Publicação
Estudo multicêntrico: diagnóstico de claudicação em 83 equinos (20087 - 2009)
| Resumo: | Título: Estudo multicêntrico: Diagnóstico de claudicação em 83 equinos (2008-2009). Introdução: A claudicação é uma indicação de desordem estrutural ou funcional no/s membro/s e/ou no dorso, que é evidente quando o cavalo está parado ou em movimento. É sem dúvida o problema médico mais importante em cavalos. A claudicação do/s membro/s, os problemas de casco, e a claudicação multifactorial representam respectivamente o 1º, 4º e 8º problemas de saúde mais frequentes. Métodos: Avaliação dos registos médicos de 83 casos de claudicação em equinos, provenientes de 1 equipa ambulatória e 2 Hospitais Veterinários. Resultados: Dos 83 equinos analisados, 36 foram diagnosticados com patologias dos tecidos moles. No geral, os diagnósticos mais frequentes foram a dor no casco devido a desequilíbrio (n=7), seguida da laminite (n=5), da desmite do LSB (n=4), da desmite do ligamento anular plantar (n=3), da OA da articulação IFD (n=3), da desmite do LATFDP (n=2), da fractura do rádio (n=2), da fractura da P3 (n=2), e da OCD da articulação tarsocrural (n=2). Os equinos provenientes de cruzamentos (n=19), de sexo masculino (n=56), e com idade compreendida entre os 8 e 12 anos (n=35) foram os mais afectados. A maioria das claudicações dos MA’s estava localizada na região distal ao boleto, enquanto nos MP’s estava localizada entre a articulação TMT e o boleto. Os resultados obtidos evidenciam que a maioria dos animais não apresentou alterações no exame visual e exame físico. A maioria dos equinos apresentou um grau de claudicação 2/5 (n=25) ao trote em linha recta, com vários animais a aumentarem o seu grau no trote circular em superfície dura (n=16). O exame complementar de diagnóstico predominantemente realizado foi a radiografia, sendo aquela que maior quantidade de informação forneceu. Conclusão: Nem sempre o exame visual e o exame físico apresentam alterações nas claudicações em equinos. O conhecimento das variáveis que diferem significativamente entre as diferentes patologias, como o sexo, a actividade, e o grau de claudicação, podem ser úteis na execução de um rápido e correcto diagnóstico. A idade desempenha um papel importante no grau de claudicação e no sexo. |
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| Autores principais: | Silva, Tiago Miguel Guimarães Marques da |
| Assunto: | Claudicação em equinos |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Título: Estudo multicêntrico: Diagnóstico de claudicação em 83 equinos (2008-2009). Introdução: A claudicação é uma indicação de desordem estrutural ou funcional no/s membro/s e/ou no dorso, que é evidente quando o cavalo está parado ou em movimento. É sem dúvida o problema médico mais importante em cavalos. A claudicação do/s membro/s, os problemas de casco, e a claudicação multifactorial representam respectivamente o 1º, 4º e 8º problemas de saúde mais frequentes. Métodos: Avaliação dos registos médicos de 83 casos de claudicação em equinos, provenientes de 1 equipa ambulatória e 2 Hospitais Veterinários. Resultados: Dos 83 equinos analisados, 36 foram diagnosticados com patologias dos tecidos moles. No geral, os diagnósticos mais frequentes foram a dor no casco devido a desequilíbrio (n=7), seguida da laminite (n=5), da desmite do LSB (n=4), da desmite do ligamento anular plantar (n=3), da OA da articulação IFD (n=3), da desmite do LATFDP (n=2), da fractura do rádio (n=2), da fractura da P3 (n=2), e da OCD da articulação tarsocrural (n=2). Os equinos provenientes de cruzamentos (n=19), de sexo masculino (n=56), e com idade compreendida entre os 8 e 12 anos (n=35) foram os mais afectados. A maioria das claudicações dos MA’s estava localizada na região distal ao boleto, enquanto nos MP’s estava localizada entre a articulação TMT e o boleto. Os resultados obtidos evidenciam que a maioria dos animais não apresentou alterações no exame visual e exame físico. A maioria dos equinos apresentou um grau de claudicação 2/5 (n=25) ao trote em linha recta, com vários animais a aumentarem o seu grau no trote circular em superfície dura (n=16). O exame complementar de diagnóstico predominantemente realizado foi a radiografia, sendo aquela que maior quantidade de informação forneceu. Conclusão: Nem sempre o exame visual e o exame físico apresentam alterações nas claudicações em equinos. O conhecimento das variáveis que diferem significativamente entre as diferentes patologias, como o sexo, a actividade, e o grau de claudicação, podem ser úteis na execução de um rápido e correcto diagnóstico. A idade desempenha um papel importante no grau de claudicação e no sexo. |
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