Publicação
A problemática do cancro bacteriano da actinídea na região de Entre Douro e Minho
| Resumo: | O cancro bacteriano da actinídea, causado por Pseudomonas syringae pv. actinidiae (Psa) é uma doença que está incluída na Lista A2 da OEPP devido à sua gravidade crescente na região do Mediterrâneo. As condições meteorológicas determinam a multiplicação e o padrão de dispersão de Psa, bem como a relação entre a bactéria e as operações culturais no pomar, pouco estudadas, e que podem influenciar o controlo biológico a efetuar. Os objetivos deste estudo são relacionar as condições meteorológicas com a eficácia da aplicação de Bacillus subtilis (Serenade Max ®) no controlo da doença, determinar se a severidade da doença aumentou ao longo do ciclo cultural, monitorizar a passagem da doença de um ciclo vegetativo da actinídea para o seguinte, e ainda avaliar o efeito da aplicação de Bacillus subtilis na produtividade e qualidade dos kiwis. Dois pomares de A. deliciosa cv. Hayward, com sintomas típicos de Psa e com diferentes idades, localizados em Valença, foram selecionados para ensaios de controlo biológico, produtividade e qualidade. Trinta plantas foram selecionadas de um pomar novo (6 anos) e outras trinta de um pomar velho (30 anos). Psa foi identificada e caracterizada por testes morfológicos, bioquímicos e moleculares. A eficácia de Bacillus subtilis foi avaliada através da incidência da doença, e correlacionada com as condições meteorológicas. Foi utilizada uma escala standard para a infecção na folha (escala de sintomas de 0 a 4) para determinação da severidade da doença. A monitorização dos sintomas da Psa foi executada a cada 30 dias, de junho de 2016 a setembro de 2017. Foram avaliados parâmetros produtivos e qualitativos da fruta como o número de frutos por planta, número de frutos por ramo lateral, peso por planta em kg, teor de sólidos solúveis totais, pH, firmeza da polpa, acidez e matéria seca. A severidade da doença diminui no verão, caraterizado por condições pouco favoráveis para a Psa, como as elevadas temperaturas e escassa precipitação. Bacillus subtilis foi parcialmente eficaz no controlo da Psa no pomar novo (6 anos), e mostrou não ser eficaz na protecção das folhas no pomar velho (30 anos). A passagem da doença de um ciclo cultural para outro ocorreu, e a aplicação de Bacillus subtilis na floração considerou-se uma solução viável para o controlo de Psa biovar 3 apenas no pomar novo (6 anos). O acompanhamento das prospecções oficiais em Portugal, permitiu concluir que o número de freguesias com Psa continua a aumentar, evidenciando uma dispersão mais lenta do que nos anos anteriores. |
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| Autores principais: | Vaz, Adriana Sofia Pontes |
| Assunto: | Actinidea deliciosa cancro bacteriano produtividade qualidade condições meteorológicas Bacillus subtilis |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O cancro bacteriano da actinídea, causado por Pseudomonas syringae pv. actinidiae (Psa) é uma doença que está incluída na Lista A2 da OEPP devido à sua gravidade crescente na região do Mediterrâneo. As condições meteorológicas determinam a multiplicação e o padrão de dispersão de Psa, bem como a relação entre a bactéria e as operações culturais no pomar, pouco estudadas, e que podem influenciar o controlo biológico a efetuar. Os objetivos deste estudo são relacionar as condições meteorológicas com a eficácia da aplicação de Bacillus subtilis (Serenade Max ®) no controlo da doença, determinar se a severidade da doença aumentou ao longo do ciclo cultural, monitorizar a passagem da doença de um ciclo vegetativo da actinídea para o seguinte, e ainda avaliar o efeito da aplicação de Bacillus subtilis na produtividade e qualidade dos kiwis. Dois pomares de A. deliciosa cv. Hayward, com sintomas típicos de Psa e com diferentes idades, localizados em Valença, foram selecionados para ensaios de controlo biológico, produtividade e qualidade. Trinta plantas foram selecionadas de um pomar novo (6 anos) e outras trinta de um pomar velho (30 anos). Psa foi identificada e caracterizada por testes morfológicos, bioquímicos e moleculares. A eficácia de Bacillus subtilis foi avaliada através da incidência da doença, e correlacionada com as condições meteorológicas. Foi utilizada uma escala standard para a infecção na folha (escala de sintomas de 0 a 4) para determinação da severidade da doença. A monitorização dos sintomas da Psa foi executada a cada 30 dias, de junho de 2016 a setembro de 2017. Foram avaliados parâmetros produtivos e qualitativos da fruta como o número de frutos por planta, número de frutos por ramo lateral, peso por planta em kg, teor de sólidos solúveis totais, pH, firmeza da polpa, acidez e matéria seca. A severidade da doença diminui no verão, caraterizado por condições pouco favoráveis para a Psa, como as elevadas temperaturas e escassa precipitação. Bacillus subtilis foi parcialmente eficaz no controlo da Psa no pomar novo (6 anos), e mostrou não ser eficaz na protecção das folhas no pomar velho (30 anos). A passagem da doença de um ciclo cultural para outro ocorreu, e a aplicação de Bacillus subtilis na floração considerou-se uma solução viável para o controlo de Psa biovar 3 apenas no pomar novo (6 anos). O acompanhamento das prospecções oficiais em Portugal, permitiu concluir que o número de freguesias com Psa continua a aumentar, evidenciando uma dispersão mais lenta do que nos anos anteriores. |
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