Publicação

Treinamento de força e potência no futebol: comparação entre o treinamento de hipertrofia e treinamento complexo e de contraste em jogadores de futebol do sexo masculino durante período competitivo

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo do presente estudo foi comparar o treinamento de hipertrofia (TH) com o treinamento complexo e de contraste (TCC) em sessões de treinamento com controle de velocidade sobre a resistência de agilidade (RA), salto vertical, força máxima, contração isométrica voluntária máxima (CIVM), força dinâmica concêntrica voluntária máxima (FDCVM), testes de velocidade, agilidade e parâmetros da arquitetura muscular em jovens jogadores de futebol de elite do sexo masculino, durante a temporada competitiva. Para tal, vinte e dois jogadores de futebol do sexo masculino (idade: 18,4 ± 0,5 anos; peso: 70,2 ± 9,1 kg; estatura: 179,9 ± 7,5 centímetros, % de gordura corporal: 6,5 ± 2,8%) pertencentes à categoria Sub-20 da equipe da primeira divisão campeonato brasileiro (Fluminense Football Club). Antes do início dos testes os jogadores foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: TCC (n = 10) e TH (n = 12). Dessa forma, o estudo foi realizado através de um delineamento experimental aleatório e o período de treinamento teve a duração de oito semanas. Durante o período do estudo, medidas antropométricas, arquitetura muscular, força dinâmica máxima, salto vertical com e sem contra movimento, RA, CIVM, FDCVM, pico de potência muscular, velocidade e agilidade foram aplicadas com o objetivo de verificar a eficiência dos protocolos TCC e TH. Após a análise estatística (p <0,05), os resultados demonstram que o protocolo TCC (exercícios de potência combinados a exercícios de pliometria e acelerações com mudanças de direção) promoveu adaptações sobre alguns parâmetros do teste de RA, melhora nas parciais de cinco e 10 metros no teste de velocidade, redução no tempo do teste de agilidade, e incremento na altura nos testes de salto vertical em jovens de futebol masculino jogadores. Por outro lado, o protocolo TH induziu em mudanças significativas sobre a força dinâmica máxima, FDCVM, salto com contramovimento quando executado com sobrecarga externa e aumento da espessura muscular. Em suma, o protocolo TCC com velocidade de execução controlada, realizado três vezes por semana, ao longo de oito semanas e durante a temporada competitiva através da combinação de exercícios de potência, pliometria e velocidade pode ser usado para melhorar o resultado em testes de desempenho motor. Enquanto o TH pode ser uma boa escolha quando o objetivo for o desenvolvimento da força, hipertrofia muscular ou aumento da FDCVM. A duração do estudo não foi suficiente para gerar adaptações ótimas nos parâmetros de arquitetura muscular. O treinador de futebol pode escolher a utilização de ambos os protocolos TCC ou TH de acordo com as necessidades e funções desempenhadas pelo jogador de futebol.
Autores principais:Santos, Juliano Spineti dos
Assunto:Treino de força Resistência Velocidade Futebol Arquitetura muscular Agilidade
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O objetivo do presente estudo foi comparar o treinamento de hipertrofia (TH) com o treinamento complexo e de contraste (TCC) em sessões de treinamento com controle de velocidade sobre a resistência de agilidade (RA), salto vertical, força máxima, contração isométrica voluntária máxima (CIVM), força dinâmica concêntrica voluntária máxima (FDCVM), testes de velocidade, agilidade e parâmetros da arquitetura muscular em jovens jogadores de futebol de elite do sexo masculino, durante a temporada competitiva. Para tal, vinte e dois jogadores de futebol do sexo masculino (idade: 18,4 ± 0,5 anos; peso: 70,2 ± 9,1 kg; estatura: 179,9 ± 7,5 centímetros, % de gordura corporal: 6,5 ± 2,8%) pertencentes à categoria Sub-20 da equipe da primeira divisão campeonato brasileiro (Fluminense Football Club). Antes do início dos testes os jogadores foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: TCC (n = 10) e TH (n = 12). Dessa forma, o estudo foi realizado através de um delineamento experimental aleatório e o período de treinamento teve a duração de oito semanas. Durante o período do estudo, medidas antropométricas, arquitetura muscular, força dinâmica máxima, salto vertical com e sem contra movimento, RA, CIVM, FDCVM, pico de potência muscular, velocidade e agilidade foram aplicadas com o objetivo de verificar a eficiência dos protocolos TCC e TH. Após a análise estatística (p <0,05), os resultados demonstram que o protocolo TCC (exercícios de potência combinados a exercícios de pliometria e acelerações com mudanças de direção) promoveu adaptações sobre alguns parâmetros do teste de RA, melhora nas parciais de cinco e 10 metros no teste de velocidade, redução no tempo do teste de agilidade, e incremento na altura nos testes de salto vertical em jovens de futebol masculino jogadores. Por outro lado, o protocolo TH induziu em mudanças significativas sobre a força dinâmica máxima, FDCVM, salto com contramovimento quando executado com sobrecarga externa e aumento da espessura muscular. Em suma, o protocolo TCC com velocidade de execução controlada, realizado três vezes por semana, ao longo de oito semanas e durante a temporada competitiva através da combinação de exercícios de potência, pliometria e velocidade pode ser usado para melhorar o resultado em testes de desempenho motor. Enquanto o TH pode ser uma boa escolha quando o objetivo for o desenvolvimento da força, hipertrofia muscular ou aumento da FDCVM. A duração do estudo não foi suficiente para gerar adaptações ótimas nos parâmetros de arquitetura muscular. O treinador de futebol pode escolher a utilização de ambos os protocolos TCC ou TH de acordo com as necessidades e funções desempenhadas pelo jogador de futebol.