Publicação
Competitividade das exportações de carne bovina do Brasil: uma análise das vantagens comparativas
| Resumo: | O agronegócio tornou-se um domínio estratégico para o Brasil, sendo o comércio de carnes um dos mais relevantes. Nomeadamente no setor da carne bovina, o Brasil tem reconhecidamente sido um player forte e competitivo. Reflexo de um estruturado processo de desenvolvimento responsável por elevar a produtividade e a qualidade do produto, o país tem acompanhado a sinalização de um mercado crescente aumentando a sua competitividade e abrangência internacional. Tendo em vista a importância da produção e da comercialização de carne bovina para a economia brasileira, neste trabalho avaliou-se a competitividade das exportações desta mercadoria em referência aos principais países exportadores a nível mundial e regional, e aos principais setores agrícolas exportadores da pauta nacional, utilizando para isto o Índice de Vantagem Comparativa Revelada Normalizada (NRCA). Além disto, buscou-se avaliar como a competitividade da carne bovina brasileira se desenvolveu em 2017, ano de eclosão da Operação Carne Fraca, compreendendo se este evento pode ou não ter influenciado de maneira negativa. Os resultados indicam que entre 1998 e 2017 a vantagem comparativa do Brasil elevou-se de maneira significativa, fazendo do país um dos mais fortes competidores no mercado internacional. Verifica-se ainda que a posição da carne bovina se tornou mais vantajosa perante os demais setores a nível nacional. Quanto à análise das tendências, os resultados demonstram que este crescimento não foi contínuo, o que permite concluir que a carne bovina brasileira desfrutou de notável elevação de competitividade entre 1998 e 2006, a qual, desta data até 2017 mostrou-se em trajetória descendente, fechando os vinte anos estudados com uma considerável elevação. A avaliação dos escores do NRCA demonstram que frente a 2016, o ano de 2017 apresentou aumento de 8.18%, indicando que houve acréscimo de competitividade, o que sugere que a Operação Carne Fraca não impactou de maneira contundente no balanço anual. A aplicação do NRCA apresentou de maneira satisfatória o desenvolvimento do cenário internacional da competitividade da carne bovina neste mercado, revelando a dinâmica de elevação e queda dos principais países exportadores. No entanto, o índice não permitiu perceber exatamente quais são os determinantes específicos do desempenho competitivo, sendo esta uma limitação da aplicação deste método. |
|---|---|
| Autores principais: | Rodrigues, Lucas Melo Silva |
| Assunto: | agronegócio competitividade |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O agronegócio tornou-se um domínio estratégico para o Brasil, sendo o comércio de carnes um dos mais relevantes. Nomeadamente no setor da carne bovina, o Brasil tem reconhecidamente sido um player forte e competitivo. Reflexo de um estruturado processo de desenvolvimento responsável por elevar a produtividade e a qualidade do produto, o país tem acompanhado a sinalização de um mercado crescente aumentando a sua competitividade e abrangência internacional. Tendo em vista a importância da produção e da comercialização de carne bovina para a economia brasileira, neste trabalho avaliou-se a competitividade das exportações desta mercadoria em referência aos principais países exportadores a nível mundial e regional, e aos principais setores agrícolas exportadores da pauta nacional, utilizando para isto o Índice de Vantagem Comparativa Revelada Normalizada (NRCA). Além disto, buscou-se avaliar como a competitividade da carne bovina brasileira se desenvolveu em 2017, ano de eclosão da Operação Carne Fraca, compreendendo se este evento pode ou não ter influenciado de maneira negativa. Os resultados indicam que entre 1998 e 2017 a vantagem comparativa do Brasil elevou-se de maneira significativa, fazendo do país um dos mais fortes competidores no mercado internacional. Verifica-se ainda que a posição da carne bovina se tornou mais vantajosa perante os demais setores a nível nacional. Quanto à análise das tendências, os resultados demonstram que este crescimento não foi contínuo, o que permite concluir que a carne bovina brasileira desfrutou de notável elevação de competitividade entre 1998 e 2006, a qual, desta data até 2017 mostrou-se em trajetória descendente, fechando os vinte anos estudados com uma considerável elevação. A avaliação dos escores do NRCA demonstram que frente a 2016, o ano de 2017 apresentou aumento de 8.18%, indicando que houve acréscimo de competitividade, o que sugere que a Operação Carne Fraca não impactou de maneira contundente no balanço anual. A aplicação do NRCA apresentou de maneira satisfatória o desenvolvimento do cenário internacional da competitividade da carne bovina neste mercado, revelando a dinâmica de elevação e queda dos principais países exportadores. No entanto, o índice não permitiu perceber exatamente quais são os determinantes específicos do desempenho competitivo, sendo esta uma limitação da aplicação deste método. |
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