Publicação
Análise e comparação de medidas de biossegurança em explorações pecuárias no Alentejo, Ilha Terceira e Turlock, Califórnia
| Resumo: | A presente dissertação de mestrado está dividida em duas partes. A primeira parte corresponde à enumeração da casuística observada ao longo dos estágios curriculares. Na segunda parte, pretende-se caracterizar e comparar a implementação das medidas de biossegurança pelo produtor pecuário e pelo médico veterinário tendo em conta vários aspetos, dos quais se destacam: a região geográfica (Alentejo, Ilha Terceira e Califórnia), tipo de exploração pecuária (intensiva, semi-intensiva e extensiva) e aptidão dos animais (carne, leite, reprodutores). Foram recolhidos dados epidemiológicos de 27 explorações pecuárias de bovinos e inquiridos 24 médicos veterinários, através de dois questionários previamente validados. Relativamente aos resultados obtidos, foi possível estabelecer uma associação significativa entre as explorações de aptidão leiteira e algumas medidas de biossegurança relativas ao contacto dos animais do efetivo com outros animais, a organização do efetivo por lotes, às condições da exploração para a higienização dos visitantes, à qualidade do alimento e à recolha de cadáveres. No que diz respeito às explorações de aptidão de carne, estabeleceu-se uma associação significativa entre estas e, a existência de um local próprio para a deposição e posterior recolha de cadáveres. De entre os resultados obtidos, destacou-se que apenas 37,5% dos médicos veterinários inquiridos trocava de fato-macaco entre explorações e 29,2% admitiu estar condicionado pela presença de recursos (água e produtos de limpeza) ao nível das explorações para higienizar o seu calçado após cada serviço. Quase metade dos médicos veterinários, 41,7%, lavava o calçado com água e sabão quando muda de exploração. Em relação aos produtores pecuários, 77,8% não fazia quarentena de novos animais provenientes de outra exploração. Além disso, 44,4 % das explorações não tinha um local próprio para a deposição e recolha de cadáveres e 63% não tinha um espaço de maternidade (destinado a vacas em período pré-parto, parto e pós-parto). Este estudo revelou que existia uma grande margem de melhoria para a aplicação de boas práticas de biossegurança, incluindo a correção de algumas práticas que são realizadas, mas de forma errada por parte dos produtores pecuários. Aliado a isto, salientou-se a importância da instrução dos mesmos sobre o que é a biossegurança, desde o conceito às boas práticas aplicadas caso a caso. Também se denotou que os médicos veterinários estavam familiarizados com o conceito de biossegurança, no entanto, nem sempre estavam conscientes do risco inerente a alguns comportamentos analisados, como o uso do mesmo equipamento de proteção individual em explorações diferentes. |
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| Autores principais: | Fernandes, Margarida Torres Araújo |
| Assunto: | Biossegurança Explorações pecuárias |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A presente dissertação de mestrado está dividida em duas partes. A primeira parte corresponde à enumeração da casuística observada ao longo dos estágios curriculares. Na segunda parte, pretende-se caracterizar e comparar a implementação das medidas de biossegurança pelo produtor pecuário e pelo médico veterinário tendo em conta vários aspetos, dos quais se destacam: a região geográfica (Alentejo, Ilha Terceira e Califórnia), tipo de exploração pecuária (intensiva, semi-intensiva e extensiva) e aptidão dos animais (carne, leite, reprodutores). Foram recolhidos dados epidemiológicos de 27 explorações pecuárias de bovinos e inquiridos 24 médicos veterinários, através de dois questionários previamente validados. Relativamente aos resultados obtidos, foi possível estabelecer uma associação significativa entre as explorações de aptidão leiteira e algumas medidas de biossegurança relativas ao contacto dos animais do efetivo com outros animais, a organização do efetivo por lotes, às condições da exploração para a higienização dos visitantes, à qualidade do alimento e à recolha de cadáveres. No que diz respeito às explorações de aptidão de carne, estabeleceu-se uma associação significativa entre estas e, a existência de um local próprio para a deposição e posterior recolha de cadáveres. De entre os resultados obtidos, destacou-se que apenas 37,5% dos médicos veterinários inquiridos trocava de fato-macaco entre explorações e 29,2% admitiu estar condicionado pela presença de recursos (água e produtos de limpeza) ao nível das explorações para higienizar o seu calçado após cada serviço. Quase metade dos médicos veterinários, 41,7%, lavava o calçado com água e sabão quando muda de exploração. Em relação aos produtores pecuários, 77,8% não fazia quarentena de novos animais provenientes de outra exploração. Além disso, 44,4 % das explorações não tinha um local próprio para a deposição e recolha de cadáveres e 63% não tinha um espaço de maternidade (destinado a vacas em período pré-parto, parto e pós-parto). Este estudo revelou que existia uma grande margem de melhoria para a aplicação de boas práticas de biossegurança, incluindo a correção de algumas práticas que são realizadas, mas de forma errada por parte dos produtores pecuários. Aliado a isto, salientou-se a importância da instrução dos mesmos sobre o que é a biossegurança, desde o conceito às boas práticas aplicadas caso a caso. Também se denotou que os médicos veterinários estavam familiarizados com o conceito de biossegurança, no entanto, nem sempre estavam conscientes do risco inerente a alguns comportamentos analisados, como o uso do mesmo equipamento de proteção individual em explorações diferentes. |
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