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Comparação do consumo de oxigénio durante e após a execução de exercícios de treino de força e de exercícios em ergómetros equiparados quanto à carga e volume

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Resumo:O objetivo deste estudo foi comparar valores de consumo de oxigénio (VO2) e valores de frequência cardíaca (FC) durante e após exercícios típicos do Treino de Força (eTF) e aos exercícios em Ergómetros (eE), equiparados quanto à intensidade e volume total. Oito sujeitos do sexo masculino (24±2,33 anos; 171,75±7,67 cm; 71,25±5,78 kg e 7,05±1,62 % gordura corporal) realizaram aleatoriamente uma sessão de eTF e uma sessão de eE. A sessão de eE foi realizada ao limiar ventilatório individual de cada sujeito e a sessão de eTF foi realizada com uma carga que correspondesse a uma concentração de lactato sanguíneo de 4 mmol/l individual. Ambas as sessões tiveram o mesmo volume total de 30 minutos. Dados de VO2, ventilação (VE) e FC foram coletados, durante 30 minutos em exercício e após exercício, durante os 30 minutos de recuperação. O VO2 (ml/kg/min) dos eE foi significativamente superior aos de eTF (F=5,444; p=0,035; μp2=0,230) e o VO2 (ml/kg/min) em esforço foi também significativamente superior nos eE em relação aos eTF (F=7,469; p=0,016; μp2=0,348). Os eE obtiveram valores, estatisticamente, mais elevados do que nos eTF, no que se refere ao VO2 (ml/kg/min) dos 0 aos 10 minutos (F=8,955; p=0,010; μp2=0,390), dos 10 aos 20 minutos (F=5,636; p=0,032; μp2=0,287) e à VE (l/min) dos 0 aos 10 minutos (F=7,694; p=0,015; μp2=0,355). Verificaram-se valores, estatisticamente, mais elevados nos eE comparativamente aos eTF, referente ao VO2 (ml/kg/min) dos MI (F=5,267; p=0,038; μp2=0,273), no VO2 (ml/kg/min) dos MS (F=4,732; p=0,047; μp2=0,253), na VE (l/min) dos MS (F=6,469; p=0,023; μp2=0,316), no VO2 (ml/kg/min) em esforço dos MI (F=8,020; p=0,013; μp2=0,364), no VO2 (ml/kg/min) em esforço dos MS (F=6,374; p=0,024; μp2=0,313) e no VO2 (ml/kg/min) em transição dos MS (F=17,181; p=0,001; μp2=0,551). Verificaram-se diferenças, significativas, referentes ao efeito momento (F=178,815; p<0,0001; μp2= 0,927) nos eTF e eE, e em relação ao efeito momento X sessão (F=4,529; p=0,017; μp2=0,244), apenas o momento VO2rec5minutos (ml/kg/min) apresentou diferenças significativas. Concluindo, quando o exercício é realizado em ergómetros, só se observam valores superiores de VO2 (ml/kg/min) nos primeiros 20 minutos em relação aos eTF. Desta forma, quando os exercícios são equiparados em termos de intensidade e volume, parece tender, com o prolongar do exercício, a não existir diferenças significativas nas variáveis analisadas, durante o exercício.
Autores principais:Freitas, Nuno Miguel Gonçalves
Assunto:Treino de força Exercícios Consumo de oxigénio Frequência cardíaca Ventilação Exercícios em ergómetros
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O objetivo deste estudo foi comparar valores de consumo de oxigénio (VO2) e valores de frequência cardíaca (FC) durante e após exercícios típicos do Treino de Força (eTF) e aos exercícios em Ergómetros (eE), equiparados quanto à intensidade e volume total. Oito sujeitos do sexo masculino (24±2,33 anos; 171,75±7,67 cm; 71,25±5,78 kg e 7,05±1,62 % gordura corporal) realizaram aleatoriamente uma sessão de eTF e uma sessão de eE. A sessão de eE foi realizada ao limiar ventilatório individual de cada sujeito e a sessão de eTF foi realizada com uma carga que correspondesse a uma concentração de lactato sanguíneo de 4 mmol/l individual. Ambas as sessões tiveram o mesmo volume total de 30 minutos. Dados de VO2, ventilação (VE) e FC foram coletados, durante 30 minutos em exercício e após exercício, durante os 30 minutos de recuperação. O VO2 (ml/kg/min) dos eE foi significativamente superior aos de eTF (F=5,444; p=0,035; μp2=0,230) e o VO2 (ml/kg/min) em esforço foi também significativamente superior nos eE em relação aos eTF (F=7,469; p=0,016; μp2=0,348). Os eE obtiveram valores, estatisticamente, mais elevados do que nos eTF, no que se refere ao VO2 (ml/kg/min) dos 0 aos 10 minutos (F=8,955; p=0,010; μp2=0,390), dos 10 aos 20 minutos (F=5,636; p=0,032; μp2=0,287) e à VE (l/min) dos 0 aos 10 minutos (F=7,694; p=0,015; μp2=0,355). Verificaram-se valores, estatisticamente, mais elevados nos eE comparativamente aos eTF, referente ao VO2 (ml/kg/min) dos MI (F=5,267; p=0,038; μp2=0,273), no VO2 (ml/kg/min) dos MS (F=4,732; p=0,047; μp2=0,253), na VE (l/min) dos MS (F=6,469; p=0,023; μp2=0,316), no VO2 (ml/kg/min) em esforço dos MI (F=8,020; p=0,013; μp2=0,364), no VO2 (ml/kg/min) em esforço dos MS (F=6,374; p=0,024; μp2=0,313) e no VO2 (ml/kg/min) em transição dos MS (F=17,181; p=0,001; μp2=0,551). Verificaram-se diferenças, significativas, referentes ao efeito momento (F=178,815; p<0,0001; μp2= 0,927) nos eTF e eE, e em relação ao efeito momento X sessão (F=4,529; p=0,017; μp2=0,244), apenas o momento VO2rec5minutos (ml/kg/min) apresentou diferenças significativas. Concluindo, quando o exercício é realizado em ergómetros, só se observam valores superiores de VO2 (ml/kg/min) nos primeiros 20 minutos em relação aos eTF. Desta forma, quando os exercícios são equiparados em termos de intensidade e volume, parece tender, com o prolongar do exercício, a não existir diferenças significativas nas variáveis analisadas, durante o exercício.