Publicação
Evaluation of biological activities of grape (Vitis viniferaL.) stems for potential application in the cosmetic and pharmaceutical industries
| Resumo: | A produção de uva gera grandes quantidades de subprodutos, comoo engaço de uva. Este resíduo é maioritariamentedescartado em áreas abertas, onde a sua difícil deterioração originaproblemas ambientais e compromete a sustentabilidade das empresas.Visto que,este subprodutopossui compostos bioativos, com benefíciospara a saúde, asuaaplicação como fonte de compostosfenólicos em novos produtos pode ser promissora, contudo, é essencialgarantir que este subproduto é seguro para os consumidores.Assim, o objetivo deste trabalho foianalisarespectrometricamente e fluorimetricamente o conteúdo mineralde seis variedades de engaço de uva, procedendo-se depois à determinação da composição fenólica por métodos colorimétricos (fenóis totais, orto-difenóis e flavonóides), e à identificaçãoe quantificaçãodos compostos maioritáriospor HPLC. Asatividades biológicas dos extratos de engaço foram também avaliadas, nomeadamente:a atividade antioxidante através dos métodos ABTS, DPPH e FRAP; a atividade antimicrobiana pelos métodos de difusão em disco e Concentração Mínima Inibitória contra isolados bacterianos de pacientes hospitalares; a atividade anti-inflamatória na linha celular RAW 264.7; e a atividade anti-envelhecimento através da capacidade de inibição dasatividadesdas enzimas tirosinasee elastase. Os resultados demonstraram que o engaço de uvapossui um alto teor de minerais essenciais, sendo os mais abundantes o Ca e K, com concentrações médias de1.41 e 24.45 g/Kg peso seco, respetivamente. Relativamente aos metais tóxicos, o Al apresentou maior abundância com uma concentraçãomédia de 200.80mg/Kg peso seco. Também para a composição fenólica foram observadas diferenças significativas, com teores variando de 30,91 ± 0,73 a 96,12 ± 8,14 mg ácido gálico/g peso seco, 32,17 ± 1,04 a 77,26 ± 5,31 mg ácido gálico/g peso seco, e 25,76 ± 1,14 a 65,14 ± 0,65 mg catequina/g peso secopara os fenóis totais, orto-difenóis e flavonóides, correspondentemente. Ademais, onze compostosfenólicosforam identificados por HPLC, sendo a catequinao composto mais abundante (0,44 ± 0,02 a 2,03 ± 0,08 mg/g peso seco).Em relação à atividade antioxidante, atingiram-sevalores de 0,84 ± 0,06, 0,64 ± 0,05 e 1,03 ± 0,06 mmolTrolox/g peso secopara os métodosABTS, DPPH e FRAP, respetivamente,enquanto que, para a atividade antimicrobiana, os extratos apresentaram alta eficácia contra bactérias Gram-positivas. A capacidade anti-inflamatóriados extratosmostrouinibições de 16,52%a 35,25%na produção de NO, epela primeira vez, os extratosde engaçoapresentaramatividades anti-tirosinase e anti-elastase, cominibições máximas de 53,82%e 98,02%, respetivamente. O engaço demonstrou ser ricoem minerais essenciaisecompostos fenólicos, que aliadoscom as suas propriedades biológicas, indicam queeste subprodutopode ser utilizado no desenvolvimento de novos antibióticos contraa resistênciabacterianaaos antibióticos, em fármacos que diminuam/eliminem a inflamação, em produtos cosméticos,e emsuplementos alimentarese vitaminaspara humanos.Porém, estudos adicionais sobre asuatoxicidade são necessários, assimcomo, descobrir os compostos fenólicos responsáveis pelaspropriedadesbiológicas. No entanto, numa primeira fase, é vital um maior cuidado na utilização de fertilizantes/pesticidas, para queeste subprodutose torne totalmenteseguropara ser aplicado nas indústrias cosmética, farmacêutica e alimentar. |
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| Autores principais: | Leal, Carla Alexandra Carneiro |
| Assunto: | Engaço de uva Minerais essenciais |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A produção de uva gera grandes quantidades de subprodutos, comoo engaço de uva. Este resíduo é maioritariamentedescartado em áreas abertas, onde a sua difícil deterioração originaproblemas ambientais e compromete a sustentabilidade das empresas.Visto que,este subprodutopossui compostos bioativos, com benefíciospara a saúde, asuaaplicação como fonte de compostosfenólicos em novos produtos pode ser promissora, contudo, é essencialgarantir que este subproduto é seguro para os consumidores.Assim, o objetivo deste trabalho foianalisarespectrometricamente e fluorimetricamente o conteúdo mineralde seis variedades de engaço de uva, procedendo-se depois à determinação da composição fenólica por métodos colorimétricos (fenóis totais, orto-difenóis e flavonóides), e à identificaçãoe quantificaçãodos compostos maioritáriospor HPLC. Asatividades biológicas dos extratos de engaço foram também avaliadas, nomeadamente:a atividade antioxidante através dos métodos ABTS, DPPH e FRAP; a atividade antimicrobiana pelos métodos de difusão em disco e Concentração Mínima Inibitória contra isolados bacterianos de pacientes hospitalares; a atividade anti-inflamatória na linha celular RAW 264.7; e a atividade anti-envelhecimento através da capacidade de inibição dasatividadesdas enzimas tirosinasee elastase. Os resultados demonstraram que o engaço de uvapossui um alto teor de minerais essenciais, sendo os mais abundantes o Ca e K, com concentrações médias de1.41 e 24.45 g/Kg peso seco, respetivamente. Relativamente aos metais tóxicos, o Al apresentou maior abundância com uma concentraçãomédia de 200.80mg/Kg peso seco. Também para a composição fenólica foram observadas diferenças significativas, com teores variando de 30,91 ± 0,73 a 96,12 ± 8,14 mg ácido gálico/g peso seco, 32,17 ± 1,04 a 77,26 ± 5,31 mg ácido gálico/g peso seco, e 25,76 ± 1,14 a 65,14 ± 0,65 mg catequina/g peso secopara os fenóis totais, orto-difenóis e flavonóides, correspondentemente. Ademais, onze compostosfenólicosforam identificados por HPLC, sendo a catequinao composto mais abundante (0,44 ± 0,02 a 2,03 ± 0,08 mg/g peso seco).Em relação à atividade antioxidante, atingiram-sevalores de 0,84 ± 0,06, 0,64 ± 0,05 e 1,03 ± 0,06 mmolTrolox/g peso secopara os métodosABTS, DPPH e FRAP, respetivamente,enquanto que, para a atividade antimicrobiana, os extratos apresentaram alta eficácia contra bactérias Gram-positivas. A capacidade anti-inflamatóriados extratosmostrouinibições de 16,52%a 35,25%na produção de NO, epela primeira vez, os extratosde engaçoapresentaramatividades anti-tirosinase e anti-elastase, cominibições máximas de 53,82%e 98,02%, respetivamente. O engaço demonstrou ser ricoem minerais essenciaisecompostos fenólicos, que aliadoscom as suas propriedades biológicas, indicam queeste subprodutopode ser utilizado no desenvolvimento de novos antibióticos contraa resistênciabacterianaaos antibióticos, em fármacos que diminuam/eliminem a inflamação, em produtos cosméticos,e emsuplementos alimentarese vitaminaspara humanos.Porém, estudos adicionais sobre asuatoxicidade são necessários, assimcomo, descobrir os compostos fenólicos responsáveis pelaspropriedadesbiológicas. No entanto, numa primeira fase, é vital um maior cuidado na utilização de fertilizantes/pesticidas, para queeste subprodutose torne totalmenteseguropara ser aplicado nas indústrias cosmética, farmacêutica e alimentar. |
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