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Indivíduos, estruturas e riscos: panorâmica da prevenção primária do HIV em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O texto debate as principais orientações e procedimentos que configuram a prevenção primária do HIV/AIDS em Portugal, prestando especial aten- ção à redução de riscos nos dois grandes cenários de propagação da epide- mia: a sexualidade e o consumo de drogas injetáveis. Na análise, os riscos de infecção são considerados enquanto expressões de práticas densamente imbricadas em estruturas sociais e quadros culturais. À luz dessa concep- ção, procura-se avaliar e compreender em que medida as estratégias pre- ventivas têm subjacente uma abordagem ampla e integradora, incluindo os indivíduos e as suas circunstâncias. Simultaneamente, são identifica- dos alguns dos grandes constrangimentos estruturais que ainda se colo- cam à concretização de condições propícias à minimização de riscos e à adoção de comportamentos seguros. Nesses exercícios analíticos não se ponderam somente as orientações políticas e programáticas, mas também processos no terreno, de forma a mostrar-se como a não operacionalização de medidas já previstas e legisladas constitui, por si mesma, uma podero- sa barreira estrutural à prevenção do HIV.
Autores principais:Sacramento, Octávio
Assunto:HIV Síndrome de Imunodeficiência Adquirida Prevenção Primária Redução de Danos
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O texto debate as principais orientações e procedimentos que configuram a prevenção primária do HIV/AIDS em Portugal, prestando especial aten- ção à redução de riscos nos dois grandes cenários de propagação da epide- mia: a sexualidade e o consumo de drogas injetáveis. Na análise, os riscos de infecção são considerados enquanto expressões de práticas densamente imbricadas em estruturas sociais e quadros culturais. À luz dessa concep- ção, procura-se avaliar e compreender em que medida as estratégias pre- ventivas têm subjacente uma abordagem ampla e integradora, incluindo os indivíduos e as suas circunstâncias. Simultaneamente, são identifica- dos alguns dos grandes constrangimentos estruturais que ainda se colo- cam à concretização de condições propícias à minimização de riscos e à adoção de comportamentos seguros. Nesses exercícios analíticos não se ponderam somente as orientações políticas e programáticas, mas também processos no terreno, de forma a mostrar-se como a não operacionalização de medidas já previstas e legisladas constitui, por si mesma, uma podero- sa barreira estrutural à prevenção do HIV.