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Avaliação do contraste leiteiro em explorações de Vila do Conde

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A mastite define-se como uma resposta inflamatória a um processo infecioso na glândula mamária, caracteriza-se como uma doença endémica, sendo a patologia mais frequente em vacas leiteiras e a maior causadora de perdas económicas nas explorações, nomeadamente a mastite do tipo subclínica. O contraste leiteiro serve como um registo, que visa monitorizar e avaliar a quantidade e qualidade do leite produzido por cada animal de uma exploração, avaliando essencialmente os parâmetros de quantidade do leite, o teor butiroso e proteico assim como monitorizando a contagem de células somáticas presentes. Neste estudo foi analisado o contraste leiteiro de nove explorações do concelho de Vila do Conde acompanhadas durante o ano de 2018, procurando avaliar as seguintes variáveis: número de células somáticas (CCS), produção de leite em quilogramas, o teor proteico (TP) e teor butiroso (TB), sendo estes dois últimos apresentados em percentagem. Todas estas variáveis foram analisadas por lactação registada, por cada mês de lactação e por tipo de contraste. Verificou-se que a idade média ao parto na primeira lactação foi de 840 dias, com um desvio padrão de 137 dias. Já a produção de leite aos 305 dias, quer na ordenha mecânica, quer na ordenha robótica, é influenciada significativamente (P <0,0001), realçando que a produção de leite no robot de ordenha é superior à ordenha mecânica, sendo que o pico da lactação na ordenha robótica ocorreu na terceira lactação, atingindo os 11181 kg (n=109). O número de células somáticas é tendencialmente mais baixo, de uma forma geral, na tipologia robótica. O TP e TB, ao longo dos meses de lactação, apresentaram valores sempre muito semelhantes em ambas tipologias de ordenha. Relativamente à produção diária de leite, as ordenhas que utilizam robot como método produziram em maior quantidade.
Autores principais:Campelo, Carlos Augusto Reis Belchior
Assunto:Mastite bovinos leiteiros
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A mastite define-se como uma resposta inflamatória a um processo infecioso na glândula mamária, caracteriza-se como uma doença endémica, sendo a patologia mais frequente em vacas leiteiras e a maior causadora de perdas económicas nas explorações, nomeadamente a mastite do tipo subclínica. O contraste leiteiro serve como um registo, que visa monitorizar e avaliar a quantidade e qualidade do leite produzido por cada animal de uma exploração, avaliando essencialmente os parâmetros de quantidade do leite, o teor butiroso e proteico assim como monitorizando a contagem de células somáticas presentes. Neste estudo foi analisado o contraste leiteiro de nove explorações do concelho de Vila do Conde acompanhadas durante o ano de 2018, procurando avaliar as seguintes variáveis: número de células somáticas (CCS), produção de leite em quilogramas, o teor proteico (TP) e teor butiroso (TB), sendo estes dois últimos apresentados em percentagem. Todas estas variáveis foram analisadas por lactação registada, por cada mês de lactação e por tipo de contraste. Verificou-se que a idade média ao parto na primeira lactação foi de 840 dias, com um desvio padrão de 137 dias. Já a produção de leite aos 305 dias, quer na ordenha mecânica, quer na ordenha robótica, é influenciada significativamente (P <0,0001), realçando que a produção de leite no robot de ordenha é superior à ordenha mecânica, sendo que o pico da lactação na ordenha robótica ocorreu na terceira lactação, atingindo os 11181 kg (n=109). O número de células somáticas é tendencialmente mais baixo, de uma forma geral, na tipologia robótica. O TP e TB, ao longo dos meses de lactação, apresentaram valores sempre muito semelhantes em ambas tipologias de ordenha. Relativamente à produção diária de leite, as ordenhas que utilizam robot como método produziram em maior quantidade.