Publicação
Influência da Atividade Física e Aptidão Física Funcional na Qualidade de Vida de idosos
| Resumo: | Em Portugal assiste-se a uma alteração dos perfis demográficos, devido ao aumento exponencial da população idosa. Com o processo natural de envelhecimento estes vivenciam alterações na composição corporal, atividade física e aptidão física funcional com implicações adversas na sua qualidade de vida. Torna-se evidente a necessidade de promoção de estratégias e melhores condições de saúde com o objetivo de ampliar a qualidade de vida nesta população. Na literatura é comummente referenciado que a atividade física acarreta inúmeros benefícios, sendo um dos mais importantes a melhoria da aptidão física funcional relacionada à saúde neste segmento populacional, com repercussões na qualidade de vida. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi analisar a influência da atividade física e aptidão física funcional nos domínios da qualidade de vida de idosos. Metodologicamente a amostra deste estudo foi constituída por 232 sujeitos voluntários de ambos os géneros (77 do género masculino e 155 do género feminino), com idades compreendidas entre os 65 e 95 anos. Para mensuração das variáveis antropométricas foram recolhidas: massa corporal, estatura, índice de massa corporal e perímetro da cintura. Os níveis de AF foram recolhidos através da versão curta do International Physical Activity Questionnaire. Para estimar a aptidão física funcional foi utilizado a bateria de testes Sénior Fitness Test. A apreciação da qualidade de vida foi realizada através do questionário Short Form Health Survey. Os procedimentos estatísticos utilizados foram os testes t para amostras independentes para identificar diferenças estatísticas entre géneros, o coeficiente de correlação ρ de Spearman para avaliar o grau de correlação entre as variáveis independentes com a variável dependente e Anova one-way para verificar a influência da atividade física na variável dependente. Foi considerado um grau de significância estatística de 5%. Os resultados demonstraram diferença estatística entre géneros, com os homens a apresentar maiores valores na maioria das variáveis. No género masculino a atividade física influenciou seis domínios da qualidade de vida, sendo estes a função física, o funcionamento físico, dor corporal, saúde emocional, vitalidade e socialização. No género feminino verificou-se a influência em sete dos oito domínios da qualidade de vida, função física, funcionamento físico, dor corporal, saúde emocional, saúde mental, vitalidade e socialização. A aptidão física funcional assumiu maior relação nos domínios físicos, funcionamento físico e função física, nos dois géneros. Com a força dos membros inferiores e a aptidão aeróbia a assumir maiores relações com os domínios da qualidade de vida no género masculino e a força dos membros inferiores, flexibilidade superior e aptidão aeróbia no género feminino. Em conclusão, verificamos que a atividade física e a aptidão física funcional influenciam a qualidade de vida em idosos de ambos os géneros assumindo relevância, tanto nos domínios físicos como mentais da qualidade de vida, predominando nos primeiros. Emanuel Valente da |
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| Autores principais: | Rocha, João Emanuel Valente da |
| Assunto: | Envelhecimento Idosos |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Em Portugal assiste-se a uma alteração dos perfis demográficos, devido ao aumento exponencial da população idosa. Com o processo natural de envelhecimento estes vivenciam alterações na composição corporal, atividade física e aptidão física funcional com implicações adversas na sua qualidade de vida. Torna-se evidente a necessidade de promoção de estratégias e melhores condições de saúde com o objetivo de ampliar a qualidade de vida nesta população. Na literatura é comummente referenciado que a atividade física acarreta inúmeros benefícios, sendo um dos mais importantes a melhoria da aptidão física funcional relacionada à saúde neste segmento populacional, com repercussões na qualidade de vida. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi analisar a influência da atividade física e aptidão física funcional nos domínios da qualidade de vida de idosos. Metodologicamente a amostra deste estudo foi constituída por 232 sujeitos voluntários de ambos os géneros (77 do género masculino e 155 do género feminino), com idades compreendidas entre os 65 e 95 anos. Para mensuração das variáveis antropométricas foram recolhidas: massa corporal, estatura, índice de massa corporal e perímetro da cintura. Os níveis de AF foram recolhidos através da versão curta do International Physical Activity Questionnaire. Para estimar a aptidão física funcional foi utilizado a bateria de testes Sénior Fitness Test. A apreciação da qualidade de vida foi realizada através do questionário Short Form Health Survey. Os procedimentos estatísticos utilizados foram os testes t para amostras independentes para identificar diferenças estatísticas entre géneros, o coeficiente de correlação ρ de Spearman para avaliar o grau de correlação entre as variáveis independentes com a variável dependente e Anova one-way para verificar a influência da atividade física na variável dependente. Foi considerado um grau de significância estatística de 5%. Os resultados demonstraram diferença estatística entre géneros, com os homens a apresentar maiores valores na maioria das variáveis. No género masculino a atividade física influenciou seis domínios da qualidade de vida, sendo estes a função física, o funcionamento físico, dor corporal, saúde emocional, vitalidade e socialização. No género feminino verificou-se a influência em sete dos oito domínios da qualidade de vida, função física, funcionamento físico, dor corporal, saúde emocional, saúde mental, vitalidade e socialização. A aptidão física funcional assumiu maior relação nos domínios físicos, funcionamento físico e função física, nos dois géneros. Com a força dos membros inferiores e a aptidão aeróbia a assumir maiores relações com os domínios da qualidade de vida no género masculino e a força dos membros inferiores, flexibilidade superior e aptidão aeróbia no género feminino. Em conclusão, verificamos que a atividade física e a aptidão física funcional influenciam a qualidade de vida em idosos de ambos os géneros assumindo relevância, tanto nos domínios físicos como mentais da qualidade de vida, predominando nos primeiros. Emanuel Valente da |
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