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Derrame pericárdico em animais de companhia: estudo retrospetivo de 141 casos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O derrame pericárdico pode ter várias etiologias e, dependendo da espécie, estão descritas causas mais frequentes que outras. Em cães, está associado a neoplasias ou ao derrame pericárdico idiopático, podendo resultar em tamponamento cardíaco. Em gatos, sabe-se que esta doença é a alteração pericárdica adquirida mais frequente e está associada a insuficiência cardíaca congestiva mas os estudos de derrame pericárdico nesta espécie são mais limitados. De acordo com a etiologia, a apresentação clínica e as alterações encontradas nos meios complementares de diagnóstico vão ser diferentes de animal para animal. Assim, um dos objetivos principais deste estudo incidiu sobre a determinação das causas de derrame pericárdico mais frequentes, tanto em cães como em gatos, e comparação com a literatura. Pretendeu-se também associar as várias apresentações clínicas e a existência de tamponamento cardíaco com a causa de derrame pericárdico subjacente, assim como determinar as alterações radiográficas, eletrocardiográficas e ecocardiográficas mais frequentes em animais com derrame pericárdico. Para este estudo foram revistos todos os registos ecocardiográficos realizados no Hospital Veterinário do Porto, entre Janeiro de 2002 e Março de 2016. Assim, foram selecionados 141 animais com derrame pericárdico, dos quais 97 são cães e 44 são gatos. Nesta dissertação verificou-se que o derrame pericárdico é mais frequente em cães que em gatos. A principal causa de derrame pericárdico em cães foi a doença neoplásica, seguido da doença cardíaca, e nos gatos foi primariamente a doença cardíaca, seguido de doença neoplásica. Verificou-se também que o sinal clínico mais frequente em cães com derrame pericárdico foi a ascite, estando mais associada com a doença cardíaca como causa de derrame. Em gatos, a dispneia foi o sinal clínico mais frequente, estando mais associado a causas neoplásicas. Comparando este estudo com a bibliografia consultada conclui-se que existem algumas divergências, nomeadamente a causa não neoplásica de derrame pericárdico mais frequente em cães foi a doença cardíaca, apenas uma pequena percentagem de cães apresentaram alternância elétrica e diminuição dos complexos QRS no exame eletrocardiográfico e somente dois gatos tiveram derrame pericárdico associado a insuficiência cardíaca congestiva.
Autores principais:Alves, Filipa Daniela Marques
Assunto:Animais de estimação Derrame pericárdico Tamponamento cardíaco Pericárdio
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O derrame pericárdico pode ter várias etiologias e, dependendo da espécie, estão descritas causas mais frequentes que outras. Em cães, está associado a neoplasias ou ao derrame pericárdico idiopático, podendo resultar em tamponamento cardíaco. Em gatos, sabe-se que esta doença é a alteração pericárdica adquirida mais frequente e está associada a insuficiência cardíaca congestiva mas os estudos de derrame pericárdico nesta espécie são mais limitados. De acordo com a etiologia, a apresentação clínica e as alterações encontradas nos meios complementares de diagnóstico vão ser diferentes de animal para animal. Assim, um dos objetivos principais deste estudo incidiu sobre a determinação das causas de derrame pericárdico mais frequentes, tanto em cães como em gatos, e comparação com a literatura. Pretendeu-se também associar as várias apresentações clínicas e a existência de tamponamento cardíaco com a causa de derrame pericárdico subjacente, assim como determinar as alterações radiográficas, eletrocardiográficas e ecocardiográficas mais frequentes em animais com derrame pericárdico. Para este estudo foram revistos todos os registos ecocardiográficos realizados no Hospital Veterinário do Porto, entre Janeiro de 2002 e Março de 2016. Assim, foram selecionados 141 animais com derrame pericárdico, dos quais 97 são cães e 44 são gatos. Nesta dissertação verificou-se que o derrame pericárdico é mais frequente em cães que em gatos. A principal causa de derrame pericárdico em cães foi a doença neoplásica, seguido da doença cardíaca, e nos gatos foi primariamente a doença cardíaca, seguido de doença neoplásica. Verificou-se também que o sinal clínico mais frequente em cães com derrame pericárdico foi a ascite, estando mais associada com a doença cardíaca como causa de derrame. Em gatos, a dispneia foi o sinal clínico mais frequente, estando mais associado a causas neoplásicas. Comparando este estudo com a bibliografia consultada conclui-se que existem algumas divergências, nomeadamente a causa não neoplásica de derrame pericárdico mais frequente em cães foi a doença cardíaca, apenas uma pequena percentagem de cães apresentaram alternância elétrica e diminuição dos complexos QRS no exame eletrocardiográfico e somente dois gatos tiveram derrame pericárdico associado a insuficiência cardíaca congestiva.