Publicação

Gestão de fatores de stress ocupacional no trabalho e bem estar psicológico, em profissionais de saúde

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Os profissionais de saúde estão expostos a exigências múltiplas no trabalho que têm implicações diretas na sua saúde física e mental. Sofrem desgaste físico com repercussão no bem-estar e nos níveis de stress. A pressão sobre o desempenho dos profissionais de saúde leva a um aumento potencial dos riscos psicossociais, devido à carga e ritmo de trabalho, tipo de horário, intensidade das relações interpessoais, algumas das situações a que estão expostos estes profissionais no contexto de trabalho e, consequentemente, apresentam uma probabilidade de sofrer stress ocupacional refletindo-se assim no seu bem-estar psicológico, o que mostra a pertinência do estudo. Os fatores de stress profissional são importantes no que se relaciona com o risco psicossocial dos profissionais de saúde, apresentando-se assim como possível componente estratégico na prevenção desses riscos no local de trabalho. Objetivo: Analisar a relação entre os fatores de stress ocupacional (interação conflituosa, sobrecarga, contato com a morte e dor e ambiguidade de papel) e bem-estar psicológico, em profissionais de saúde do Centro Hospitalar Trás- os -Montes e Alto Douro. Métodos: É um estudo quantitativo, correlacional, descritivo e transversal. Foi utilizado um questionário de autorresposta, que integrava nomeadamente a escala de stress profissional e o questionário de bem-estar psicológico. Para avaliar a consistência interna da escala e do questionário que integravam o instrumento da recolha de dados foi determinada através do Alpha de Cronbach. O questionário foi aplicado aos profissionais que, de forma voluntária, participaram no estudo. Após a aplicação do mesmo, os resultados foram analisados recorrendo ao SPSS, versão 26 para Windows. Resultados: No estudo, participaram 529 profissionais de saúde com a prevalência do sexo feminino (82,2%), apresentaram como habilitações académicas o grau de licenciatura (79,8%), sendo a categoria mais representada os Enfermeiros (83,7%). Quanto aos fatores de stress profissional, as médias e respetivos desvio-padrão apresentaram os seguintes valores: contacto com a morte e dor (3,22 ± 0,48); sobrecarga (2,81 ± 0,68); ambiguidade de papel (2,26 ± 0,58) e interação conflituosa (2,19 ± 0,59). A relação entre fatores de stress e sexo, apenas se mostrou significativa no fator contacto com morte e dor, sendo que o sexo feminino apresentou um valor significativamente superior. A relação entre os fatores de stress e as variáveis socioprofissionais, evidenciaram diferenças significativas entre as Unidades Hospitalares do Centro Hospitalar, as categorias profissionais, os anos de serviço na profissão, na instituição e na categoria, tipo de horário, tempo que trabalha por turnos, número de horas semanais de trabalho, número de utentes que atende por dia, faltas de trabalho no último ano, tempo deslocação casa/trabalho e se é fumador. A correlação observada entre os fatores de stress e bem-estar psicológico foi negativa, e significativa, o que indica que os participantes que apresentaram pontuações mais elevadas nos fatores de stress, também apresentaram valores de bem-estar psicológico mais baixos. Conclusão: De acordo com o estudo, observou-se uma relação entre fatores de stress profissional e bem-estar psicológico dos profissionais de saúde. Uma vez que níveis mais elevados de stress podem ter impacto na saúde dos profissionais no seu desempenho, reduzindo a produtividade. É fundamental a adoção de medidas no sentido da promoção da saúde do bem-estar dos profissionais: capacitação dos profissionais de saúde para utilizar técnicas de relaxamento e estratégias de gestão do stress; criação e desenvolvimento de programas contínuos de apoio e aconselhamento. As implementações das medidas devem envolver os órgãos de gestão, o serviço de saúde ocupacional e os profissionais de saúde. Por conseguinte, é essencial que gestores e trabalhadores contribuam de alguma forma para promover um ambiente de trabalho seguro e saudável.
Autores principais:Veiga, Filomena Maria Sousa Rodrigues
Assunto:Stress ocupacional bem-estar psicológico profissionais de saúde
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Os profissionais de saúde estão expostos a exigências múltiplas no trabalho que têm implicações diretas na sua saúde física e mental. Sofrem desgaste físico com repercussão no bem-estar e nos níveis de stress. A pressão sobre o desempenho dos profissionais de saúde leva a um aumento potencial dos riscos psicossociais, devido à carga e ritmo de trabalho, tipo de horário, intensidade das relações interpessoais, algumas das situações a que estão expostos estes profissionais no contexto de trabalho e, consequentemente, apresentam uma probabilidade de sofrer stress ocupacional refletindo-se assim no seu bem-estar psicológico, o que mostra a pertinência do estudo. Os fatores de stress profissional são importantes no que se relaciona com o risco psicossocial dos profissionais de saúde, apresentando-se assim como possível componente estratégico na prevenção desses riscos no local de trabalho. Objetivo: Analisar a relação entre os fatores de stress ocupacional (interação conflituosa, sobrecarga, contato com a morte e dor e ambiguidade de papel) e bem-estar psicológico, em profissionais de saúde do Centro Hospitalar Trás- os -Montes e Alto Douro. Métodos: É um estudo quantitativo, correlacional, descritivo e transversal. Foi utilizado um questionário de autorresposta, que integrava nomeadamente a escala de stress profissional e o questionário de bem-estar psicológico. Para avaliar a consistência interna da escala e do questionário que integravam o instrumento da recolha de dados foi determinada através do Alpha de Cronbach. O questionário foi aplicado aos profissionais que, de forma voluntária, participaram no estudo. Após a aplicação do mesmo, os resultados foram analisados recorrendo ao SPSS, versão 26 para Windows. Resultados: No estudo, participaram 529 profissionais de saúde com a prevalência do sexo feminino (82,2%), apresentaram como habilitações académicas o grau de licenciatura (79,8%), sendo a categoria mais representada os Enfermeiros (83,7%). Quanto aos fatores de stress profissional, as médias e respetivos desvio-padrão apresentaram os seguintes valores: contacto com a morte e dor (3,22 ± 0,48); sobrecarga (2,81 ± 0,68); ambiguidade de papel (2,26 ± 0,58) e interação conflituosa (2,19 ± 0,59). A relação entre fatores de stress e sexo, apenas se mostrou significativa no fator contacto com morte e dor, sendo que o sexo feminino apresentou um valor significativamente superior. A relação entre os fatores de stress e as variáveis socioprofissionais, evidenciaram diferenças significativas entre as Unidades Hospitalares do Centro Hospitalar, as categorias profissionais, os anos de serviço na profissão, na instituição e na categoria, tipo de horário, tempo que trabalha por turnos, número de horas semanais de trabalho, número de utentes que atende por dia, faltas de trabalho no último ano, tempo deslocação casa/trabalho e se é fumador. A correlação observada entre os fatores de stress e bem-estar psicológico foi negativa, e significativa, o que indica que os participantes que apresentaram pontuações mais elevadas nos fatores de stress, também apresentaram valores de bem-estar psicológico mais baixos. Conclusão: De acordo com o estudo, observou-se uma relação entre fatores de stress profissional e bem-estar psicológico dos profissionais de saúde. Uma vez que níveis mais elevados de stress podem ter impacto na saúde dos profissionais no seu desempenho, reduzindo a produtividade. É fundamental a adoção de medidas no sentido da promoção da saúde do bem-estar dos profissionais: capacitação dos profissionais de saúde para utilizar técnicas de relaxamento e estratégias de gestão do stress; criação e desenvolvimento de programas contínuos de apoio e aconselhamento. As implementações das medidas devem envolver os órgãos de gestão, o serviço de saúde ocupacional e os profissionais de saúde. Por conseguinte, é essencial que gestores e trabalhadores contribuam de alguma forma para promover um ambiente de trabalho seguro e saudável.