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Validação das tiras reativas de urina Combur-teste10 (Roche) e estudo do efeito do tempo e da temperatura de armazenamento no pH, densidade, proteína e formação de cristais em amostras de urina de equídeos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A análise da urina é um teste diagnóstico realizado rotineiramente na medicina veterinária. Esta análise é de extrema importância no diagnóstico precoce da doença renal e doenças do trato urinário inferior, bem como outras doenças sistémicas. Deve ser realizada o mais rápido possível depois da colheita, pois podem surgir alterações na sua composição, como por exemplo, a formação de cristais. Há alguns fatores que podem influenciar a formação destes cristais in vitro, entre os quais a temperatura e o tempo de armazenamento. Na impossibilidade de a análise da urina ser feita no imediato, as amostras devem ser refrigeradas entre 2 e 8ºC, de modo a preservar algumas propriedades físicas e químicas da urina, contudo a refrigeração pode aumentar a probabilidade de formação de cristais in vitro. A análise da bioquímica da urina, por rotina, é realizada usando tiras reativas de urina. Foi objetivo deste trabalho validar as tiras reativas de urina Combur-teste10 (Roche) e estudar o efeito do tempo e temperatura de armazenamento nos parâmetros: pH, densidade urinária, quantidade de proteína e a formação de cristais em amostras de urina de equídeos. Verificou-se que as tiras reativas Combur-teste10 (Roche) não são fiáveis para estimar corretamente a proteína urinária, a densidade urinária e o pH em equídeos. O tempo de armazenamento e a temperatura não tiveram um efeito significativo nos parâmetros pH, densidade urinária, quantidade de proteína e no número de cristais de carbonato de cálcio durante as 24 horas em que decorreu o estudo. Quanto aos cristais de oxalato de cálcio, o seu número só se mostrou estável até às 12 horas do estudo tendo-se observado um aumento da sua formação, com o decorrer do tempo, em ambas as temperaturas em estudo.
Autores principais:Ramalho, Joana Catarina Rebelo
Assunto:cristais densidade urinária equídeo pH urinário proteína urinária tiras reativas de urina urina
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:A análise da urina é um teste diagnóstico realizado rotineiramente na medicina veterinária. Esta análise é de extrema importância no diagnóstico precoce da doença renal e doenças do trato urinário inferior, bem como outras doenças sistémicas. Deve ser realizada o mais rápido possível depois da colheita, pois podem surgir alterações na sua composição, como por exemplo, a formação de cristais. Há alguns fatores que podem influenciar a formação destes cristais in vitro, entre os quais a temperatura e o tempo de armazenamento. Na impossibilidade de a análise da urina ser feita no imediato, as amostras devem ser refrigeradas entre 2 e 8ºC, de modo a preservar algumas propriedades físicas e químicas da urina, contudo a refrigeração pode aumentar a probabilidade de formação de cristais in vitro. A análise da bioquímica da urina, por rotina, é realizada usando tiras reativas de urina. Foi objetivo deste trabalho validar as tiras reativas de urina Combur-teste10 (Roche) e estudar o efeito do tempo e temperatura de armazenamento nos parâmetros: pH, densidade urinária, quantidade de proteína e a formação de cristais em amostras de urina de equídeos. Verificou-se que as tiras reativas Combur-teste10 (Roche) não são fiáveis para estimar corretamente a proteína urinária, a densidade urinária e o pH em equídeos. O tempo de armazenamento e a temperatura não tiveram um efeito significativo nos parâmetros pH, densidade urinária, quantidade de proteína e no número de cristais de carbonato de cálcio durante as 24 horas em que decorreu o estudo. Quanto aos cristais de oxalato de cálcio, o seu número só se mostrou estável até às 12 horas do estudo tendo-se observado um aumento da sua formação, com o decorrer do tempo, em ambas as temperaturas em estudo.