Publicação
Luxação patelar e rotura do ligamento cruzado anterior no cão: abordagem em situações isoladas e concomitantes
| Resumo: | Na prática clínica, a luxação patelar e a rotura de ligamento cruzado anterior são causas muito comuns de claudicação dos membros pélvicos em cães e podem surgir de modo isolado ou concomitante. A luxação patelar pode dever-se a causas congénitas/de desenvolvimento ou traumáticas/adquiridas. É uma patologia que tem origem multifatorial e que tipicamente se encontra associada a alterações como hipoplasia troclear e/ou alterações de conformação que desalinham o mecanismo extensor do joelho. A rotura do ligamento cruzado anterior trata-se de uma condição progressiva, na sua maioria multifatorial e pode ter origem traumática ou degenerativa. Caracteriza-se por um avanço cranial da tíbia em relação ao fémur que origina osteoartrite e deterioração do membro. O somatório das fisiopatologias de ambas as condições potenciam a possibilidade de uma situação em que ambas as doenças estejam presentes. O tratamento da luxação consiste em dois tipos de intervenção: reconstrução óssea e reconstrução dos tecidos moles. Já a rotura, consiste na inibição do avanço cranial da tíbia através do nivelamento do plateau tibial ou mimetização do ligamento. Este trabalho tem como objetivo discutir as possíveis abordagens para a luxação patelar e rotura de ligamento cruzado anterior em situações isoladas e concomitantes. A abordagem cirúrgica é a primeira opção de tratamento para ambas as patologias já que, na sua grande maioria, recuperam a função articular normal do joelho e retardam a progressão da doença articular degenerativa (algo que não acontece com o tratamento standard). São apresentados vários aspetos das técnicas possíveis para o tratamento de situações isoladas, com maior ênfase naquelas que são mais frequentemente utilizadas. Para situações concomitantes, atualmente existem opções de tratamento que procuram associar várias técnicas realizadas num único momento cirúrgico. Neste sentido, é abordado com um pouco mais de detalhe a técnica “Modified Tibial Plateau Levelling Osteotomy” (TPLO-M) e quais as suas vantagens. Os três casos clínicos evidenciam ambas as patologias na prática clínica e indicam a melhor abordagem a adotar perante estas situações. São esclarecidos aspetos como o planeamento cirúrgico e descritas detalhadamente cada uma das técnicas cirúrgicas. |
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| Autores principais: | Pereira, Madalena Perneta Rodrigues |
| Assunto: | Luxação patelar rotura do ligamento cruzado anterior |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Na prática clínica, a luxação patelar e a rotura de ligamento cruzado anterior são causas muito comuns de claudicação dos membros pélvicos em cães e podem surgir de modo isolado ou concomitante. A luxação patelar pode dever-se a causas congénitas/de desenvolvimento ou traumáticas/adquiridas. É uma patologia que tem origem multifatorial e que tipicamente se encontra associada a alterações como hipoplasia troclear e/ou alterações de conformação que desalinham o mecanismo extensor do joelho. A rotura do ligamento cruzado anterior trata-se de uma condição progressiva, na sua maioria multifatorial e pode ter origem traumática ou degenerativa. Caracteriza-se por um avanço cranial da tíbia em relação ao fémur que origina osteoartrite e deterioração do membro. O somatório das fisiopatologias de ambas as condições potenciam a possibilidade de uma situação em que ambas as doenças estejam presentes. O tratamento da luxação consiste em dois tipos de intervenção: reconstrução óssea e reconstrução dos tecidos moles. Já a rotura, consiste na inibição do avanço cranial da tíbia através do nivelamento do plateau tibial ou mimetização do ligamento. Este trabalho tem como objetivo discutir as possíveis abordagens para a luxação patelar e rotura de ligamento cruzado anterior em situações isoladas e concomitantes. A abordagem cirúrgica é a primeira opção de tratamento para ambas as patologias já que, na sua grande maioria, recuperam a função articular normal do joelho e retardam a progressão da doença articular degenerativa (algo que não acontece com o tratamento standard). São apresentados vários aspetos das técnicas possíveis para o tratamento de situações isoladas, com maior ênfase naquelas que são mais frequentemente utilizadas. Para situações concomitantes, atualmente existem opções de tratamento que procuram associar várias técnicas realizadas num único momento cirúrgico. Neste sentido, é abordado com um pouco mais de detalhe a técnica “Modified Tibial Plateau Levelling Osteotomy” (TPLO-M) e quais as suas vantagens. Os três casos clínicos evidenciam ambas as patologias na prática clínica e indicam a melhor abordagem a adotar perante estas situações. São esclarecidos aspetos como o planeamento cirúrgico e descritas detalhadamente cada uma das técnicas cirúrgicas. |
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