Publicação
Monitorização de Drosophila suzukii (Matsumura) em cultura de mirtilo na região do Douro: Caso de estudo com armadilha automática
| Resumo: | A Drosophila suzukii é uma praga que ataca essencialmente frutos vermelhos, altamente polífaga, que provoca grandes prejuízos, exigindo, por isso, novas estratégias de gestão de pragas. A utilização de sistemas de monitorização automática de pragas é um pilar fundamental para o sucesso de uma estratégia de gestão de pragas, num cenário em que as alterações climáticas propiciam surtos e em que se exige uma agricultura mais sustentável, com enfoque na redução de pesticidas. Com o desenvolvimento de sistemas automáticos de monitorização fiáveis, será possível obter informação precisa de presença de pragas, evitando aplicações massivas de inseticidas, para garantir a proteção assim que se verifique a iminência de um elevado nível de intensidade de ataque. Foram realizados estudos de monitorização, ao longo de 12 meses, entre março de 2022 e fevereiro de 2023, na Quinta da Enxertada, em Resende. Utilizou-se uma armadilha comercial (iScout iMetos®) ligada a software de deteção automática FieldClimate® e procedeu-se à análise comparativa das capturas relativamente a uma armadilha de monitorização convencional, usada como testemunha ao longo dos ensaios. Foram também desenvolvidos três protótipos de armadilha, para estudar qual o design que poderia ser mais adequado para uma armadilha automática. Este estudo permitiu perceber que o desenvolvimento de uma armadilha de monitorização automática deve assentar em três premissas essenciais: o design da própria armadilha e consequentemente a sua maior ou menor capacidade de atrair e reter inseto-alvo no seu interior; as suas características técnicas, tais como a alimentação elétrica, a resolução do sensor ótico da câmara fotográfica e a comunicação de dados; e o treino de abordagens de classificação automática, para que seja capaz de identificar e contabilizar, de forma fiável e consistente, o número de insetos-alvo capturados, o que pode implicar milhares de identificações manuais. O aperfeiçoamento das soluções de monitorização automática representa no cenário de produção agrícola atual, com desafios de alterações climáticas e necessidades de preservação da biodiversidade, uma prioridade, para suportar uma gestão integrada de pragas eficiente. |
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| Autores principais: | Alves, Paula Mónica Teixeira |
| Assunto: | Drosophila suzukii mirtilos armadilha gestão integrada de pragas monitorização automática |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A Drosophila suzukii é uma praga que ataca essencialmente frutos vermelhos, altamente polífaga, que provoca grandes prejuízos, exigindo, por isso, novas estratégias de gestão de pragas. A utilização de sistemas de monitorização automática de pragas é um pilar fundamental para o sucesso de uma estratégia de gestão de pragas, num cenário em que as alterações climáticas propiciam surtos e em que se exige uma agricultura mais sustentável, com enfoque na redução de pesticidas. Com o desenvolvimento de sistemas automáticos de monitorização fiáveis, será possível obter informação precisa de presença de pragas, evitando aplicações massivas de inseticidas, para garantir a proteção assim que se verifique a iminência de um elevado nível de intensidade de ataque. Foram realizados estudos de monitorização, ao longo de 12 meses, entre março de 2022 e fevereiro de 2023, na Quinta da Enxertada, em Resende. Utilizou-se uma armadilha comercial (iScout iMetos®) ligada a software de deteção automática FieldClimate® e procedeu-se à análise comparativa das capturas relativamente a uma armadilha de monitorização convencional, usada como testemunha ao longo dos ensaios. Foram também desenvolvidos três protótipos de armadilha, para estudar qual o design que poderia ser mais adequado para uma armadilha automática. Este estudo permitiu perceber que o desenvolvimento de uma armadilha de monitorização automática deve assentar em três premissas essenciais: o design da própria armadilha e consequentemente a sua maior ou menor capacidade de atrair e reter inseto-alvo no seu interior; as suas características técnicas, tais como a alimentação elétrica, a resolução do sensor ótico da câmara fotográfica e a comunicação de dados; e o treino de abordagens de classificação automática, para que seja capaz de identificar e contabilizar, de forma fiável e consistente, o número de insetos-alvo capturados, o que pode implicar milhares de identificações manuais. O aperfeiçoamento das soluções de monitorização automática representa no cenário de produção agrícola atual, com desafios de alterações climáticas e necessidades de preservação da biodiversidade, uma prioridade, para suportar uma gestão integrada de pragas eficiente. |
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