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Nutriproteogenomic approach for detection and characterization of almond allergens

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Resumo:Os frutos de casca rija são considerados um alimento importante numa dieta saudável. No entanto são uma das fontes mais comuns de alergénios alimentares responsáveis por reações alérgicas agudas que, em alguns casos, podem tornar-se mortais. Este grupo alimentar, pertence ao chamado “Big Eight Foods” que são responsáveis por mais de 90% dos casos de alergia alimentar nos Estados Unidos e neste grupo, as alergias à amêndoa e ao amendoim são persistentes e normalmente problemáticas. A amêndoa é geralmente consumida crua, tostada ou como parte de outros alimentos. O seu consumo está geralmente associado à redução do aparecimento de doenças cardiovasculares. Várias proteínas da amêndoa foram reconhecidas como alergénios. Seis deles, Pru du 3, Pru du 4, Pru du 5, Pru du 6, Pru du 8 e Pru du 10, foram incluídos na lista de alergénios da WHO-IUIS. Por outro lado, muitas proteínas de amêndoa já foram descritas como potenciais alergénios, embora apenas uma parte delas tenha sido reconhecida como alergénica e a autenticidade de algumas designações tenha sido questionada principalmente devido identificações erradas sendo, por isso necessário o desenvolvimento de linhas de investigação sobre a caracterização dos mesmos. Neste trabalho, o perfil proteico de 27 variedades de amêndoa, de quatro regiões diferentes da região de Trás-os-Montes, foi obtido através de eletroforese monodimensional. A ausência/presença de proteínas específicas foi utilizada para estabelecer relações de amostra através de dendrogramas. Além disso, o potencial alergénico destas variedades foi avaliado utilizando soro de 10 pacientes alérgicos como fonte de anticorpos IgE. Os resultados mostraram que diferentes variedades têm pequenas diferenças em relação ao seu perfil eletroforético, mas diferentes propriedades de ligação igE. Em particular, o soro de 5 pacientes apresentou um potencial alergénico com diferenças inter-varietais. A partir desses perfis surgiram resultados interessantes, como a identificação de possíveis reações aos putativos Pru du 8 e Pru du 10, apenas recentemente reconhecidos como alergénios da amêndoa e reação à putativa Pru du 1, uma proteína ainda não reconhecida como alergénio. A eletroforese bidimensional e o imunoblot adicional usando um conjunto dos soros de todos os indivíduos alérgicos usados neste estudo mostraram o complexo alergoma da amêndoa, com diferentes subunidades proteicas que possuem propriedades alergénicas. Finalmente, foi realizada uma breve caracterização genómica e Pru du 3 e Pru du 6 foram identificados em todas as variedades.
Autores principais:Bezerra, Mário Joaquim Oliveira
Assunto:alergia alimentar amêndoa
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:inglês
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Os frutos de casca rija são considerados um alimento importante numa dieta saudável. No entanto são uma das fontes mais comuns de alergénios alimentares responsáveis por reações alérgicas agudas que, em alguns casos, podem tornar-se mortais. Este grupo alimentar, pertence ao chamado “Big Eight Foods” que são responsáveis por mais de 90% dos casos de alergia alimentar nos Estados Unidos e neste grupo, as alergias à amêndoa e ao amendoim são persistentes e normalmente problemáticas. A amêndoa é geralmente consumida crua, tostada ou como parte de outros alimentos. O seu consumo está geralmente associado à redução do aparecimento de doenças cardiovasculares. Várias proteínas da amêndoa foram reconhecidas como alergénios. Seis deles, Pru du 3, Pru du 4, Pru du 5, Pru du 6, Pru du 8 e Pru du 10, foram incluídos na lista de alergénios da WHO-IUIS. Por outro lado, muitas proteínas de amêndoa já foram descritas como potenciais alergénios, embora apenas uma parte delas tenha sido reconhecida como alergénica e a autenticidade de algumas designações tenha sido questionada principalmente devido identificações erradas sendo, por isso necessário o desenvolvimento de linhas de investigação sobre a caracterização dos mesmos. Neste trabalho, o perfil proteico de 27 variedades de amêndoa, de quatro regiões diferentes da região de Trás-os-Montes, foi obtido através de eletroforese monodimensional. A ausência/presença de proteínas específicas foi utilizada para estabelecer relações de amostra através de dendrogramas. Além disso, o potencial alergénico destas variedades foi avaliado utilizando soro de 10 pacientes alérgicos como fonte de anticorpos IgE. Os resultados mostraram que diferentes variedades têm pequenas diferenças em relação ao seu perfil eletroforético, mas diferentes propriedades de ligação igE. Em particular, o soro de 5 pacientes apresentou um potencial alergénico com diferenças inter-varietais. A partir desses perfis surgiram resultados interessantes, como a identificação de possíveis reações aos putativos Pru du 8 e Pru du 10, apenas recentemente reconhecidos como alergénios da amêndoa e reação à putativa Pru du 1, uma proteína ainda não reconhecida como alergénio. A eletroforese bidimensional e o imunoblot adicional usando um conjunto dos soros de todos os indivíduos alérgicos usados neste estudo mostraram o complexo alergoma da amêndoa, com diferentes subunidades proteicas que possuem propriedades alergénicas. Finalmente, foi realizada uma breve caracterização genómica e Pru du 3 e Pru du 6 foram identificados em todas as variedades.