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Estudo da prevalência de Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA) isolados de águas residuais hospitalares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As águas residuais hospitalares são frequentemente descarregadas em redes de saneamento públicas e, quando não são sujeitas a um tratamento adequado, conduzem ao desenvolvimento e disseminação de bactérias resistentes a antibióticos. Estas bactérias são capazes de entrar em contacto com o ser humano, direta ou indiretamente, podendo levar a uma infeção com consequências graves. Este trabalho teve como principal objetivo o estudo da prevalência de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) em águas residuais do Centro Hospitalar de Trásos-Montes e Alto Douro (CHTMAD). Para além disso, foi também analisada a prevalência de MRSA em águas tratadas na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Hospital de S. Pedro com o intuito de verificar a sua eficácia. Cada um dos isolados foi sujeito a testes de suscetibilidade a antibióticos e foi avaliada a sua capacidade de formação de biofilme. Noventa e seis amostras foram recolhidas entre outubro de 2019 e março de 2020: 24 do Hospital de S. Pedro, 24 do Hospital de Proximidade de Lamego, 24 do Hospital Distrital de Chaves e 24 da ETAR do Hospital de S. Pedro. O isolamento das bactérias foi realizado através de meios seletivos de crescimento e testes bioquímicos para confirmação. A suscetibilidade foi determinada através do método de difusão de disco Kirby-Bauer e, para além disso, foi realizado ainda o Teste-D. Por fim, a capacidade de formação de biofilme das bactérias foi analisada através do ensaio em placa de microtitulação e do método Vermelho do Congo agar. Foram isolados 45 MRSA dos efluentes hospitalares e 1 MRSA das águas residuais tratadas na ETAR do Hospital de S. Pedro, o que revela que o tratamento realizado não é totalmente eficaz. 96% dos isolados foram considerados multirresistentes e 43% apresentou o fenótipo iMLSB. Todos apresentam capacidade de produção de biofilme. Assim, o problema das infeções por MRSA resulta não só da ocorrência de multirresistências, mas também do aparecimento de bactérias capazes de formar biofilmes e, para combater esta problemática, devemos implementar uma perspetiva One Health, tendo em conta MRSA associados a humanos e a animais e, também, potenciais fontes de contaminação ambiental, como as ETARs, integrando os vários sistemas de saúde e o ecossistema.
Autores principais:Ribeiro, Jessica Lampreia
Assunto:águas residuais hospitalares ETAR
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:As águas residuais hospitalares são frequentemente descarregadas em redes de saneamento públicas e, quando não são sujeitas a um tratamento adequado, conduzem ao desenvolvimento e disseminação de bactérias resistentes a antibióticos. Estas bactérias são capazes de entrar em contacto com o ser humano, direta ou indiretamente, podendo levar a uma infeção com consequências graves. Este trabalho teve como principal objetivo o estudo da prevalência de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) em águas residuais do Centro Hospitalar de Trásos-Montes e Alto Douro (CHTMAD). Para além disso, foi também analisada a prevalência de MRSA em águas tratadas na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Hospital de S. Pedro com o intuito de verificar a sua eficácia. Cada um dos isolados foi sujeito a testes de suscetibilidade a antibióticos e foi avaliada a sua capacidade de formação de biofilme. Noventa e seis amostras foram recolhidas entre outubro de 2019 e março de 2020: 24 do Hospital de S. Pedro, 24 do Hospital de Proximidade de Lamego, 24 do Hospital Distrital de Chaves e 24 da ETAR do Hospital de S. Pedro. O isolamento das bactérias foi realizado através de meios seletivos de crescimento e testes bioquímicos para confirmação. A suscetibilidade foi determinada através do método de difusão de disco Kirby-Bauer e, para além disso, foi realizado ainda o Teste-D. Por fim, a capacidade de formação de biofilme das bactérias foi analisada através do ensaio em placa de microtitulação e do método Vermelho do Congo agar. Foram isolados 45 MRSA dos efluentes hospitalares e 1 MRSA das águas residuais tratadas na ETAR do Hospital de S. Pedro, o que revela que o tratamento realizado não é totalmente eficaz. 96% dos isolados foram considerados multirresistentes e 43% apresentou o fenótipo iMLSB. Todos apresentam capacidade de produção de biofilme. Assim, o problema das infeções por MRSA resulta não só da ocorrência de multirresistências, mas também do aparecimento de bactérias capazes de formar biofilmes e, para combater esta problemática, devemos implementar uma perspetiva One Health, tendo em conta MRSA associados a humanos e a animais e, também, potenciais fontes de contaminação ambiental, como as ETARs, integrando os vários sistemas de saúde e o ecossistema.