Publicação
Prevenção da violência no ciclo de vida: segurança dos Profissionais no Setor da Saúde
| Resumo: | Introdução: O presente relatório surge no âmbito da unidade curricular estágio e relatório que integra o curso de mestrado em Enfermagem Comunitária da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. O estágio decorreu no período compreendido entre 12 de setembro de 2022 e 10 de fevereiro de 2023, na Unidade de Cuidados na Comunidade de Lamego e na Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Douro Sul. A violência contra os Profissionais de Saúde, integrada nos objetivos do PAPVSS, era problemática prioritária da UCC de Lamego, o que justificou o estudo de diagnóstico e o desenvolvimento do projeto de intervenção comunitária Passo-a-Passo Contra a Violência Sobre O Profissional de Saúde. Objetivos: Analisar o contributo das atividades realizadas durante o estágio para o desenvolvimento das competências comuns do enfermeiro especialista e especificas do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde comunitária; operacionalizar as fases do planeamento em saúde: diagnóstico de situação, definição de prioridades, objetivos, planeamento e operacionalização do projeto de intervenção e avaliação. Metodologia: Aplicou-se a metodologia do planeamento em saúde e realizou-se o diagnóstico de situação de saúde sobre o conhecimento dos Elos de Ligação das unidades funcionais do ACeS, sobre a segurança do profissional de saúde. Participaram 19 Profissionais de Saúde no estudo de diagnóstico do tipo observacional, transversal, de abordagem quantitativa e descritivo-correlacional. Recorreu-se à estatística descritiva e inferencial e o nível de significância considerado foi de 5%. Identificaram-se e priorizam-se os problemas, definiram-se os objetivos e planeou-se e implementou-se o projeto de intervenção “Passo-a-Passo contra a Violência Sobre O Profissional de Saúde”, estudo longitudinal, com a avaliação antes e após o projeto de intervenção. Resultados: Os 19 Profissionais de Saúde que participaram no diagnóstico de situação, exerciam funções em unidades de saúde, a maioria de cinco concelhos do ACeS, distribuídos da seguinte forma: 32% na Unidade de Saúde A; 21% na Unidade de Saúde B; 11% na Unidade de Saúde C; 11% na Unidade de Saúde D e 10% na Unidade de Saúde E. Os restantes 15% dos participantes, encontram-se distribuídos pelas restantes Unidades de Saúde (5% por Concelho). Quanto aos resultados dos domínios relativos à violência, todas as Unidades de Saúde tinham um responsável de segurança e vigilantes de segurança privada, porém 36,8% destas Unidades não tinham segurança privada em permanência. Cada Unidade de Saúde tinha, em média, 30 trabalhadores (desvio padrão=13,45). Todos os episódios de violência foram registados, mas apenas 21,2% dos episódios foram registados na plataforma NOTIFICA da DGS e 78,8% dos episódios foram comunicados ao superior hierárquico por e-mail. Em 26,3% das Unidades de Saúde não existia código de conduta para o combate ao assédio no local de trabalho e em 21,1% não foi realizada ou revista a avaliação da violência, nem efetuada formação sobre a prevenção da violência no local de trabalho. Em, apenas, 15,8% das Unidades de Saúde existia um Plano de Segurança e Prevenção da Violência que contemplava a prevenção e atuação em casos de episódios de violência. Após o diagnóstico de situação definiram-se as prioridades, os objetivos, as estratégias, operacionalizouse o projeto Passo-a-Passo Contra a Violência Sobre O Profissional de Saúde e efetuou-se a avaliação. No que respeita às metas, a avaliação do projeto evidenciou que: 89% dos profissionais sabe identificar as consequências dos episódios de violência, 92% sabe identificar estratégias de prevenção da violência, 95% tem conhecimento da plataforma NOTIFICA e sabe quais os seus objetivos e 80% dos profissionais conhece o PAPVSS. Do momento um de avaliação, antes do projeto de intervenção, para o momento dois de avaliação, após o projeto de intervenção, verificou-se aumento de conhecimentos dos Profissionais de Saúde sobre a violência contra os mesmos. Conclusão: As atividades realizadas durante o estágio permitiram atingir os objetivos e desenvolver as competências preconizadas. Através das etapas do Planeamento em Saúde, diagnosticou-se e analisouse o conhecimento dos Elos de Ligação sobre a violência contra os Profissionais de Saúde. A implementação da intervenção permitiu a capacitação do Elos e Ligação de forma a promover boas práticas nas suas unidades de saúde, o que permitirá prevenir episódios de violência e melhorar a resposta aos episódios de violência, o que terá impacto na qualidade dos cuidados prestados aos utentes. |
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| Autores principais: | Aleixo, Mónica Sofia de Sousa |
| Assunto: | Enfermagem Comunitária Violência Conhecimento Profissionais de Saúde |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Introdução: O presente relatório surge no âmbito da unidade curricular estágio e relatório que integra o curso de mestrado em Enfermagem Comunitária da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. O estágio decorreu no período compreendido entre 12 de setembro de 2022 e 10 de fevereiro de 2023, na Unidade de Cuidados na Comunidade de Lamego e na Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Douro Sul. A violência contra os Profissionais de Saúde, integrada nos objetivos do PAPVSS, era problemática prioritária da UCC de Lamego, o que justificou o estudo de diagnóstico e o desenvolvimento do projeto de intervenção comunitária Passo-a-Passo Contra a Violência Sobre O Profissional de Saúde. Objetivos: Analisar o contributo das atividades realizadas durante o estágio para o desenvolvimento das competências comuns do enfermeiro especialista e especificas do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde comunitária; operacionalizar as fases do planeamento em saúde: diagnóstico de situação, definição de prioridades, objetivos, planeamento e operacionalização do projeto de intervenção e avaliação. Metodologia: Aplicou-se a metodologia do planeamento em saúde e realizou-se o diagnóstico de situação de saúde sobre o conhecimento dos Elos de Ligação das unidades funcionais do ACeS, sobre a segurança do profissional de saúde. Participaram 19 Profissionais de Saúde no estudo de diagnóstico do tipo observacional, transversal, de abordagem quantitativa e descritivo-correlacional. Recorreu-se à estatística descritiva e inferencial e o nível de significância considerado foi de 5%. Identificaram-se e priorizam-se os problemas, definiram-se os objetivos e planeou-se e implementou-se o projeto de intervenção “Passo-a-Passo contra a Violência Sobre O Profissional de Saúde”, estudo longitudinal, com a avaliação antes e após o projeto de intervenção. Resultados: Os 19 Profissionais de Saúde que participaram no diagnóstico de situação, exerciam funções em unidades de saúde, a maioria de cinco concelhos do ACeS, distribuídos da seguinte forma: 32% na Unidade de Saúde A; 21% na Unidade de Saúde B; 11% na Unidade de Saúde C; 11% na Unidade de Saúde D e 10% na Unidade de Saúde E. Os restantes 15% dos participantes, encontram-se distribuídos pelas restantes Unidades de Saúde (5% por Concelho). Quanto aos resultados dos domínios relativos à violência, todas as Unidades de Saúde tinham um responsável de segurança e vigilantes de segurança privada, porém 36,8% destas Unidades não tinham segurança privada em permanência. Cada Unidade de Saúde tinha, em média, 30 trabalhadores (desvio padrão=13,45). Todos os episódios de violência foram registados, mas apenas 21,2% dos episódios foram registados na plataforma NOTIFICA da DGS e 78,8% dos episódios foram comunicados ao superior hierárquico por e-mail. Em 26,3% das Unidades de Saúde não existia código de conduta para o combate ao assédio no local de trabalho e em 21,1% não foi realizada ou revista a avaliação da violência, nem efetuada formação sobre a prevenção da violência no local de trabalho. Em, apenas, 15,8% das Unidades de Saúde existia um Plano de Segurança e Prevenção da Violência que contemplava a prevenção e atuação em casos de episódios de violência. Após o diagnóstico de situação definiram-se as prioridades, os objetivos, as estratégias, operacionalizouse o projeto Passo-a-Passo Contra a Violência Sobre O Profissional de Saúde e efetuou-se a avaliação. No que respeita às metas, a avaliação do projeto evidenciou que: 89% dos profissionais sabe identificar as consequências dos episódios de violência, 92% sabe identificar estratégias de prevenção da violência, 95% tem conhecimento da plataforma NOTIFICA e sabe quais os seus objetivos e 80% dos profissionais conhece o PAPVSS. Do momento um de avaliação, antes do projeto de intervenção, para o momento dois de avaliação, após o projeto de intervenção, verificou-se aumento de conhecimentos dos Profissionais de Saúde sobre a violência contra os mesmos. Conclusão: As atividades realizadas durante o estágio permitiram atingir os objetivos e desenvolver as competências preconizadas. Através das etapas do Planeamento em Saúde, diagnosticou-se e analisouse o conhecimento dos Elos de Ligação sobre a violência contra os Profissionais de Saúde. A implementação da intervenção permitiu a capacitação do Elos e Ligação de forma a promover boas práticas nas suas unidades de saúde, o que permitirá prevenir episódios de violência e melhorar a resposta aos episódios de violência, o que terá impacto na qualidade dos cuidados prestados aos utentes. |
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