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Diagnóstico de dermatofitose em cães e gatos domésticos pelo método de Mackenzie

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Resumo:No presente estudo, investigou-se a ocorrência de dermatofitose em cães e gatos assintomáticos e sintomáticos. Este rastreio teve lugar nos dois locais de estágio e a colheita de amostras foi efetuada entre Dezembro 2016 e Maio de 2017. As amostras foram colhidas, através do método de Mackenzie, em dois locais diferentes (Portugal e Espanha) mas com clima muito semelhante em termos de pluviosidade e temperatura. Numa segunda fase foram registadas as frequências dos fungos saprófitas. O primeiro local de colheita foi o Hospital Veterinário do Baixo Vouga, concelho de Águeda e distrito de Aveiro, onde foram colhidas 29 amostras. No segundo local de colheita, o Hospital Veterinário Abros, concelho de Ourense, no Norte de Espanha, foram colhidas as restantes 71 amostras. Todos os cães e gatos até aos 3 anos de idade ou com sintomatologia clínica compatível com dermatofitose foram alvo do estudo, tendo sido escolhidos aleatoriamente. As amostras de pelos e escamas colhidas foram posteriormente inoculadas em meio DTM®, durante 4 semanas em condições de temperatura e humidade indicadas para este meio de cultura, e sujeitos a identificação macro e microscópica. Os dados relativos a cada animal foram registados através do preenchimento de um formulário. Dos 100 animais, 53 eram cães e 47 eram gatos, com predominância do sexo feminino (56%) e da faixa etária até ao 1 ano de idade (64%). 5% dos animais foram diagnosticados com dermatofitose subclínica, através do resultado positivo em meio DTM® e visualização microscópica das macroconídias. Quatro dos cinco animais positivos eram gatos, com idade inferior a 2 anos, e as espécies de dermatófitos encontradas foram: M. nanum em 2 gatos; M. canis em 1 gato e Trichophyton spp. em 1 cão e 1 gato. Das espécies de fungos saprófitas isoladas, 34% pertenciam ao género Penicillium; 16,5% ao género Acremonium; 15,3% ao género Mucor; 11,8% ao género Fusarium; 10,6% ao género Aspergillus; 2,4% ao género Trichoderma. Este estudo permitiu concluir que o método de Mackenzie parece ser uma ferramenta bastante útil no diagnóstico de animais assintomáticos.
Autores principais:Portugal, Sofia Raquel da Costa
Assunto:Cão Dermatofitose Gato Diagnóstico Meio de cultura (DTM) Animais assintomáticos Método Mackenzie
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:No presente estudo, investigou-se a ocorrência de dermatofitose em cães e gatos assintomáticos e sintomáticos. Este rastreio teve lugar nos dois locais de estágio e a colheita de amostras foi efetuada entre Dezembro 2016 e Maio de 2017. As amostras foram colhidas, através do método de Mackenzie, em dois locais diferentes (Portugal e Espanha) mas com clima muito semelhante em termos de pluviosidade e temperatura. Numa segunda fase foram registadas as frequências dos fungos saprófitas. O primeiro local de colheita foi o Hospital Veterinário do Baixo Vouga, concelho de Águeda e distrito de Aveiro, onde foram colhidas 29 amostras. No segundo local de colheita, o Hospital Veterinário Abros, concelho de Ourense, no Norte de Espanha, foram colhidas as restantes 71 amostras. Todos os cães e gatos até aos 3 anos de idade ou com sintomatologia clínica compatível com dermatofitose foram alvo do estudo, tendo sido escolhidos aleatoriamente. As amostras de pelos e escamas colhidas foram posteriormente inoculadas em meio DTM®, durante 4 semanas em condições de temperatura e humidade indicadas para este meio de cultura, e sujeitos a identificação macro e microscópica. Os dados relativos a cada animal foram registados através do preenchimento de um formulário. Dos 100 animais, 53 eram cães e 47 eram gatos, com predominância do sexo feminino (56%) e da faixa etária até ao 1 ano de idade (64%). 5% dos animais foram diagnosticados com dermatofitose subclínica, através do resultado positivo em meio DTM® e visualização microscópica das macroconídias. Quatro dos cinco animais positivos eram gatos, com idade inferior a 2 anos, e as espécies de dermatófitos encontradas foram: M. nanum em 2 gatos; M. canis em 1 gato e Trichophyton spp. em 1 cão e 1 gato. Das espécies de fungos saprófitas isoladas, 34% pertenciam ao género Penicillium; 16,5% ao género Acremonium; 15,3% ao género Mucor; 11,8% ao género Fusarium; 10,6% ao género Aspergillus; 2,4% ao género Trichoderma. Este estudo permitiu concluir que o método de Mackenzie parece ser uma ferramenta bastante útil no diagnóstico de animais assintomáticos.