Publicação
Avanço da tuberosidade tibial na resolução da rotura de ligamento cruzado cranial em canideos: avaliação de um novo implante
| Resumo: | A rotura do ligamento cruzado cranial (RLCCr) é uma das principais causas ortopédicas de visita ao veterinário. A rotura tanto pode ser traumática como degenerativa, representando esta última a maioria do casos. Pode ocorrer em animais de qualquer porte, idade ou raça, embora seja mais comum em jovens adultos de raças grandes. A rotura do ligamento cruzado cranial (RLCCr) é uma das principais causas ortopédicas de visita ao veterinário. A rotura tanto pode ser traumática como degenerativa, representando esta última a maioria do casos. Pode ocorrer em animais de qualquer porte, idade ou raça, embora seja mais comum em jovens adultos de raças grandes. Investigações relativas à patogenia RLCCr referem variados mecanismos que conduzem à sua consumação. No entanto, ainda nenhum destes mecanismos mostrou ser transversal aos mais diversos casos de RLCCr, mantendo-se a patogenia indefinida e polémica, acreditando-se que a degenerescência do ligamento cruzado cranial (LCCr) é uma doença multifatorial. Deste modo, o estabelecimento de estratégias preventivas da RLCCr torna-se bastante difícil.Para o diagnóstico de RLCCr recorre-se a métodos simples como o exame físico e exame radiográfico. Os testes de gaveta e de compressão tibial são bastante fiáveis para evidenciar a típica subluxação cranial da tíbia aquando da RLCCr. Em caso de dúvida a artrotomia exploratória é um procedimento muito comum, embora a artroscopia tenha vindo a ganhar muitos apologistas.A decisão terapêutica baseia-se em fatores dependentes do animal, do proprietário, e do Médico Veterinário. O principal objetivo do tratamento passa por minorar a evolução da doença articular degenerativa. Para animais com peso inferior a 15Kg sem lesão de menisco o tratamento pode ser conservativo. Para os restantes recomenda-se cirurgia para estabilizar a articulação e tratar a eventual lesão meniscal. Desde meados do século passado têm sido descritas as mais variadas metodologias cirúrgicas de resolução da RLCCr. Estas começaram por mimetizar o LCCr, primeiro de forma intracapsular e depois extracapsular. Já na década de 1980 surgiram os procedimentos que alteram a biomecânica do joelho de modo a tornar desnecessária a existência do LCCr. No começo do presente século surgiu a técnica Tibial Tuberosity Advancement (TTA), descrita por Montavon e Tepic, que promove o avanço da tuberosidade tibial de modo a tornar o tendão patelar perpendicular ao plateau tibial, eliminando assim a subluxação cranial da tíbia em relação ao fémur, durante as mais diferentes fases da marcha.Nenhuma das técnicas cirúrgicas descritas para resolução da RLCCr demonstra ser claramente mais valiosa que as restantes, quer seja intracapsular, extracapsular ou altere a biomecânica do joelho. Assim sendo, o mais importante passa mesmo por operar o joelho afetado com RLCCr, independentemente da técnica, visto qualquer um dos procedimentos cirúrgicos apresentar prognósticos muito mais favoráveis que a não intervenção. Os Drs. Ignacio Durall e Díaz-Bertana da Universidade Autónoma de Barcelona, apoiando-se na teoria da técnica TTA, desenvolveram um implante para realizar o avanço da tuberosidade tibial em animais com RLCCr. Iniciaram a aplicação do referido implante em 2011, e o presente trabalho apresenta os resultados das primeiras 40 intervenções em joelhos com RLCCr. Este novo implante apresenta diversos argumentos capazes de o tornar uma alternativa perfeitamente válida ao implante de TTA convencional desenvolvido por Tepic e Montavon. |
|---|---|
| Autores principais: | Freitas, Rui Pedro Martins de |
| Assunto: | Cães Ligamento cruzado cranial Rotura Meniscos tibiais Doença Articular Degenerativa Avanço da Tuberosidade Tibial Angulo do Plateau Tibial |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A rotura do ligamento cruzado cranial (RLCCr) é uma das principais causas ortopédicas de visita ao veterinário. A rotura tanto pode ser traumática como degenerativa, representando esta última a maioria do casos. Pode ocorrer em animais de qualquer porte, idade ou raça, embora seja mais comum em jovens adultos de raças grandes. A rotura do ligamento cruzado cranial (RLCCr) é uma das principais causas ortopédicas de visita ao veterinário. A rotura tanto pode ser traumática como degenerativa, representando esta última a maioria do casos. Pode ocorrer em animais de qualquer porte, idade ou raça, embora seja mais comum em jovens adultos de raças grandes. Investigações relativas à patogenia RLCCr referem variados mecanismos que conduzem à sua consumação. No entanto, ainda nenhum destes mecanismos mostrou ser transversal aos mais diversos casos de RLCCr, mantendo-se a patogenia indefinida e polémica, acreditando-se que a degenerescência do ligamento cruzado cranial (LCCr) é uma doença multifatorial. Deste modo, o estabelecimento de estratégias preventivas da RLCCr torna-se bastante difícil.Para o diagnóstico de RLCCr recorre-se a métodos simples como o exame físico e exame radiográfico. Os testes de gaveta e de compressão tibial são bastante fiáveis para evidenciar a típica subluxação cranial da tíbia aquando da RLCCr. Em caso de dúvida a artrotomia exploratória é um procedimento muito comum, embora a artroscopia tenha vindo a ganhar muitos apologistas.A decisão terapêutica baseia-se em fatores dependentes do animal, do proprietário, e do Médico Veterinário. O principal objetivo do tratamento passa por minorar a evolução da doença articular degenerativa. Para animais com peso inferior a 15Kg sem lesão de menisco o tratamento pode ser conservativo. Para os restantes recomenda-se cirurgia para estabilizar a articulação e tratar a eventual lesão meniscal. Desde meados do século passado têm sido descritas as mais variadas metodologias cirúrgicas de resolução da RLCCr. Estas começaram por mimetizar o LCCr, primeiro de forma intracapsular e depois extracapsular. Já na década de 1980 surgiram os procedimentos que alteram a biomecânica do joelho de modo a tornar desnecessária a existência do LCCr. No começo do presente século surgiu a técnica Tibial Tuberosity Advancement (TTA), descrita por Montavon e Tepic, que promove o avanço da tuberosidade tibial de modo a tornar o tendão patelar perpendicular ao plateau tibial, eliminando assim a subluxação cranial da tíbia em relação ao fémur, durante as mais diferentes fases da marcha.Nenhuma das técnicas cirúrgicas descritas para resolução da RLCCr demonstra ser claramente mais valiosa que as restantes, quer seja intracapsular, extracapsular ou altere a biomecânica do joelho. Assim sendo, o mais importante passa mesmo por operar o joelho afetado com RLCCr, independentemente da técnica, visto qualquer um dos procedimentos cirúrgicos apresentar prognósticos muito mais favoráveis que a não intervenção. Os Drs. Ignacio Durall e Díaz-Bertana da Universidade Autónoma de Barcelona, apoiando-se na teoria da técnica TTA, desenvolveram um implante para realizar o avanço da tuberosidade tibial em animais com RLCCr. Iniciaram a aplicação do referido implante em 2011, e o presente trabalho apresenta os resultados das primeiras 40 intervenções em joelhos com RLCCr. Este novo implante apresenta diversos argumentos capazes de o tornar uma alternativa perfeitamente válida ao implante de TTA convencional desenvolvido por Tepic e Montavon. |
|---|