Publicação
Diagnóstico de mastites subclínicas em caprinos
| Resumo: | Existem vários métodos disponíveis para o diagnóstico de mastites subclínicas. No entanto, é necessário ter em consideração que há diferenças entre espécies, principalmente no que diz respeito às contagens de células somáticas. Assim, a extrapolação dos resultados verificados em ovinos e bovinos pode conduzir a erros na deteção de casos de inflamação da glândula mamária em caprinos. Com este estudo pretendeu-se avaliar, comparativamente, a utilidade da contagem bacteriana por cultura (PCA-Plate Count Agar), do Teste Californiano de Mastites (TCM), da contagem de células somáticas pelo método fluoro-opto-eletrónico (Fossomatic) e do doseamento de Amilóide A do leite através de um ensaio imunoenzimático no diagnóstico de mastites em caprinos. Adicionalmente, estimou-se a ocorrência de mastites subclínicas segundo o número de lactações dos animais e a influência do número de partos na contagem de células somáticas. Avaliou-se, ainda, a variação das contagens destas células durante o período em que decorreu o estudo. Para a realização deste trabalho foram utilizadas 144 amostras, correspondentes a uma metade mamária de 12 cabras Serranas, recolhidas semanalmente, durante 6 semanas consecutivas, no período da manhã e previamente à ordenha. O número de metades mamárias infetadas obtido foi de 37 (25,7%). Verificou-se uma associação entre os resultados da cultura e do TCM. Segundo os valores obtidos, as metades mamárias com resultado igual ou superior a 2 são diagnosticadas como infetadas, com uma sensibilidade de 43,2% e especificidade de 77,6%, o que sugere que este teste é mais eficiente em identificar úberes sem infeção do que infetados. A média aritmética da contagem de células somáticas das metades mamárias sem infeção foi superior às infetadas, 3472.000 e 1999.000 células/mL, respetivamente. Já o valor da média geométrica foi superior nas glândulas mamárias com resultado positivo na cultura bacteriana, 1261.000 células/mL, face às que apresentaram resultados negativos, 920.000 células/mL, porém as diferenças encontradas não foram estatisticamente significativas. Os resultados das concentrações de Amilóide A do leite mostraram diferenças significativas entre as glândulas mamárias saudáveis e as que apresentavam mastites subclínicas e entre o grupo com mastites subclínicas inespecíficas e os restantes grupos. Neste estudo as fêmeas multíparas apresentaram uma ocorrência de infeção intramamária (32%) superior às primíparas (13%). Animais com maior número de lactações revelaram contagens de células somáticas significativamente mais elevadas do que os mais jovens. Todavia, durante o período em decorreu o estudo, não possível verificar uma variação marcada na contagem de células somáticas. |
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| Autores principais: | Sequeira, Ana Margarida Amaral |
| Assunto: | Mastite Infecções assintomáticas Contagem de células somáticas Bactéria Cultura de células Amiloide A do leite Teste californiano de mastites |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Existem vários métodos disponíveis para o diagnóstico de mastites subclínicas. No entanto, é necessário ter em consideração que há diferenças entre espécies, principalmente no que diz respeito às contagens de células somáticas. Assim, a extrapolação dos resultados verificados em ovinos e bovinos pode conduzir a erros na deteção de casos de inflamação da glândula mamária em caprinos. Com este estudo pretendeu-se avaliar, comparativamente, a utilidade da contagem bacteriana por cultura (PCA-Plate Count Agar), do Teste Californiano de Mastites (TCM), da contagem de células somáticas pelo método fluoro-opto-eletrónico (Fossomatic) e do doseamento de Amilóide A do leite através de um ensaio imunoenzimático no diagnóstico de mastites em caprinos. Adicionalmente, estimou-se a ocorrência de mastites subclínicas segundo o número de lactações dos animais e a influência do número de partos na contagem de células somáticas. Avaliou-se, ainda, a variação das contagens destas células durante o período em que decorreu o estudo. Para a realização deste trabalho foram utilizadas 144 amostras, correspondentes a uma metade mamária de 12 cabras Serranas, recolhidas semanalmente, durante 6 semanas consecutivas, no período da manhã e previamente à ordenha. O número de metades mamárias infetadas obtido foi de 37 (25,7%). Verificou-se uma associação entre os resultados da cultura e do TCM. Segundo os valores obtidos, as metades mamárias com resultado igual ou superior a 2 são diagnosticadas como infetadas, com uma sensibilidade de 43,2% e especificidade de 77,6%, o que sugere que este teste é mais eficiente em identificar úberes sem infeção do que infetados. A média aritmética da contagem de células somáticas das metades mamárias sem infeção foi superior às infetadas, 3472.000 e 1999.000 células/mL, respetivamente. Já o valor da média geométrica foi superior nas glândulas mamárias com resultado positivo na cultura bacteriana, 1261.000 células/mL, face às que apresentaram resultados negativos, 920.000 células/mL, porém as diferenças encontradas não foram estatisticamente significativas. Os resultados das concentrações de Amilóide A do leite mostraram diferenças significativas entre as glândulas mamárias saudáveis e as que apresentavam mastites subclínicas e entre o grupo com mastites subclínicas inespecíficas e os restantes grupos. Neste estudo as fêmeas multíparas apresentaram uma ocorrência de infeção intramamária (32%) superior às primíparas (13%). Animais com maior número de lactações revelaram contagens de células somáticas significativamente mais elevadas do que os mais jovens. Todavia, durante o período em decorreu o estudo, não possível verificar uma variação marcada na contagem de células somáticas. |
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