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Canine mammary tumours: new insights into prognosis and molecular classification

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Resumo:Na espécie canina, os tumores mamários espontâneos representam a segunda neoplasia mais comum, sendo apenas ultrapassados pelos tumores de pele. Considerando os indivíduos do sexo feminino, os tumores de mama constituem a neoplasia espontânea mais frequente, representando os tumores malignos cerca de 50% dos casos observados. Estes factos suscitam um interesse crescente na pesquisa de factores de prognóstico credíveis na área dos tumores mamários caninos e à semelhança do que ocorre em Medicina Humana, o patologista veterinário pode assumir um papel fundamental ao fornecer não apenas um diagnóstico histológico, como também informação adicional acerca do prognóstico de um determinado indivíduo. Actualmente, e apesar de vários estudos de prognóstico nesta área, os resultados não são consensuais pelo que se torna necessária a validação dos parâmetros clínico-patológicos considerados clássicos e a pesquisa de novos factores com valor prognóstico. Assim, tendo como objectivo central a pesquisa de factores com possível impacto no prognóstico dos tumores de mama de cadela, procedemos ao estudo de diversas características clínico-patológicas e moleculares, que se encontram discriminadas ao longo deste trabalho. A presente dissertação é constituída por sete capítulos: um capítulo inicial de revisão bibliográfica (Capítulo I); os Capítulos II a VI, que correspondem aos artigos científicos resultantes da investigação desenvolvida; e o Capítulo VII, onde se promove uma discussão geral do trabalho efectuado. O Capítulo I (Introdução Geral) consiste numa revisão bibliográfica actualizada acerca dos tumores de mama de cadela, em especial no que diz respeito a estudos de prognóstico. É ainda dado ênfase particular a alguns marcadores moleculares utilizados ao longo do nosso trabalho, tendo em consideração estudos efectuados em tumores mamários caninos e humanos. No fim deste capítulo, são enumerados os objectivos da presente dissertação. Ao longo do Capítulo II (Tumores mamários caninos: parâmetros clínico-patológicos como factores preditivos da sobrevivência total e sobrevivência livre de doença –análise uni- e multivariada) procedeu-se à caracterização clínica e histopatológica de uma série de 156 tumores de mama de cadela (46 benignos e 110 malignos). Com o objectivo de investigar o valor prognóstico de variáveis clínico-patológicas, foi efectuado um estudo de sobrevivência após exérese cirúrgica em 69 animais, durante um período mínimo de 12 meses. A análise univariada revelou que o tamanho do tumor, o tipo histológico, o modo de crescimento, o grau histológico, a invasão estromal e linfo-vascular, a presença de metástases ganglionares, e os índices de proliferação se encontravam significativamente associados com as sobrevivências total e livre de doença. A presença de ulceração cutânea encontrou-se associada apenas com a sobrevida total. A análise multivariada revelou a presença de metástases ganglionares como o único factor de prognóstico independente. No Capítulo III (Expressão da caderina E, caderina P e β-catenina em tumores mamários caninos malignos em relação a parâmetros clínico-patológicos, proliferação e sobrevivência) efectuou-se a avaliação imunohistoquímica de moléculas de adesão numa série de 65 tumores mamários malignos de cadela. Tendo em conta vários estudos que demonstram a função importante da adesão mediada por caderinas durante os processos de desenvolvimento e na manutenção da arquitectura dos tecidos adultos, bem como o seu envolvimento durante a invasão e progressão tumoral, investigámos a expressão das moléculas acima descritas em tumores mamários malignos de cadela e a sua possível associação com parâmetros clínico-patológicos clássicos, índices de proliferação e sobrevivência. Observámos que a redução da expressão da caderina E esteve significativamente associada com o tamanho do tumor, alto grau histológico, invasão, presença de metástases ganglionares e elevado índice mitótico; por outro lado, a redução da expressão da β-catenina encontrou-se significativamente associada com alto grau histológico e invasão. Relativamente à caderina P, a sua expressão encontrou-se significativamente associada apenas com a invasão. No que diz respeito ao estudo de sobrevivência, a redução da caderina E e β-catenina encontrou-se significativamente associada com menor tempo de sobrevivência total e livre de doença. Apesar deste estudo ter sido efectuado com um número reduzido de amostras, observou-se que a expressão alterada do complexo caderina-catenina é um evento comum nestas neoplasias. A realização de novos estudos com maior número de casos irá certamente esclarecer o valor prognóstico destas moléculas no contexto dos tumores mamários caninos. No Capítulo IV (Expressão imunohistoquímica do Receptor para o Factor de Crescimento Epidérmico (EGFR) em tecidos mamários caninos), descreveu-se a avaliação do EGFR através da técnica de imunohistoquímica numa série de 136 tumores mamários caninos (46 benignos e 90 malignos). Avaliou-se ainda a sua expressão na glândula mamária normal e hiperplásica adjacente. Apesar da existência de vários trabalhos em tumores mamários caninos com recurso a métodos imunoenzimáticos para a avaliação do EGFR, não existem ainda estudos de imunohistoquímica, pelo que considerámos importante avaliar a sua expressão em tumores benignos e malignos, nomeadamente a sua localização celular, informação que não é disponibilizada recorrendo às metodologias previamente descritas na literatura. Na glândula mamária canina normal e hiperplásica, a expressão do EGFR foi observada principalmente ao nível das células mioepiteliais. No entanto, detectou-se positividade para este receptor em algumas células epiteliais luminais ductais, assim como no estroma perilobular. Relativamente aos tumores benignos, o EGFR foi observado no componente epitelial e mioepitelial, apresentando as células epiteliais um nível de expressão reduzido, quando comparado com os tumores malignos. De facto, a expressão de EGFR encontrou-se significativamente associada com a malignidade tumoral, tendo sido detectada uma imunoexpressão membranar completa de EGFR em mais de 10% das células neoplásicas em 42.2% de tumores malignos, versus 19.6% tumores benignos. Não se observou qualquer associação entre a expressão neoplásica do EGFR e os parâmetros clínico-patológicos, à excepção da idade e do tamanho do tumor. Apesar da sobre-expressão do EGFR mostrar uma tendência para um pior prognóstico, não foram encontradas associações estatisticamente significativas neste estudo. Acreditamos serem necessários estudos futuros acerca deste receptor, nomeadamente analisando a presença de amplificação do gene EGFR, já que este receptor pode constituir um potencial alvo terapêutico. No Capítulo V (Expressão e valor prognóstico da citoqueratina (CK) 19 em tumores mamários malignos da cadela) procedeu-se à avaliação imunohistoquímica da CK19 numa série de 102 tumores mamários malignos de cadela, analisando-se a possível associação entre o seu padrão de expressão e parâmetros clínico-patológicos, proliferação e tempos de sobrevivência. À luz de estudos recentes em carcinomas humanos que demonstram uma associação entre a redução da expressão de CK luminais e uma maior agressividade biológica, julgámos pertinente investigar o padrão de expressão da CK19 (CK luminal) nos tumores mamários malignos da cadela,nomeadamente o seu potencial valor prognóstico e também a sua possível associação a um fenótipo basal/mioepitelial, para tal utilizando marcadores específicos de diferenciação celular Neste trabalho, observámos que a redução ou ausência da CK19 se encontrou significativamente associada com o tipo histológico, invasão, alto grau histológico e índice Ki-67 elevado. A expressão da CK19 encontrou-se significativamente associada com a presença de receptores de estrogénio (ER), enquanto a sua redução se revelou associada com a presença de marcadores basais/mioepiteliais. Relativamente ao estudo de sobrevivência, a redução ou ausência da expressão deste marcador luminal provou estar associada a menores tempos de sobrevivência; no entanto, a CK19 não foi considerada como factor de prognóstico independente em análise multivariada. Apesar de, neste estudo, a ausência ou redução da expressão da CK19 se encontrar associada a um fenótipo tumoral mais agressivo, o significado biológico deste achado relativamente à progressão neoplásica permanece por esclarecer. O Capítulo VI (Identificação de fenótipos moleculares em carcinomas mamários caninos com implicação clínica: aplicação de uma classificação humana) reflecte a tentativa de aplicação de uma classificação recentemente descrita para os carcinomas mamários humanos a uma série de 102 carcinomas mamários caninos. Esta classificação teve como base estudos de expressão genética e foi posteriormente comprovada através da técnica de imunohistoquímica, distinguindo diferentes fenótipos moleculares de cancro de mama humano. Recorrendo a marcadores válidos em Medicina Humana para a sua identificação (ER, HER-2, CK5, p63 and caderina P), classificámos os carcinomas mamários caninos em 4 subtipos principais: luminal A (ER+, HER-2-), luminal B (ER+, HER-2+), basal (ER-, HER-2- e um marcador basal positivo) e HER-2 (ER-, HER-2+). À semelhança da mulher, os tumores classificados como luminal A apresentaram baixo grau histológico e menores índices de proliferação, enquanto os carcinomas “basais” se caracterizaram geralmente por alto grau histológico e elevados índices de proliferação. Quanto à sobrevivência, também nos carcinomas de mama de cadela observámos uma associação entre o fenótipo basal e tempos de sobrevivência menores. Estes resultados parecem apontar para a existência de fenótipos moleculares semelhantes aos descritos em Medicina Humana, sugerindo o carcinoma de mama da cadela como um potencial modelo natural de estudo para o carcinoma de mama da mulher. No Capítulo VII (Discussão geral e conclusões) procede-se à discussão global do trabalho desenvolvido, evidenciando-se os seus aspectos mais relevantes.
Autores principais:Gama, Adelina
Assunto:Anatomia patológica veterinária Neoplasias mamárias Cadela
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:inglês
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Na espécie canina, os tumores mamários espontâneos representam a segunda neoplasia mais comum, sendo apenas ultrapassados pelos tumores de pele. Considerando os indivíduos do sexo feminino, os tumores de mama constituem a neoplasia espontânea mais frequente, representando os tumores malignos cerca de 50% dos casos observados. Estes factos suscitam um interesse crescente na pesquisa de factores de prognóstico credíveis na área dos tumores mamários caninos e à semelhança do que ocorre em Medicina Humana, o patologista veterinário pode assumir um papel fundamental ao fornecer não apenas um diagnóstico histológico, como também informação adicional acerca do prognóstico de um determinado indivíduo. Actualmente, e apesar de vários estudos de prognóstico nesta área, os resultados não são consensuais pelo que se torna necessária a validação dos parâmetros clínico-patológicos considerados clássicos e a pesquisa de novos factores com valor prognóstico. Assim, tendo como objectivo central a pesquisa de factores com possível impacto no prognóstico dos tumores de mama de cadela, procedemos ao estudo de diversas características clínico-patológicas e moleculares, que se encontram discriminadas ao longo deste trabalho. A presente dissertação é constituída por sete capítulos: um capítulo inicial de revisão bibliográfica (Capítulo I); os Capítulos II a VI, que correspondem aos artigos científicos resultantes da investigação desenvolvida; e o Capítulo VII, onde se promove uma discussão geral do trabalho efectuado. O Capítulo I (Introdução Geral) consiste numa revisão bibliográfica actualizada acerca dos tumores de mama de cadela, em especial no que diz respeito a estudos de prognóstico. É ainda dado ênfase particular a alguns marcadores moleculares utilizados ao longo do nosso trabalho, tendo em consideração estudos efectuados em tumores mamários caninos e humanos. No fim deste capítulo, são enumerados os objectivos da presente dissertação. Ao longo do Capítulo II (Tumores mamários caninos: parâmetros clínico-patológicos como factores preditivos da sobrevivência total e sobrevivência livre de doença –análise uni- e multivariada) procedeu-se à caracterização clínica e histopatológica de uma série de 156 tumores de mama de cadela (46 benignos e 110 malignos). Com o objectivo de investigar o valor prognóstico de variáveis clínico-patológicas, foi efectuado um estudo de sobrevivência após exérese cirúrgica em 69 animais, durante um período mínimo de 12 meses. A análise univariada revelou que o tamanho do tumor, o tipo histológico, o modo de crescimento, o grau histológico, a invasão estromal e linfo-vascular, a presença de metástases ganglionares, e os índices de proliferação se encontravam significativamente associados com as sobrevivências total e livre de doença. A presença de ulceração cutânea encontrou-se associada apenas com a sobrevida total. A análise multivariada revelou a presença de metástases ganglionares como o único factor de prognóstico independente. No Capítulo III (Expressão da caderina E, caderina P e β-catenina em tumores mamários caninos malignos em relação a parâmetros clínico-patológicos, proliferação e sobrevivência) efectuou-se a avaliação imunohistoquímica de moléculas de adesão numa série de 65 tumores mamários malignos de cadela. Tendo em conta vários estudos que demonstram a função importante da adesão mediada por caderinas durante os processos de desenvolvimento e na manutenção da arquitectura dos tecidos adultos, bem como o seu envolvimento durante a invasão e progressão tumoral, investigámos a expressão das moléculas acima descritas em tumores mamários malignos de cadela e a sua possível associação com parâmetros clínico-patológicos clássicos, índices de proliferação e sobrevivência. Observámos que a redução da expressão da caderina E esteve significativamente associada com o tamanho do tumor, alto grau histológico, invasão, presença de metástases ganglionares e elevado índice mitótico; por outro lado, a redução da expressão da β-catenina encontrou-se significativamente associada com alto grau histológico e invasão. Relativamente à caderina P, a sua expressão encontrou-se significativamente associada apenas com a invasão. No que diz respeito ao estudo de sobrevivência, a redução da caderina E e β-catenina encontrou-se significativamente associada com menor tempo de sobrevivência total e livre de doença. Apesar deste estudo ter sido efectuado com um número reduzido de amostras, observou-se que a expressão alterada do complexo caderina-catenina é um evento comum nestas neoplasias. A realização de novos estudos com maior número de casos irá certamente esclarecer o valor prognóstico destas moléculas no contexto dos tumores mamários caninos. No Capítulo IV (Expressão imunohistoquímica do Receptor para o Factor de Crescimento Epidérmico (EGFR) em tecidos mamários caninos), descreveu-se a avaliação do EGFR através da técnica de imunohistoquímica numa série de 136 tumores mamários caninos (46 benignos e 90 malignos). Avaliou-se ainda a sua expressão na glândula mamária normal e hiperplásica adjacente. Apesar da existência de vários trabalhos em tumores mamários caninos com recurso a métodos imunoenzimáticos para a avaliação do EGFR, não existem ainda estudos de imunohistoquímica, pelo que considerámos importante avaliar a sua expressão em tumores benignos e malignos, nomeadamente a sua localização celular, informação que não é disponibilizada recorrendo às metodologias previamente descritas na literatura. Na glândula mamária canina normal e hiperplásica, a expressão do EGFR foi observada principalmente ao nível das células mioepiteliais. No entanto, detectou-se positividade para este receptor em algumas células epiteliais luminais ductais, assim como no estroma perilobular. Relativamente aos tumores benignos, o EGFR foi observado no componente epitelial e mioepitelial, apresentando as células epiteliais um nível de expressão reduzido, quando comparado com os tumores malignos. De facto, a expressão de EGFR encontrou-se significativamente associada com a malignidade tumoral, tendo sido detectada uma imunoexpressão membranar completa de EGFR em mais de 10% das células neoplásicas em 42.2% de tumores malignos, versus 19.6% tumores benignos. Não se observou qualquer associação entre a expressão neoplásica do EGFR e os parâmetros clínico-patológicos, à excepção da idade e do tamanho do tumor. Apesar da sobre-expressão do EGFR mostrar uma tendência para um pior prognóstico, não foram encontradas associações estatisticamente significativas neste estudo. Acreditamos serem necessários estudos futuros acerca deste receptor, nomeadamente analisando a presença de amplificação do gene EGFR, já que este receptor pode constituir um potencial alvo terapêutico. No Capítulo V (Expressão e valor prognóstico da citoqueratina (CK) 19 em tumores mamários malignos da cadela) procedeu-se à avaliação imunohistoquímica da CK19 numa série de 102 tumores mamários malignos de cadela, analisando-se a possível associação entre o seu padrão de expressão e parâmetros clínico-patológicos, proliferação e tempos de sobrevivência. À luz de estudos recentes em carcinomas humanos que demonstram uma associação entre a redução da expressão de CK luminais e uma maior agressividade biológica, julgámos pertinente investigar o padrão de expressão da CK19 (CK luminal) nos tumores mamários malignos da cadela,nomeadamente o seu potencial valor prognóstico e também a sua possível associação a um fenótipo basal/mioepitelial, para tal utilizando marcadores específicos de diferenciação celular Neste trabalho, observámos que a redução ou ausência da CK19 se encontrou significativamente associada com o tipo histológico, invasão, alto grau histológico e índice Ki-67 elevado. A expressão da CK19 encontrou-se significativamente associada com a presença de receptores de estrogénio (ER), enquanto a sua redução se revelou associada com a presença de marcadores basais/mioepiteliais. Relativamente ao estudo de sobrevivência, a redução ou ausência da expressão deste marcador luminal provou estar associada a menores tempos de sobrevivência; no entanto, a CK19 não foi considerada como factor de prognóstico independente em análise multivariada. Apesar de, neste estudo, a ausência ou redução da expressão da CK19 se encontrar associada a um fenótipo tumoral mais agressivo, o significado biológico deste achado relativamente à progressão neoplásica permanece por esclarecer. O Capítulo VI (Identificação de fenótipos moleculares em carcinomas mamários caninos com implicação clínica: aplicação de uma classificação humana) reflecte a tentativa de aplicação de uma classificação recentemente descrita para os carcinomas mamários humanos a uma série de 102 carcinomas mamários caninos. Esta classificação teve como base estudos de expressão genética e foi posteriormente comprovada através da técnica de imunohistoquímica, distinguindo diferentes fenótipos moleculares de cancro de mama humano. Recorrendo a marcadores válidos em Medicina Humana para a sua identificação (ER, HER-2, CK5, p63 and caderina P), classificámos os carcinomas mamários caninos em 4 subtipos principais: luminal A (ER+, HER-2-), luminal B (ER+, HER-2+), basal (ER-, HER-2- e um marcador basal positivo) e HER-2 (ER-, HER-2+). À semelhança da mulher, os tumores classificados como luminal A apresentaram baixo grau histológico e menores índices de proliferação, enquanto os carcinomas “basais” se caracterizaram geralmente por alto grau histológico e elevados índices de proliferação. Quanto à sobrevivência, também nos carcinomas de mama de cadela observámos uma associação entre o fenótipo basal e tempos de sobrevivência menores. Estes resultados parecem apontar para a existência de fenótipos moleculares semelhantes aos descritos em Medicina Humana, sugerindo o carcinoma de mama da cadela como um potencial modelo natural de estudo para o carcinoma de mama da mulher. No Capítulo VII (Discussão geral e conclusões) procede-se à discussão global do trabalho desenvolvido, evidenciando-se os seus aspectos mais relevantes.