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Strength training and detraining in older women ACE I/D and ACTN3 R/X polymorphisms and muscle function

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Resumo:Os declínios relacionados com o avanço da idade ocorrem de forma mais pronunciada nas características de potência muscular, fator inerente nas limitações funcionais e na qualidade de vida na população idosa. Estudos têm demonstrado uma variação substancial entre indivíduos em resposta ao treino de força, indicando o potencial papel da componente genética na adaptação muscular induzida pelo treino. O propósito desta investigação foi 1) examinar o efeito de 12 semanas de treino de potência com velocidade elevada na contração isométrica (força de preensão manual), força máxima (1RM) dos grupos musculares dos membros superiores e inferiores, potência muscular (velocidade de caminhar, salto com contramovimento e lançamento da bola medicinal) e testes funcionais (levantar e sentar da cadeira e levantar ir e voltar testes) em mulheres idosas; 2) analisar o impacto de 6 semanas de destreino na força máxima (1RM), potência e capacidade funcional (levantar e sentar da cadeira em 30s). Além disso, foi ainda objetivo identificar a magnitude das diferenças entre os sujeitos de acordo com a variação genética dos polimorfismos dos genes ECA (I/D) e ACTN3 (R577X) de forma singular ou combinada, antes e após 12 semanas de treino de potência com velocidade elevada. Para a realização dos nossos objetivos, a seguinte sequência foi utilizada: (i) revisão da literatura existente; (ii) analisar os efeitos do treino de potência com velocidade elevada na capacidade funcional e na performance muscular em mulheres idosas; (iii) examinar a retenção da performance muscular e da capacidade funcional após a cessação de treino; (iv) analisar a associação entre os polimorfismos dos genes ECA (I/D) e ACTN3 (R577X) de forma singular ou combinada, em resposta ao treino, (v) e analisar a influência dos genótipos musculares na funcionalidade da extremidade inferior após o programa de treino. Resultados sugerem: (i) o treino de potência com velocidade elevada é efetivo na melhoria da performance muscular e da capacidade funcional em mulheres idosas; (ii) o destreino parece induzir amplos declínios na força muscular em relação à produção de potência, preservando desta forma a independência física, mediada em parte, pela efetividade do treino com velocidades elevadas; (iii) os genótipos ECA e ACTN3 exercem uma influência significante (singular ou combinada) em fenótipos musculares em mulheres idosas em resposta ao treino de potência com velocidade elevada; (iv) os polimorfismos dos genes ECA (I/D) e ACTN3 (R577X) são candidatos na variação de fenótipos relacionados com a potência muscular em mulheres idosas, no entanto não exercem uma influência significantiva em tarefas de mobilidade.
Autores principais:Pereira, Ana de Fátima da Costa
Assunto:Mulheres Envelhecimento Treino de força Produção de potência Capacidade funcional Destreino Genótipo da enzima conversora da angiotensina Alfa-Actinina-3
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:inglês
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:Os declínios relacionados com o avanço da idade ocorrem de forma mais pronunciada nas características de potência muscular, fator inerente nas limitações funcionais e na qualidade de vida na população idosa. Estudos têm demonstrado uma variação substancial entre indivíduos em resposta ao treino de força, indicando o potencial papel da componente genética na adaptação muscular induzida pelo treino. O propósito desta investigação foi 1) examinar o efeito de 12 semanas de treino de potência com velocidade elevada na contração isométrica (força de preensão manual), força máxima (1RM) dos grupos musculares dos membros superiores e inferiores, potência muscular (velocidade de caminhar, salto com contramovimento e lançamento da bola medicinal) e testes funcionais (levantar e sentar da cadeira e levantar ir e voltar testes) em mulheres idosas; 2) analisar o impacto de 6 semanas de destreino na força máxima (1RM), potência e capacidade funcional (levantar e sentar da cadeira em 30s). Além disso, foi ainda objetivo identificar a magnitude das diferenças entre os sujeitos de acordo com a variação genética dos polimorfismos dos genes ECA (I/D) e ACTN3 (R577X) de forma singular ou combinada, antes e após 12 semanas de treino de potência com velocidade elevada. Para a realização dos nossos objetivos, a seguinte sequência foi utilizada: (i) revisão da literatura existente; (ii) analisar os efeitos do treino de potência com velocidade elevada na capacidade funcional e na performance muscular em mulheres idosas; (iii) examinar a retenção da performance muscular e da capacidade funcional após a cessação de treino; (iv) analisar a associação entre os polimorfismos dos genes ECA (I/D) e ACTN3 (R577X) de forma singular ou combinada, em resposta ao treino, (v) e analisar a influência dos genótipos musculares na funcionalidade da extremidade inferior após o programa de treino. Resultados sugerem: (i) o treino de potência com velocidade elevada é efetivo na melhoria da performance muscular e da capacidade funcional em mulheres idosas; (ii) o destreino parece induzir amplos declínios na força muscular em relação à produção de potência, preservando desta forma a independência física, mediada em parte, pela efetividade do treino com velocidades elevadas; (iii) os genótipos ECA e ACTN3 exercem uma influência significante (singular ou combinada) em fenótipos musculares em mulheres idosas em resposta ao treino de potência com velocidade elevada; (iv) os polimorfismos dos genes ECA (I/D) e ACTN3 (R577X) são candidatos na variação de fenótipos relacionados com a potência muscular em mulheres idosas, no entanto não exercem uma influência significantiva em tarefas de mobilidade.