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Vivências da família da pessoa em cuidados paliativos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Saúde Familiar é compreendida como um estado subjetivo cujo processo dinâmico de ajustamento é estabelecido pelos processos adaptativos a transições como a de saúde-doença. A necessidade de cuidados paliativos por um familiar constitui uma delas. Atualmente assiste-se a uma mobilização de recursos direcionada à pessoa cuidada, emergindo a importância de atuar sobre a família. Deste modo torna-se peremptória a identificação das alterações familiares por forma a dar a resposta mais holística e adequada. Objetivos: o objetivo principal do estudo consiste em compreender as vivências da família da pessoa em cuidados paliativos. Decorrente deste emergem os objetivos específicos, entre os quais se destacam: compreender as dificuldades e necessidades identificadas pelo familiar nesta etapa da carreira familiar; identificar as estratégias utilizadas pela família para ultrapassar as dificuldades proporcionadas pela situação; compreender a perceção da família sobre a importância da enfermagem para o cuidado prestado à pessoa e à família. Metodologia: a abordagem adotada é qualitativa do tipo fenomenológico. Os dados colheram-se a partir uma amostragem intencional, através de uma entrevista semiestruturada a quatro filhos de pai/mãe em cuidados paliativos, recorrendo posteriormente à análise de conteúdo para a sua interpretação. Resultados: a paliação de um familiar desequilibra o sistema familiar, sendo afetada a sua coesão e funcionalidade, o que requer adaptabilidade da família. Cada um dos membros familiares adota novos papeis por forma a atingir uma nova etapa de equilíbrio dinâmico. No decorrer desta transição a família experiencia sentimentos de luto antecipatório até à perda. O acesso a cuidados de saúde especializados facilita a vivencia do doente e da família. A rede de suporte formal permite o encaminhamento para as valências do Serviço Nacional de Saúde e potencia a adesão a novas competências. Os familiares recorrem a diversas estratégias para superarem a crise, apoiando-se na sua rede de suporte informal. Conclusões: a família experiencia um processo de transição saúde doença e desenvolvimental quando o elemento requer cuidados paliativos, vivenciando sentimentos de luto antecipatório. Recorre às redes de suporte informal e formal para se adaptar e os diversos membros aderem a novos papeis por forma a reestabelecer a funcionalidade. O alcance do estado de equilíbrio é beneficiado pela avaliação e intervenção da enfermagem.
Autores principais:Pinto, Débora da Rocha
Assunto:Enfermagem familiar Saúde da família Cuidados paliativos
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Introdução: A Saúde Familiar é compreendida como um estado subjetivo cujo processo dinâmico de ajustamento é estabelecido pelos processos adaptativos a transições como a de saúde-doença. A necessidade de cuidados paliativos por um familiar constitui uma delas. Atualmente assiste-se a uma mobilização de recursos direcionada à pessoa cuidada, emergindo a importância de atuar sobre a família. Deste modo torna-se peremptória a identificação das alterações familiares por forma a dar a resposta mais holística e adequada. Objetivos: o objetivo principal do estudo consiste em compreender as vivências da família da pessoa em cuidados paliativos. Decorrente deste emergem os objetivos específicos, entre os quais se destacam: compreender as dificuldades e necessidades identificadas pelo familiar nesta etapa da carreira familiar; identificar as estratégias utilizadas pela família para ultrapassar as dificuldades proporcionadas pela situação; compreender a perceção da família sobre a importância da enfermagem para o cuidado prestado à pessoa e à família. Metodologia: a abordagem adotada é qualitativa do tipo fenomenológico. Os dados colheram-se a partir uma amostragem intencional, através de uma entrevista semiestruturada a quatro filhos de pai/mãe em cuidados paliativos, recorrendo posteriormente à análise de conteúdo para a sua interpretação. Resultados: a paliação de um familiar desequilibra o sistema familiar, sendo afetada a sua coesão e funcionalidade, o que requer adaptabilidade da família. Cada um dos membros familiares adota novos papeis por forma a atingir uma nova etapa de equilíbrio dinâmico. No decorrer desta transição a família experiencia sentimentos de luto antecipatório até à perda. O acesso a cuidados de saúde especializados facilita a vivencia do doente e da família. A rede de suporte formal permite o encaminhamento para as valências do Serviço Nacional de Saúde e potencia a adesão a novas competências. Os familiares recorrem a diversas estratégias para superarem a crise, apoiando-se na sua rede de suporte informal. Conclusões: a família experiencia um processo de transição saúde doença e desenvolvimental quando o elemento requer cuidados paliativos, vivenciando sentimentos de luto antecipatório. Recorre às redes de suporte informal e formal para se adaptar e os diversos membros aderem a novos papeis por forma a reestabelecer a funcionalidade. O alcance do estado de equilíbrio é beneficiado pela avaliação e intervenção da enfermagem.