Publicação

Do diagnóstico à intervenção de enfermagem comunitária: capacitar para melhor viver

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Este relatório diz respeito ao estágio desenvolvido no período de 8 de setembro a 19 de dezembro de 2014, na Unidade de Cuidados na Comunidade de Lousada e Unidade de Saúde Pública de Paços de Ferreira, pertencentes ao Agrupamento de Centros de Saúde Tamega III-Vale do Sousa Norte e pretende descrever de forma crítica e reflexiva todo o percurso desenvolvido. Neste estágio, a principal atividade foi a implementação de um projeto de intervenção designado “Capacitar para viver melhor”, no âmbito da alimentação saudável e atividade física, procurando capacitar os alunos sobre a alimentação saudável e os benefícios da prática regular de atividade física. De entre os estilos de vida saudáveis, a alimentação saudável e a prática de atividade física desempenham um papel importante no desenvolvimento do jovem, podendo contribuir para a redução de doenças crónicas e aumentar a qualidade de vida do futuro adulto. A metodologia seguida foi a do planeamento em saúde, desde o diagnóstico de situação, que já tinha sido realizado no estágio anterior, a que este estágio deu continuidade, até à avaliação das intervenções. A amostra integrou 450 alunos da Escola Secundária de Lousada, cerca de 23,6% da população, aos quais foi aplicado um questionário de autopreenchimento, construído e validado para o efeito. Os dados foram tratados com recurso ao Statistical Package for the Social Science. Do diagnóstico de situação salienta-se que a maioria dos alunos era do sexo feminino (60,2%), pertencia ao grupo etário dos 15-17 anos (46,9%) e frequentava o ensino secundário (62,9%). Em relação aos hábitos alimentares, 72,7% da amostra fazia mais de quatro refeições diárias, sendo que 30% consumia diariamente alimentos saudáveis, verificando-se baixo consumo diário de sopa, legumes e fruta. Do total da amostra, 36,2% praticava atividade física menos de 300 minutos/semana e 17,6% era sedentária. Quanto ao lazer sedentário, 62,0% dos alunos via TV ou jogava videojogos mais de duas horas/dia. Foi identificado um conjunto de problemas, entre os quais, 70,0% dos jovens não consumia diariamente alimentos saudáveis e 17,6% não praticava atividade física, que foram priorizados, tendo sido decidido intervir na alimentação e na atividade física. As estratégias desenvolvidas centraram-se na realização de educação para a saúde sobre alimentação saudável e prática de atividade física, conto ilustrado e aula prática de zumba, em parceria com outros profissionais, com grande adesão dos alunos e dos professores. A avaliação revela que as metas propostas foram largamente ultrapassadas. Para além da implementação do projeto de intervenção, foram desenvolvidas nos dois contextos de estágio outras atividades, que nos permitiram desenvolver as competências preconizadas para o enfermeiro especialista em enfermagem comunitária e de saúde pública. Este projeto poderá ter continuidade na Unidade de Cuidados na Comunidade, permitindo-lhe um melhor conhecimento da realidade da sua população e adequar melhor as intervenções futuras, consolidando os resultados das intervenções efetuadas.
Autores principais:Lopes, Ana Paula Moreira e Silva
Assunto:Enfermagem em saúde comunitária Hábitos alimentares Saúde do adolescente Obesidade Atividade fisica
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Este relatório diz respeito ao estágio desenvolvido no período de 8 de setembro a 19 de dezembro de 2014, na Unidade de Cuidados na Comunidade de Lousada e Unidade de Saúde Pública de Paços de Ferreira, pertencentes ao Agrupamento de Centros de Saúde Tamega III-Vale do Sousa Norte e pretende descrever de forma crítica e reflexiva todo o percurso desenvolvido. Neste estágio, a principal atividade foi a implementação de um projeto de intervenção designado “Capacitar para viver melhor”, no âmbito da alimentação saudável e atividade física, procurando capacitar os alunos sobre a alimentação saudável e os benefícios da prática regular de atividade física. De entre os estilos de vida saudáveis, a alimentação saudável e a prática de atividade física desempenham um papel importante no desenvolvimento do jovem, podendo contribuir para a redução de doenças crónicas e aumentar a qualidade de vida do futuro adulto. A metodologia seguida foi a do planeamento em saúde, desde o diagnóstico de situação, que já tinha sido realizado no estágio anterior, a que este estágio deu continuidade, até à avaliação das intervenções. A amostra integrou 450 alunos da Escola Secundária de Lousada, cerca de 23,6% da população, aos quais foi aplicado um questionário de autopreenchimento, construído e validado para o efeito. Os dados foram tratados com recurso ao Statistical Package for the Social Science. Do diagnóstico de situação salienta-se que a maioria dos alunos era do sexo feminino (60,2%), pertencia ao grupo etário dos 15-17 anos (46,9%) e frequentava o ensino secundário (62,9%). Em relação aos hábitos alimentares, 72,7% da amostra fazia mais de quatro refeições diárias, sendo que 30% consumia diariamente alimentos saudáveis, verificando-se baixo consumo diário de sopa, legumes e fruta. Do total da amostra, 36,2% praticava atividade física menos de 300 minutos/semana e 17,6% era sedentária. Quanto ao lazer sedentário, 62,0% dos alunos via TV ou jogava videojogos mais de duas horas/dia. Foi identificado um conjunto de problemas, entre os quais, 70,0% dos jovens não consumia diariamente alimentos saudáveis e 17,6% não praticava atividade física, que foram priorizados, tendo sido decidido intervir na alimentação e na atividade física. As estratégias desenvolvidas centraram-se na realização de educação para a saúde sobre alimentação saudável e prática de atividade física, conto ilustrado e aula prática de zumba, em parceria com outros profissionais, com grande adesão dos alunos e dos professores. A avaliação revela que as metas propostas foram largamente ultrapassadas. Para além da implementação do projeto de intervenção, foram desenvolvidas nos dois contextos de estágio outras atividades, que nos permitiram desenvolver as competências preconizadas para o enfermeiro especialista em enfermagem comunitária e de saúde pública. Este projeto poderá ter continuidade na Unidade de Cuidados na Comunidade, permitindo-lhe um melhor conhecimento da realidade da sua população e adequar melhor as intervenções futuras, consolidando os resultados das intervenções efetuadas.