Publicação
Influência das alterações climáticas no dimensionamento de órgãos de recolha de águas pluviais
| Resumo: | As alterações climáticas sofreram uma aceleração devido ao crescimento acentuado da população mundial e da expansão urbana que se vai traduzir em alterações nos regimes e fenómenos de precipitação intensa. Estas alterações criam uma pressão maior sobre os sistemas de drenagem de águas pluviais. Como consequência as inundações urbanas tornam-se mais frequentes e são o resultado do não aproveitamento da capacidade de transporte da água pelos sistemas de drenagem. O objetivo deste trabalho foi analisar a influência das alterações climáticas no dimensionamento dos órgãos de recolha de águas pluviais e averiguar se os regimes de precipitação descritos no Decreto Regulamentar n.º 23/95 (DR n.º 23/95) e aplicados no dimensionamento dos coletores de águas pluviais se adaptam aos cenários de clima futuro. A metodologia adotada no trabalho para a obtenção de curvas intensidade-duração-frequência (IDF) foi desenvolvida e adaptada do trabalho de Brandão et al (2001) e inclui as seguintes etapas: (1) o processo de desagregação da precipitação para escalas sub-diárias (método dos fragmentos) e sub-horárias (aplicação dos coeficientes de desagregação em Brandão et al. (2001)); (2) a análise exploratória estatística preliminar e ajuste da função distribuição de Gumbel ajustada às séries temporais de intensidade de precipitação máxima; (3) a utilização da função de distribuição de probabilidade inversa de Gumbel para estimar valores de intensidade de precipitação máxima; (4) a linearização das curvas IDF com recurso a escalas logarítmicas e a estimação dos valores dos parâmetros a e b com a regressão robusta e ao método dos mínimos quadrados; (5) correção do viés introduzido pelo modelo COSMO-CLM. A metodologia apresenta-se como atual, garante robustez, significância estatística e permite uma análise comparativa adequada entre os resultados obtidos. Os resultados permitem concluir que as alterações climáticas podem não produzir alterações significativas no dimensionamento de órgãos de drenagem de águas pluviais devido a uma combinação de fatores. No entanto, verificam-se, de forma generalizada, aumentos acentuados dos caudais previstos para cenários de clima de futuro, na ordem dos 10% a 60%. A principal disparidade verificada na comparação entre o DR n.º 23/95 e os resultados simulados para futuro é a distribuição não homogénea em três regiões pluviométricas, tal como preconizado na legislação em vigor. |
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| Autores principais: | Correia, Diogo Humberto Vaz |
| Assunto: | Precipitação intensa alterações climáticas curvas IDF dimensionamento de órgão de recolha de águas pluviais |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | As alterações climáticas sofreram uma aceleração devido ao crescimento acentuado da população mundial e da expansão urbana que se vai traduzir em alterações nos regimes e fenómenos de precipitação intensa. Estas alterações criam uma pressão maior sobre os sistemas de drenagem de águas pluviais. Como consequência as inundações urbanas tornam-se mais frequentes e são o resultado do não aproveitamento da capacidade de transporte da água pelos sistemas de drenagem. O objetivo deste trabalho foi analisar a influência das alterações climáticas no dimensionamento dos órgãos de recolha de águas pluviais e averiguar se os regimes de precipitação descritos no Decreto Regulamentar n.º 23/95 (DR n.º 23/95) e aplicados no dimensionamento dos coletores de águas pluviais se adaptam aos cenários de clima futuro. A metodologia adotada no trabalho para a obtenção de curvas intensidade-duração-frequência (IDF) foi desenvolvida e adaptada do trabalho de Brandão et al (2001) e inclui as seguintes etapas: (1) o processo de desagregação da precipitação para escalas sub-diárias (método dos fragmentos) e sub-horárias (aplicação dos coeficientes de desagregação em Brandão et al. (2001)); (2) a análise exploratória estatística preliminar e ajuste da função distribuição de Gumbel ajustada às séries temporais de intensidade de precipitação máxima; (3) a utilização da função de distribuição de probabilidade inversa de Gumbel para estimar valores de intensidade de precipitação máxima; (4) a linearização das curvas IDF com recurso a escalas logarítmicas e a estimação dos valores dos parâmetros a e b com a regressão robusta e ao método dos mínimos quadrados; (5) correção do viés introduzido pelo modelo COSMO-CLM. A metodologia apresenta-se como atual, garante robustez, significância estatística e permite uma análise comparativa adequada entre os resultados obtidos. Os resultados permitem concluir que as alterações climáticas podem não produzir alterações significativas no dimensionamento de órgãos de drenagem de águas pluviais devido a uma combinação de fatores. No entanto, verificam-se, de forma generalizada, aumentos acentuados dos caudais previstos para cenários de clima de futuro, na ordem dos 10% a 60%. A principal disparidade verificada na comparação entre o DR n.º 23/95 e os resultados simulados para futuro é a distribuição não homogénea em três regiões pluviométricas, tal como preconizado na legislação em vigor. |
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