Publicação
Systemic factors and tumour progression
| Resumo: | Embora seja claro que a proliferação celular, por si só não causa cancro, a proliferação celular sustentada em um ambiente rico em células inflamatórias, factores de crescimento, estroma activado e agentes promotores de danos no DNA, certamente potencia, promove, o risco de desenvolvimento de neoplasias. Na verdade, há uma ligação estabelecida entre inflamação crónica e um risco mais elevado de desenvolvimento de cancro. Um dos tipos celulares relevantes num contexto inflamatório são os macrófagos; estes possuem inúmeras funções relacionadas com a remodelação tecidual, inflamação, imunidade, e têm a capacidade de afectar o desenvolvimento e a progressão tumoral. No cancro, crê-se que os macrófagos possam desempenhar papéis aparentemente antagónicos. Assim, os macrófagos podem impedir o estabelecimento e a disseminação de células tumorais mas, por outro lado, podem executar funções para apoiar o crescimento e a disseminação do tumor. São células-chave na inflamação crónica e são células altamente versáteis, capazes de exibir fenótipos distintos e programas funcionais em diferentes tecidos. E tal heterogeneidade depende da sua capacidade de se submeter a diferentes formas de activação em resposta a sinais distintos, em particular, microambientes. Classicamente, os estados de polarização, são definidos com base no tipo de estimulação in vitro, padrão de expressão da molécula de superfície, perfil secretor e propriedades funcionais: M1 e M2 representam os extremos de um “continuum” de estados de activação. Os macrófagos M1 (classicamente activados) exibem funções inflamatórias, enquanto os macrófagos M2 (alternativamente activados) exibem funções anti-inflamatórias. No caso de tumores, os macrófagos são recrutados a partir da circulação periférica por quimiocinas e geralmente são polarizados em direcção a um fenótipo M2. Neste trabalho, testámos a hipótese de que interacções dos macrófagos com células endoteliais activas, possam influenciar a diferenciação M1/M2. As interacções de células endoteliais activas com células imunes são determinantes importantes da biologia do tumor, com as células inflamatórias a desempenhar papéis bem reconhecidos na progressão do tumor. Com este trabalho, observamos um perfil semelhante de fenótipo M2 nas células CD11b+ aderentes após cocultura com células endoteliais activas. A nossa hipótese é que células endoteliais activas podem ser críticas para a polarização dos macrófagos num fenótipo M2, possivelmente pela activação da via de sinalização Notch, e pela expressão de Jagged1 e Notch1, respectivamente. |
|---|---|
| Autores principais: | Pinheiro, Catarina |
| Assunto: | Macrófagos Polarização de macrófagos |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Embora seja claro que a proliferação celular, por si só não causa cancro, a proliferação celular sustentada em um ambiente rico em células inflamatórias, factores de crescimento, estroma activado e agentes promotores de danos no DNA, certamente potencia, promove, o risco de desenvolvimento de neoplasias. Na verdade, há uma ligação estabelecida entre inflamação crónica e um risco mais elevado de desenvolvimento de cancro. Um dos tipos celulares relevantes num contexto inflamatório são os macrófagos; estes possuem inúmeras funções relacionadas com a remodelação tecidual, inflamação, imunidade, e têm a capacidade de afectar o desenvolvimento e a progressão tumoral. No cancro, crê-se que os macrófagos possam desempenhar papéis aparentemente antagónicos. Assim, os macrófagos podem impedir o estabelecimento e a disseminação de células tumorais mas, por outro lado, podem executar funções para apoiar o crescimento e a disseminação do tumor. São células-chave na inflamação crónica e são células altamente versáteis, capazes de exibir fenótipos distintos e programas funcionais em diferentes tecidos. E tal heterogeneidade depende da sua capacidade de se submeter a diferentes formas de activação em resposta a sinais distintos, em particular, microambientes. Classicamente, os estados de polarização, são definidos com base no tipo de estimulação in vitro, padrão de expressão da molécula de superfície, perfil secretor e propriedades funcionais: M1 e M2 representam os extremos de um “continuum” de estados de activação. Os macrófagos M1 (classicamente activados) exibem funções inflamatórias, enquanto os macrófagos M2 (alternativamente activados) exibem funções anti-inflamatórias. No caso de tumores, os macrófagos são recrutados a partir da circulação periférica por quimiocinas e geralmente são polarizados em direcção a um fenótipo M2. Neste trabalho, testámos a hipótese de que interacções dos macrófagos com células endoteliais activas, possam influenciar a diferenciação M1/M2. As interacções de células endoteliais activas com células imunes são determinantes importantes da biologia do tumor, com as células inflamatórias a desempenhar papéis bem reconhecidos na progressão do tumor. Com este trabalho, observamos um perfil semelhante de fenótipo M2 nas células CD11b+ aderentes após cocultura com células endoteliais activas. A nossa hipótese é que células endoteliais activas podem ser críticas para a polarização dos macrófagos num fenótipo M2, possivelmente pela activação da via de sinalização Notch, e pela expressão de Jagged1 e Notch1, respectivamente. |
|---|