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Viabilidade económica, ambiental e social da gaseificação de resíduos sólidos urbanos

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Resumo:Desde os primórdios que o Homem sempre estabeleceu uma relação simbiótica, de respeito e equilíbrio com a Natureza. No entanto tudo se alterou a partir do momento em que a sociedade deixou de ser independente e nómada para se tornar numa sociedade dependente e sedentária, o que se repercutiu no aparecimento das cidades em larga escala. Com a evolução exponencial da população, das cidades, e a alteração dos padrões de consumo, ocorreu um aumento da quantidade, diversidade e complexidade dos resíduos sólidos urbanos (RSU) produzidos. Para resolver esta problemática moderna tornou-se necessário criar, desenvolver e adaptar os sistemas de gestão de resíduos existentes em cada país, por forma a que estes fossem capazes de dar resposta ao tratamento dos resíduos, tendo como objetivos principais a preservação da saúde pública, do ambiente e do bem-estar humano. Neste contexto, foi desenvolvido este trabalho que pretendeu analisar e quantificar os impactes ambientais, referentes ao tratamento através da incineração e deposição final de 1 tonelada de RSU indiferenciados, na Central de Valorização Energética – LIPOR II, situada na Maia- Região Metropolitana do Porto. Para isso foram elaborados e comparados 2 cenários por forma a compreender qual dos dois era a melhor opção ambiental. O cenário 1 consistiu na incineração dos RSU indiferenciados, onde a central não tinha autoconsumo de energia, e o cenário 2 consistiu na incineração dos RSU indiferenciados, onde a central tinha autoconsumo de energia. Foi ainda criado o cenário 3 que englobou a gaseificação de RSU indiferenciados, com autoconsumo de energia numa central localizada no Reino Unido, onde foram analisados os impactes ambientais, sendo este posteriormente comparado com o melhor cenário da incineração. Para tal recorreu-se á utilização de uma ferramenta de Análise de Ciclo de Vida (ACV) que serve para avaliar a sustentabilidade de produtos ou serviços tendo por base as Normas ISO 14040 e ISO 14044. O programa utilizado foi o Gabi, licença para estudantes, com base de dados versão 6.115 distribuído por PE Internacional, onde foram contabilizados os impactes ambientais através das entradas (de energia e materiais) e das saídas (de emissões e subprodutos), referentes á incineração e á gaseificação de 1 tonelada (unidade funcional escolhida para o estudo) de RSU indiferenciados. As categorias de impacte selecionadas para o estudo foram associadas á metodologia de avaliação de impactes a CML 2001, sendo posteriormente utilizadas para desenvolver o perfil ambiental do processo de incineração e de gaseificação. Os nossos resultados demonstraram que da análise das categorias de impacte ambiental, podemos constatar que o cenário 1, teve valores totais positivos a todas as categorias o que significa que teve cargas ambientais, ou seja um maior impacte para o ambiente. No cenário 2 apenas tivemos valores totais positivos para as categorias de eutrofização e do potencial de criação de ozono fotoquímico, as restantes categorias tiveram valores totais negativos o que representa créditos ambientais. O cenário 3 teve valores totais positivos em todas as categorias, ou seja, teve cargas ambientais. Concluiu-se que o cenário 2 foi o mais sustentável a nível ambiental.
Autores principais:Aragão, Rosa Virgínia Mendes
Assunto:Incineração Análise de ciclo de vida Resíduos sólidos urbanos Gestão
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Desde os primórdios que o Homem sempre estabeleceu uma relação simbiótica, de respeito e equilíbrio com a Natureza. No entanto tudo se alterou a partir do momento em que a sociedade deixou de ser independente e nómada para se tornar numa sociedade dependente e sedentária, o que se repercutiu no aparecimento das cidades em larga escala. Com a evolução exponencial da população, das cidades, e a alteração dos padrões de consumo, ocorreu um aumento da quantidade, diversidade e complexidade dos resíduos sólidos urbanos (RSU) produzidos. Para resolver esta problemática moderna tornou-se necessário criar, desenvolver e adaptar os sistemas de gestão de resíduos existentes em cada país, por forma a que estes fossem capazes de dar resposta ao tratamento dos resíduos, tendo como objetivos principais a preservação da saúde pública, do ambiente e do bem-estar humano. Neste contexto, foi desenvolvido este trabalho que pretendeu analisar e quantificar os impactes ambientais, referentes ao tratamento através da incineração e deposição final de 1 tonelada de RSU indiferenciados, na Central de Valorização Energética – LIPOR II, situada na Maia- Região Metropolitana do Porto. Para isso foram elaborados e comparados 2 cenários por forma a compreender qual dos dois era a melhor opção ambiental. O cenário 1 consistiu na incineração dos RSU indiferenciados, onde a central não tinha autoconsumo de energia, e o cenário 2 consistiu na incineração dos RSU indiferenciados, onde a central tinha autoconsumo de energia. Foi ainda criado o cenário 3 que englobou a gaseificação de RSU indiferenciados, com autoconsumo de energia numa central localizada no Reino Unido, onde foram analisados os impactes ambientais, sendo este posteriormente comparado com o melhor cenário da incineração. Para tal recorreu-se á utilização de uma ferramenta de Análise de Ciclo de Vida (ACV) que serve para avaliar a sustentabilidade de produtos ou serviços tendo por base as Normas ISO 14040 e ISO 14044. O programa utilizado foi o Gabi, licença para estudantes, com base de dados versão 6.115 distribuído por PE Internacional, onde foram contabilizados os impactes ambientais através das entradas (de energia e materiais) e das saídas (de emissões e subprodutos), referentes á incineração e á gaseificação de 1 tonelada (unidade funcional escolhida para o estudo) de RSU indiferenciados. As categorias de impacte selecionadas para o estudo foram associadas á metodologia de avaliação de impactes a CML 2001, sendo posteriormente utilizadas para desenvolver o perfil ambiental do processo de incineração e de gaseificação. Os nossos resultados demonstraram que da análise das categorias de impacte ambiental, podemos constatar que o cenário 1, teve valores totais positivos a todas as categorias o que significa que teve cargas ambientais, ou seja um maior impacte para o ambiente. No cenário 2 apenas tivemos valores totais positivos para as categorias de eutrofização e do potencial de criação de ozono fotoquímico, as restantes categorias tiveram valores totais negativos o que representa créditos ambientais. O cenário 3 teve valores totais positivos em todas as categorias, ou seja, teve cargas ambientais. Concluiu-se que o cenário 2 foi o mais sustentável a nível ambiental.