estar associada apenas com condições neoplásicas. Na terceira abordagem, foram analisadas duas regiões do gene IL-6, permitindo a identificação de duas variações genéticas: uma localizada na região codificante do exão 5 (I5_gl05G>A) e outra na região não codificante (I5_g440G>A). As variações I5g_105G>A e 15_g440G>A não foram correlacionadas com a susceptibilidade para desenvolver uma determinada doença prostática. No entanto, o polimorfismo 15g_105G>A altera o aminoácido codificado e poderá ter efeitos prejudiciais para a proteína IL-6; o polimorfismo I5_g440G>A pode influenciar a susceptibilidade para desenvolver doenças prostáticas, através da regulação dos elementos reguladores do gene IL-6. De forma a sistematizar a informação existente sobre a influência do gene IL-6 e a susceptibilidade para o homem desenvolver CaP, a quarta abordagem incluiu uma revisão sistemática e uma meta-análise com base em estudos de caso-controlo. Em geral, não houve nenhuma associação significativa entre o polimorfismo IL-6 -174G>C e o risco para desenvolver CaP. No entanto, tendo em conta o polimorfismo IL-6 -636G>C, os genótipos CC e GC foram significativamente associados com o risco diminuído para desenvolver CaP numa população asiática. É essencial complementar este trabalho com novas abordagens, de forma a melhorar a aplicabilidade do teste Odelis®CPSE; obter mais informações sobre genes candidatos e clarificar o papel das variantes genéticas na susceptibilidade para desenvolver doenças da próstata. |
|---|