Publicação
Avaliação experimental da resistência ao corte longitudinal de interfaces indentadas
| Resumo: | O reforço estrutural assume uma maior importância quando se fala em reabilitação de edifícios, isto porque cada vez mais se vai promover a reabilitação ao invés da demolição/construção, quer pelos custos avultados implícitos, quer pelo tempo de execução requerido. A resistência ao corte da interface entre betões de idades diferentes é um dos aspectos técnicos mais condicionantes na solução de reforço pela adição de uma nova camada de betão. Regra geral, as juntas de betonagem são hoje em dia utilizadas na resolução de algumas questões, como por exemplo: Construção por fases – os elementos estruturais a betonar exige a pré-realização de outros elementos estruturais (caso da ligação pilar-viga por exemplo); Limitação dos volumes de betonagem – o Empreiteiro pode não dispor de meios e recursos humanos para betonar elementos estruturais de grande volumetria de uma só vez; Condicionamento de prazos – a optimização da distribuição de tarefas por parte do Empreiteiro implica a calendarização de ciclos curtos onde intervêm várias equipas com tarefas específicas. Este fenómeno encontra-se geralmente associado às subempreitadas. De acordo com Bussel Cather (1995) a obtenção duma resistência mecânica adequada ao longo da junta será sempre um aspecto importante a ter em conta aquando da sua execução. Esta poderá estar sujeita praticamente a qualquer tipo de esforços. No entanto, é-lhe exigido que seja capaz de resistir sobretudo a esforços de tracção, compressão e corte. O objectivo principal deste trabalho de investigação consiste no estudo do comportamento mecânico ao corte de juntas indentadas de diferentes geometrias e tratamentos ao nível da interface. No final pretende-se ter disponível uma linha orientadora para a execução de superfícies indentadas de modo a garantir uma boa ligação entre betões de diferentes idades. As soluções estudadas experimentalmente são focadas nas juntas indentadas que são utilizadas maioritariamente na préfabricação de betão. |
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| Autores principais: | Neves, António José Castelão |
| Assunto: | Betão Comportamento mecânico Juntas indentadas |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | O reforço estrutural assume uma maior importância quando se fala em reabilitação de edifícios, isto porque cada vez mais se vai promover a reabilitação ao invés da demolição/construção, quer pelos custos avultados implícitos, quer pelo tempo de execução requerido. A resistência ao corte da interface entre betões de idades diferentes é um dos aspectos técnicos mais condicionantes na solução de reforço pela adição de uma nova camada de betão. Regra geral, as juntas de betonagem são hoje em dia utilizadas na resolução de algumas questões, como por exemplo: Construção por fases – os elementos estruturais a betonar exige a pré-realização de outros elementos estruturais (caso da ligação pilar-viga por exemplo); Limitação dos volumes de betonagem – o Empreiteiro pode não dispor de meios e recursos humanos para betonar elementos estruturais de grande volumetria de uma só vez; Condicionamento de prazos – a optimização da distribuição de tarefas por parte do Empreiteiro implica a calendarização de ciclos curtos onde intervêm várias equipas com tarefas específicas. Este fenómeno encontra-se geralmente associado às subempreitadas. De acordo com Bussel Cather (1995) a obtenção duma resistência mecânica adequada ao longo da junta será sempre um aspecto importante a ter em conta aquando da sua execução. Esta poderá estar sujeita praticamente a qualquer tipo de esforços. No entanto, é-lhe exigido que seja capaz de resistir sobretudo a esforços de tracção, compressão e corte. O objectivo principal deste trabalho de investigação consiste no estudo do comportamento mecânico ao corte de juntas indentadas de diferentes geometrias e tratamentos ao nível da interface. No final pretende-se ter disponível uma linha orientadora para a execução de superfícies indentadas de modo a garantir uma boa ligação entre betões de diferentes idades. As soluções estudadas experimentalmente são focadas nas juntas indentadas que são utilizadas maioritariamente na préfabricação de betão. |
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