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Efeito crônico da manipulação do método de descanso entre séries de exercícios de treino de força nos níveis de força, na flexibilidade e nas adaptações hormonais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os níveis adequados de força muscular e flexibilidade são importantes para a manutenção da aptidão física, autonomia funcional e manutenção e promoção da segurança durante a atividade esportiva. O objetivo do presente trabalho foi de analisar o efeito de oito semanas de treinamento de força com ou sem alongamento durante o descanso entre as séries nos níveis hormonais, de força muscular e de flexibilidade em homens treinados recreacionalmente Dezesseis homens treinados foram divididos de forma randomizada em dois grupos experimentais: grupo alongamento estático (GAP) e grupo intervalo passivo (GIP). Todos os participantes realizaram 24 sessões de treinamento, 3 vezes na semana. Foram realizados os testes e retestes de 8RM para força muscular e de flexibilidade (goniometria) e medidas hormonais (cortisol e hormônio do crescimento) nas medidas pré-experimento e teste pósexperimento. Foi utilizada uma ANOVA para medidas repetidas, (2 grupos vs. 2 momentos). Adicionalmente, foi realizado o efeito do tamanho (ES) com a escala proposta por Rhea (2004). O nível de significância adotado foi de p < 0,05. Os resultados mostraram que ambos os grupos tiveram aumentos na força muscular (GAPpré vs. GAPpós ; GIP vs. GIPpós), nos mesmos exercícios, cadeira extensora (CE) e remada (RM). No grupo GAP no exercício CE (p =0,0015 e ES = 2,28 - Grande) e na RM (p = 0,002 e ES = 1,95 - Grande) no grupo PIG no exercício de CE (p = 0,0090 e ES = 1,95 – Grande) e na RM (p = 0,0001 e ES = 2,88 - Grande). Não foram encontradas diferenças significativas nas medidas entre grupos (GAPpós vs. GIPpós). Ambos os grupos mostraram ganhos significativos na flexibilidade em diferentes articulações (GAPpré vs. GAPpós ; GIPpré vs. GIPpós). No grupo GAP, apenas em três articulações foram encontradas diferenças significativas nos ganhos de flexibilidade: extensão de ombros (p = 0,004 e ES = 1,76-Grande); flexão de tronco (p = 0,002 e ES = 2,36– Grande) e flexão de quadril (p = 0,000 e ES = 1,79 – Grande). No grupo GIP, apenas três articulações apresentaram ganhos significativos na flexibilidade: abdução horizontal de ombros (p = 0,003 e ES = 2,0 – Grande); flexão de quadril (p = 0,000 e ES = 2,39 – Grande) e extensão de quadril (p = 0,02 e ES = 1,79 – Grande). Nas análises entre grupos (GAPpós x GIPpós) foram encontradas diferenças significativas apenas em duas articulações: extensão de ombros (p = 0,001) e abdução horizontal de ombros (p = 0,001). Nas medidas hormonais não foram encontradas diferenças significativas no cortisol e no hormônio do crescimento. Conclui-se que ambos os protocolos tiveram ganhos de força muscular e de flexibilidade, mas não modificaram os perfis hormonais em homens treinados.
Autores principais:Souza, Antônio Cláudio do Rosário
Assunto:Flexibilidade Força Cortisol Treino de força Hormona do crescimento
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Os níveis adequados de força muscular e flexibilidade são importantes para a manutenção da aptidão física, autonomia funcional e manutenção e promoção da segurança durante a atividade esportiva. O objetivo do presente trabalho foi de analisar o efeito de oito semanas de treinamento de força com ou sem alongamento durante o descanso entre as séries nos níveis hormonais, de força muscular e de flexibilidade em homens treinados recreacionalmente Dezesseis homens treinados foram divididos de forma randomizada em dois grupos experimentais: grupo alongamento estático (GAP) e grupo intervalo passivo (GIP). Todos os participantes realizaram 24 sessões de treinamento, 3 vezes na semana. Foram realizados os testes e retestes de 8RM para força muscular e de flexibilidade (goniometria) e medidas hormonais (cortisol e hormônio do crescimento) nas medidas pré-experimento e teste pósexperimento. Foi utilizada uma ANOVA para medidas repetidas, (2 grupos vs. 2 momentos). Adicionalmente, foi realizado o efeito do tamanho (ES) com a escala proposta por Rhea (2004). O nível de significância adotado foi de p < 0,05. Os resultados mostraram que ambos os grupos tiveram aumentos na força muscular (GAPpré vs. GAPpós ; GIP vs. GIPpós), nos mesmos exercícios, cadeira extensora (CE) e remada (RM). No grupo GAP no exercício CE (p =0,0015 e ES = 2,28 - Grande) e na RM (p = 0,002 e ES = 1,95 - Grande) no grupo PIG no exercício de CE (p = 0,0090 e ES = 1,95 – Grande) e na RM (p = 0,0001 e ES = 2,88 - Grande). Não foram encontradas diferenças significativas nas medidas entre grupos (GAPpós vs. GIPpós). Ambos os grupos mostraram ganhos significativos na flexibilidade em diferentes articulações (GAPpré vs. GAPpós ; GIPpré vs. GIPpós). No grupo GAP, apenas em três articulações foram encontradas diferenças significativas nos ganhos de flexibilidade: extensão de ombros (p = 0,004 e ES = 1,76-Grande); flexão de tronco (p = 0,002 e ES = 2,36– Grande) e flexão de quadril (p = 0,000 e ES = 1,79 – Grande). No grupo GIP, apenas três articulações apresentaram ganhos significativos na flexibilidade: abdução horizontal de ombros (p = 0,003 e ES = 2,0 – Grande); flexão de quadril (p = 0,000 e ES = 2,39 – Grande) e extensão de quadril (p = 0,02 e ES = 1,79 – Grande). Nas análises entre grupos (GAPpós x GIPpós) foram encontradas diferenças significativas apenas em duas articulações: extensão de ombros (p = 0,001) e abdução horizontal de ombros (p = 0,001). Nas medidas hormonais não foram encontradas diferenças significativas no cortisol e no hormônio do crescimento. Conclui-se que ambos os protocolos tiveram ganhos de força muscular e de flexibilidade, mas não modificaram os perfis hormonais em homens treinados.