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Bem-estar subjectivo e auto-estima em idosos praticantes de actividade física

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Com a crescente preocupação de proporcionar um envelhecimento bem-sucedido e a necessidade de criar condições que garantem qualidade de vida aos de mais idade, surge a actividade física como um papel importante na promoção do bem-estar subjectivo e da auto-estima dos idosos. Assim o objectivo principal deste estudo foi analisar a relação entre o nível de actividade física, o bem-estar subjectivo e a auto-estima em idosos. Metodologia: A amostra foi constituída por 132 idosos (66 do género feminino e 66 do masculino), praticantes de actividade física, com idades compreendidas entre os 65 e 98 anos de idade (77,20±6,854). A componente cognitiva do bem-estar subjectivo foi avaliada através da Escala da Satisfação com a Vida e a componente afectiva através da Escala de Avaliação dos Afectos Positivos e Negativos. Utilizamos ainda a Escala de Auto-Estima Global de Rosenberg e o Questionário de Actividade Física de Baecke. Para a comparação de dois ou mais grupos respectivamente utilizamos o T-teste e a ANOVA e, para verificar o grau de associação entre as variáveis utilizamos o coeficiente de correlação de Pearson. Resultados: Os resultados do nosso estudo indicaram não haver diferenças significativas quanto ao bem-estar subjectivo e à auto-estima em função do género. Relativamente à institucionalização verificou-se diferenças significativas nos afectos negativos (p=0,041), apresentando valores superiores os idosos não institucionalizados. Quanto ao nível de actividade física, verificou-se diferenças significativas, na satisfação com a vida (p=0,001), nos afectos positivos (p=0,000) e na auto-estima (p=0,001), sendo que os idosos muito activos foram os que apresentaram mais satisfação com a vida e mais auto-estima. Nas correlações do bem-estar subjectivo e da auto-estima, verificou-se que a satisfação com a vida apresentou, uma correlação significativa com o tempo de prática de actividade física (p=0,028) e o total de actividade física (p=0,045) dos idosos. Nos afectos positivos verificou-se uma correlação positiva com todas as outras variáveis e nos afectos negativos apenas com as actividades domésticas (p=0,030). Na auto-estima verificou-se, uma correlação significativa com a idade dos idosos (p=0,043), o tempo de prática de actividade física (p=0,000), actividades desportivas (p=0,002), actividades domésticas (p=0,001) e total de actividade física (p=0,000). Conclusões: Este estudo revela que a prática de actividade física tem um impacto positivo nos níveis de bem-estar subjectivo e de auto-estima nos idosos, sendo que quanto mais activos forem os idosos mais elevados são os valores destas variáveis psicológicas.
Autores principais:Brito, Diana Sofia Martins
Assunto:Atividade física Idosos Autoestima Bem-estar subjetivo
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Introdução: Com a crescente preocupação de proporcionar um envelhecimento bem-sucedido e a necessidade de criar condições que garantem qualidade de vida aos de mais idade, surge a actividade física como um papel importante na promoção do bem-estar subjectivo e da auto-estima dos idosos. Assim o objectivo principal deste estudo foi analisar a relação entre o nível de actividade física, o bem-estar subjectivo e a auto-estima em idosos. Metodologia: A amostra foi constituída por 132 idosos (66 do género feminino e 66 do masculino), praticantes de actividade física, com idades compreendidas entre os 65 e 98 anos de idade (77,20±6,854). A componente cognitiva do bem-estar subjectivo foi avaliada através da Escala da Satisfação com a Vida e a componente afectiva através da Escala de Avaliação dos Afectos Positivos e Negativos. Utilizamos ainda a Escala de Auto-Estima Global de Rosenberg e o Questionário de Actividade Física de Baecke. Para a comparação de dois ou mais grupos respectivamente utilizamos o T-teste e a ANOVA e, para verificar o grau de associação entre as variáveis utilizamos o coeficiente de correlação de Pearson. Resultados: Os resultados do nosso estudo indicaram não haver diferenças significativas quanto ao bem-estar subjectivo e à auto-estima em função do género. Relativamente à institucionalização verificou-se diferenças significativas nos afectos negativos (p=0,041), apresentando valores superiores os idosos não institucionalizados. Quanto ao nível de actividade física, verificou-se diferenças significativas, na satisfação com a vida (p=0,001), nos afectos positivos (p=0,000) e na auto-estima (p=0,001), sendo que os idosos muito activos foram os que apresentaram mais satisfação com a vida e mais auto-estima. Nas correlações do bem-estar subjectivo e da auto-estima, verificou-se que a satisfação com a vida apresentou, uma correlação significativa com o tempo de prática de actividade física (p=0,028) e o total de actividade física (p=0,045) dos idosos. Nos afectos positivos verificou-se uma correlação positiva com todas as outras variáveis e nos afectos negativos apenas com as actividades domésticas (p=0,030). Na auto-estima verificou-se, uma correlação significativa com a idade dos idosos (p=0,043), o tempo de prática de actividade física (p=0,000), actividades desportivas (p=0,002), actividades domésticas (p=0,001) e total de actividade física (p=0,000). Conclusões: Este estudo revela que a prática de actividade física tem um impacto positivo nos níveis de bem-estar subjectivo e de auto-estima nos idosos, sendo que quanto mais activos forem os idosos mais elevados são os valores destas variáveis psicológicas.