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Opiniões de professores avaliadores do 1º ciclo do ensino básico sobre o atual modelo de avaliação de desempenho docente. Estudo exploratório de caso

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Resumo:O presente trabalho decorre de uma investigação sobre o âmbito da avaliação desempenho docente, temática que tem vindo a assumir uma importância crescente no contexto educativo. Subsequente ao enquadramento legal da supervisão pedagógica no que se refere a novas dimensões e responsabilidades, nomeadamente no âmbito da avaliação de desempenho docente, a supervisão e a avaliação têm como objetivo comum a melhoria das práticas pedagógicas, orientadas para o desenvolvimento profissional dos docentes. Este estudo centrou-se no novo modelo de avaliação de desempenho docente, uma vez que este se encontra ―intimamente ligada à supervisão‖ (Coelho & Oliveira, 2010, p. 51) e porque ―constitui uma das estratégias fundamentais na formação reflexiva e colaborativa de professores‖ (Ribeiro, 2009, p. 219). Ambicionamos, assim, auscultar a opinião de Professores Avaliadores do 1º Ciclo do Ensino Básico Sobre o Novo Modelo de Avaliação de Desempenho Docente, comparativamente ao anterior. Para tal, procedeu-se a uma investigação qualitativa através de um estudo de caso exploratório, que se desenvolveu num Agrupamento de Escolas do Norte de Portugal, com professores pertencentes ao Departamento Curricular do 1º Ciclo do Ensino Básico que tinham como funções serem professores avaliadores. Para a recolha de dados, utilizámos a entrevista semiestruturada a seis professores avaliadores. Os dados recolhidos foram tratados e analisados através da técnica de análise de conteúdo. Os resultados permitiram-nos concluir que os docentes não consideraram que o novo modelo de avaliação de desempenho, comparativamente com o anterior, contribua para o seu desenvolvimento profissional. Identificam fatores de constrangimento da prática da avaliação desempenho docente, em que a grande dificuldade é não se poder delegar a avaliação noutros professores que não tenham formação em avaliação, pelo que, consequentemente, cada avaliador tem um elevado número de professores a avaliar. Consideraram, também, que o avaliador tem de ser imparcial em todo o processo de avaliação e justo no desempenho das suas funções.
Autores principais:Sousa, Jaime Duarte Costa Silva de
Assunto:Supervisão pedagógica Avaliação de desempenho docente Desenvolvimento profissional
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O presente trabalho decorre de uma investigação sobre o âmbito da avaliação desempenho docente, temática que tem vindo a assumir uma importância crescente no contexto educativo. Subsequente ao enquadramento legal da supervisão pedagógica no que se refere a novas dimensões e responsabilidades, nomeadamente no âmbito da avaliação de desempenho docente, a supervisão e a avaliação têm como objetivo comum a melhoria das práticas pedagógicas, orientadas para o desenvolvimento profissional dos docentes. Este estudo centrou-se no novo modelo de avaliação de desempenho docente, uma vez que este se encontra ―intimamente ligada à supervisão‖ (Coelho & Oliveira, 2010, p. 51) e porque ―constitui uma das estratégias fundamentais na formação reflexiva e colaborativa de professores‖ (Ribeiro, 2009, p. 219). Ambicionamos, assim, auscultar a opinião de Professores Avaliadores do 1º Ciclo do Ensino Básico Sobre o Novo Modelo de Avaliação de Desempenho Docente, comparativamente ao anterior. Para tal, procedeu-se a uma investigação qualitativa através de um estudo de caso exploratório, que se desenvolveu num Agrupamento de Escolas do Norte de Portugal, com professores pertencentes ao Departamento Curricular do 1º Ciclo do Ensino Básico que tinham como funções serem professores avaliadores. Para a recolha de dados, utilizámos a entrevista semiestruturada a seis professores avaliadores. Os dados recolhidos foram tratados e analisados através da técnica de análise de conteúdo. Os resultados permitiram-nos concluir que os docentes não consideraram que o novo modelo de avaliação de desempenho, comparativamente com o anterior, contribua para o seu desenvolvimento profissional. Identificam fatores de constrangimento da prática da avaliação desempenho docente, em que a grande dificuldade é não se poder delegar a avaliação noutros professores que não tenham formação em avaliação, pelo que, consequentemente, cada avaliador tem um elevado número de professores a avaliar. Consideraram, também, que o avaliador tem de ser imparcial em todo o processo de avaliação e justo no desempenho das suas funções.