Publication

Influência do sistema de condução na produtividade e qualidade da casta Alvarinho

View document

Bibliographic Details
Summary:A casta Alvarinho é uma casta nobre da Região dos Vinhos Verdes, com uma intensa concentração na sub-região de Melgaço e Monção. Com o presente trabalho, pretendeu-se contribuir para o estudo da adaptação da casta Alvarinho às condições edafoclimáticas noutras sub-regiões da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, nomeadamente na Sub-Região de Amarante. A realização deste trabalho teve como base estudar o comportamento vitícola, fisiológico e enológico da casta Alvarinho instalada em três formas de condução diferentes, todas elas com a mesma carga média/videira, ou seja, 16 olhos. Neste sentido, realizou-se um ensaio experimental na freguesia de Paredes de Viadores e Manhuncelos, concelho de Marco de Canaveses, na empresa Casa Grande de Sant´ana, numa parcela de vinha da casta Alvarinho, plantada em 2015, sob a forma de condução de cordão simples ascendente. No presente ensaio foi realizado um delineamento aleatório, constituído por três tipos de poda em três repetições. Os tipos de poda utilizados foram a poda a talão (8 talões x 2 gomos), poda a vara (4 varas x 4 gomos) e poda a vara empada (1 vara x 6 gomos e 2 varas x 5 gomos). O tipo de poda que registou os valores mais interessantes foram a poda a vara, evidenciado o comportamento fisiológico, nomeadamente da fluorescência da clorofila a, e quantitativos de produção, com o maior peso por videira, sem desregular e prejudicar os parâmetros analíticos. Na produção, a poda a talão apresentou o menor número de cachos, mas o maior peso por cacho e contrariamente, a poda a vara empada, obteve o maior número de cachos com o menor peso de cacho. A poda a vara obteve o maior peso por videira. A nível qualitativo os resultados foram idênticos para todas as modalidades de poda. Em termos de vigor, a poda a vara apresentou o maior número de lançamentos e maior peso por lançamento, no entanto, todos os tipos de poda apresentaram valores de índice de Ravaz baixos, demonstrando uma baixa relação fruto/vegetação e um desequilíbrio das videiras. Conclui-se ainda, que para as condições edafoclimáticas da parcela, a poda a vara empada apresentou o pior comportamento a nível fisiológico, produtivo e de vigor.
Main Authors:Saraiva, Ricardo Miguel Sousa
Subject:Alvarinho sistema de condução
Year:2023
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Language:Portuguese
Origin:Repositório da UTAD
Description
Summary:A casta Alvarinho é uma casta nobre da Região dos Vinhos Verdes, com uma intensa concentração na sub-região de Melgaço e Monção. Com o presente trabalho, pretendeu-se contribuir para o estudo da adaptação da casta Alvarinho às condições edafoclimáticas noutras sub-regiões da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, nomeadamente na Sub-Região de Amarante. A realização deste trabalho teve como base estudar o comportamento vitícola, fisiológico e enológico da casta Alvarinho instalada em três formas de condução diferentes, todas elas com a mesma carga média/videira, ou seja, 16 olhos. Neste sentido, realizou-se um ensaio experimental na freguesia de Paredes de Viadores e Manhuncelos, concelho de Marco de Canaveses, na empresa Casa Grande de Sant´ana, numa parcela de vinha da casta Alvarinho, plantada em 2015, sob a forma de condução de cordão simples ascendente. No presente ensaio foi realizado um delineamento aleatório, constituído por três tipos de poda em três repetições. Os tipos de poda utilizados foram a poda a talão (8 talões x 2 gomos), poda a vara (4 varas x 4 gomos) e poda a vara empada (1 vara x 6 gomos e 2 varas x 5 gomos). O tipo de poda que registou os valores mais interessantes foram a poda a vara, evidenciado o comportamento fisiológico, nomeadamente da fluorescência da clorofila a, e quantitativos de produção, com o maior peso por videira, sem desregular e prejudicar os parâmetros analíticos. Na produção, a poda a talão apresentou o menor número de cachos, mas o maior peso por cacho e contrariamente, a poda a vara empada, obteve o maior número de cachos com o menor peso de cacho. A poda a vara obteve o maior peso por videira. A nível qualitativo os resultados foram idênticos para todas as modalidades de poda. Em termos de vigor, a poda a vara apresentou o maior número de lançamentos e maior peso por lançamento, no entanto, todos os tipos de poda apresentaram valores de índice de Ravaz baixos, demonstrando uma baixa relação fruto/vegetação e um desequilíbrio das videiras. Conclui-se ainda, que para as condições edafoclimáticas da parcela, a poda a vara empada apresentou o pior comportamento a nível fisiológico, produtivo e de vigor.