Publicação
Prótese total de anca para resolução de displasia coxo-femoral
| Resumo: | A displasia da anca é uma patologia do desenvolvimento, não congénita, poligénica e o mais comum problema ortopédico hereditário em cães, sobretudo de raças grandes ou gigantes. De um modo geral é uma malformação na qual, em cachorros, provoca instabilidade articular que por alterar a concentração de forças sobre o fémur e acetábulo afeta o crescimento e conformação do osso resultando numa má anatomia articular e doença articular degenerativa secundária. Na sua patogenia estão implicados tanto fatores ambientais como influência genética. Não há um tratamento efetivo para restaurar uma articulação displásica, sendo, no entanto, o objetivo do tratamento aliviar a dor, impedir alterações degenerativas secundárias e maximizar a função da articulação. Deste modo, a prótese total de anca é hoje a solução mais completa para a resolução da maioria destas complicações. Esta técnica consiste na implementação de um cálice de polietileno como substituição do acetábulo e uma nova cabeça e haste femoral permanentemente unidas ao osso por cimento ósseo de polimetilmetacrilato. É recomendada em animais com mais de 18 kg que atingiram a maturidade no que diz respeito ao crescimento ósseo e, por isso, em animais no mínimo com 9 meses, não geriátricos e sem excesso de peso. A prótese total de anca tem, no entanto, ainda algumas complicações associadas, como por exemplo, luxações, infeções e fraturas. O objetivo deste estudo consistiu no acompanhamento de 6 casos clínicos que surgiram no Hospital Ars Veterinaria em Barcelona, durante o meu período de estágio. Surgiram em diferentes fases de manifestação da doença ou recuperação da cirurgia, mas todos inicialmente apareceram à consulta com o sinal clinico de claudicação. Os métodos de diagnóstico utilizados foram o exame físico e radiográfico completo, após os quais foi recomendada a cirurgia de prótese de anca. Dos 6 animais operados, 4 apresentaram melhorias e 2 complicações. Desses 2 animais, 1 melhorou após nova intervenção. |
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| Autores principais: | Silva, Isabel Sanchez Gonçalves da |
| Assunto: | Cão Displasia da anca Prótese total da anca |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A displasia da anca é uma patologia do desenvolvimento, não congénita, poligénica e o mais comum problema ortopédico hereditário em cães, sobretudo de raças grandes ou gigantes. De um modo geral é uma malformação na qual, em cachorros, provoca instabilidade articular que por alterar a concentração de forças sobre o fémur e acetábulo afeta o crescimento e conformação do osso resultando numa má anatomia articular e doença articular degenerativa secundária. Na sua patogenia estão implicados tanto fatores ambientais como influência genética. Não há um tratamento efetivo para restaurar uma articulação displásica, sendo, no entanto, o objetivo do tratamento aliviar a dor, impedir alterações degenerativas secundárias e maximizar a função da articulação. Deste modo, a prótese total de anca é hoje a solução mais completa para a resolução da maioria destas complicações. Esta técnica consiste na implementação de um cálice de polietileno como substituição do acetábulo e uma nova cabeça e haste femoral permanentemente unidas ao osso por cimento ósseo de polimetilmetacrilato. É recomendada em animais com mais de 18 kg que atingiram a maturidade no que diz respeito ao crescimento ósseo e, por isso, em animais no mínimo com 9 meses, não geriátricos e sem excesso de peso. A prótese total de anca tem, no entanto, ainda algumas complicações associadas, como por exemplo, luxações, infeções e fraturas. O objetivo deste estudo consistiu no acompanhamento de 6 casos clínicos que surgiram no Hospital Ars Veterinaria em Barcelona, durante o meu período de estágio. Surgiram em diferentes fases de manifestação da doença ou recuperação da cirurgia, mas todos inicialmente apareceram à consulta com o sinal clinico de claudicação. Os métodos de diagnóstico utilizados foram o exame físico e radiográfico completo, após os quais foi recomendada a cirurgia de prótese de anca. Dos 6 animais operados, 4 apresentaram melhorias e 2 complicações. Desses 2 animais, 1 melhorou após nova intervenção. |
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