Publicação
Perfil cognitivo de crianças com perturbação de hiperatividade/défice de atenção com e sem Dislexia
| Resumo: | O presente trabalho pretende estudar crianças com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) com e sem Dislexia (DL) com o objetivo de distinguir os perfis cognitivo e de leitura, procurando assim perceber as diferenças que caracterizam cada um destes tipos de perturbações com o objetivo de determinar se as dificuldades de leitura verificadas na PHDA podem ou não ser Dislexia. O trabalho encontra-se dividido em duas partes, a primeira parte procura explorar o perfil de respostas relativos a uma tarefa computorizada de controlo de interferência de ação com recurso a imagens designada de tarefa de Stroop dia – noite (TSDN) de Gerstadt, Hong e Diamond, (1994), modificada e montada através de um procedimento descrito por Berlin e Bohlin, (2002) e também por Brocki e Bohlin, (2004), que tem como objetivo avaliar uma das principais funções executivas que é o controlo inibitório numa amostra não-clínica de 75 crianças portuguesas do 1.º ao 4.º ano de escolaridade. O número total de respostas certas (RC) representa o índice principal de controlo de interferência. O número de RC obtido pelas raparigas foi superior ao longo de todos os anos de escolaridade do que o número de RC obtido pelos rapazes, o que indica que as raparigas apresentaram uma capacidade de controlo inibitório do que os rapazes. Não foi verificado um efeito de escolaridade nos desempenhos na tarefa. Os resultados obtidos são apresentados e discutidos. Na segunda parte foi realizado um estudo que procurou comparar o desempenho cognitivo e de leitura de crianças com PHDA (n=23), crianças com PHDA+DL (n=16) e de crianças de um grupo de controlo GC (n=26) com desenvolvimento típico normal e perceber como se podem comparar estas perturbações no desempenho de medidas cognitivas e de leitura e procurar descrever os respetivos perfis. Os resultados demonstraram que o grupo de crianças com PHDA+DL obteve um desempenho significativamente inferior na maioria das medidas cognitivas e em todas as medidas de leitura em relação ao grupo com PHDA. Os resultados são apresentados e discutidos, existindo medidas que distinguem os referidos grupos de estudo. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Rui Alexandre Martins |
| Assunto: | Inibição controlo de interferência atraso de gratificação leitura palavras |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O presente trabalho pretende estudar crianças com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) com e sem Dislexia (DL) com o objetivo de distinguir os perfis cognitivo e de leitura, procurando assim perceber as diferenças que caracterizam cada um destes tipos de perturbações com o objetivo de determinar se as dificuldades de leitura verificadas na PHDA podem ou não ser Dislexia. O trabalho encontra-se dividido em duas partes, a primeira parte procura explorar o perfil de respostas relativos a uma tarefa computorizada de controlo de interferência de ação com recurso a imagens designada de tarefa de Stroop dia – noite (TSDN) de Gerstadt, Hong e Diamond, (1994), modificada e montada através de um procedimento descrito por Berlin e Bohlin, (2002) e também por Brocki e Bohlin, (2004), que tem como objetivo avaliar uma das principais funções executivas que é o controlo inibitório numa amostra não-clínica de 75 crianças portuguesas do 1.º ao 4.º ano de escolaridade. O número total de respostas certas (RC) representa o índice principal de controlo de interferência. O número de RC obtido pelas raparigas foi superior ao longo de todos os anos de escolaridade do que o número de RC obtido pelos rapazes, o que indica que as raparigas apresentaram uma capacidade de controlo inibitório do que os rapazes. Não foi verificado um efeito de escolaridade nos desempenhos na tarefa. Os resultados obtidos são apresentados e discutidos. Na segunda parte foi realizado um estudo que procurou comparar o desempenho cognitivo e de leitura de crianças com PHDA (n=23), crianças com PHDA+DL (n=16) e de crianças de um grupo de controlo GC (n=26) com desenvolvimento típico normal e perceber como se podem comparar estas perturbações no desempenho de medidas cognitivas e de leitura e procurar descrever os respetivos perfis. Os resultados demonstraram que o grupo de crianças com PHDA+DL obteve um desempenho significativamente inferior na maioria das medidas cognitivas e em todas as medidas de leitura em relação ao grupo com PHDA. Os resultados são apresentados e discutidos, existindo medidas que distinguem os referidos grupos de estudo. |
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