Publicação
Perfil de compostos nutricionais e bioativos em cereja (Prunus avium L.) após a aplicação de bioestimulantes
| Resumo: | A cereja é um fruto rentável, com muito interesse em Portugal, principalmente no concelho de Resende. É neste concelho que se encontra a maior percentagem de produção de cereja da região de Entre-o-Douro e Minho, pois é uma cultura com excelente adaptabilidade às condições edafoclimáticas da região. A cereja é rica em compostos bioativos, nomeadamente compostos fenólicos e vitaminas, com efeito benéfico na saúde humana. Os produtores procuram aumentar a sustentabilidade da produção e a qualidade do fruto, através de diferentes estratégias, pela aplicação de compostos com efeito bioestimulante em pré-colheita. Neste contexto, o objetivo deste trabalho consistiu em avaliar o efeito da aplicação em pré-colheita de dois bioestimulantes, nomeadamente de glicina-betaína e de extrato à base de algas na composição química e atividade antioxidante do fruto. O ensaio experimental decorreu num pomar de cerejeiras da cultivar Lapins, localizado no concelho de Resende, distrito de Viseu. Este trabalho teve por base a análise do efeito da aplicação dos seguintes tratamentos: T1 - Glicina-betaína (0,25%); T2 - Glicina-betaína (0,4%); T3 – Extrato à base de algas Ecklonia maxima (0,15%); T4 – Extrato à base de algas Ecklonia maxima (0,30%); T5 – Combinação de Glicina-betaína (0,25%) e extrato à base de algas Ecklonia maxima (0,15%); T6 – Controlo (água). A aplicação destes produtos ocorreu em três fases de desenvolvimento do fruto (77, 81 e 86 segundo a escala BBCH), e em dois anos (2019 e 2021). A amostragem dos frutos realizou-se três dias após cada aplicação (80, 84 e 89 segundo a escala BBCH). Nestas amostras, foram determinados os seguintes parâmetros: compostos fenólicos totais, flavonoides, orto-difenóis e antocianinas totais, e atividade antioxidante (métodos de DPPH, ABTS, FRAP e branqueamento β-caroteno). O tratamento realizado com a dose baixa de Ecklonia maxima (T3), resultou em cerejas com concentrações superiores de compostos fenólicos, principalmente no ano de 2021 quando comparado com 2019, e diminuiu consoante o avanço da maturação dos frutos. Resultados similares foram obtidos para a concentração de flavonoides e de orto-difenóis. Quanto à atividade antioxidante, foi idêntica nos dois anos de estudo, apesar de no ano de 2021 as cerejas apresentarem uma atividade maior, com a aplicação do tratamento de concentração mais baixa. Em conclusão, este estudo destaca a significativa importância de bioestimulantes, nomeadamente de extrato de Ecklonia maxima em dose reduzida (T3), na promoção de concentrações superiores de compostos fenólicos nas cerejas. Estes resultados sugerem que a estratégia de aplicação de bioestiumulantes pode ser uma abordagem promissora para melhorar não apenas a sustentabilidade da produção, mas também a qualidade nutricional das cerejas. |
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| Autores principais: | Macedo, Daniela Patrícia Gonçalves |
| Assunto: | Atividade antioxidante bioestimulantes cerejeira compostos bioativos cv. Lapins Prunus avium L. qualidade do fruto |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A cereja é um fruto rentável, com muito interesse em Portugal, principalmente no concelho de Resende. É neste concelho que se encontra a maior percentagem de produção de cereja da região de Entre-o-Douro e Minho, pois é uma cultura com excelente adaptabilidade às condições edafoclimáticas da região. A cereja é rica em compostos bioativos, nomeadamente compostos fenólicos e vitaminas, com efeito benéfico na saúde humana. Os produtores procuram aumentar a sustentabilidade da produção e a qualidade do fruto, através de diferentes estratégias, pela aplicação de compostos com efeito bioestimulante em pré-colheita. Neste contexto, o objetivo deste trabalho consistiu em avaliar o efeito da aplicação em pré-colheita de dois bioestimulantes, nomeadamente de glicina-betaína e de extrato à base de algas na composição química e atividade antioxidante do fruto. O ensaio experimental decorreu num pomar de cerejeiras da cultivar Lapins, localizado no concelho de Resende, distrito de Viseu. Este trabalho teve por base a análise do efeito da aplicação dos seguintes tratamentos: T1 - Glicina-betaína (0,25%); T2 - Glicina-betaína (0,4%); T3 – Extrato à base de algas Ecklonia maxima (0,15%); T4 – Extrato à base de algas Ecklonia maxima (0,30%); T5 – Combinação de Glicina-betaína (0,25%) e extrato à base de algas Ecklonia maxima (0,15%); T6 – Controlo (água). A aplicação destes produtos ocorreu em três fases de desenvolvimento do fruto (77, 81 e 86 segundo a escala BBCH), e em dois anos (2019 e 2021). A amostragem dos frutos realizou-se três dias após cada aplicação (80, 84 e 89 segundo a escala BBCH). Nestas amostras, foram determinados os seguintes parâmetros: compostos fenólicos totais, flavonoides, orto-difenóis e antocianinas totais, e atividade antioxidante (métodos de DPPH, ABTS, FRAP e branqueamento β-caroteno). O tratamento realizado com a dose baixa de Ecklonia maxima (T3), resultou em cerejas com concentrações superiores de compostos fenólicos, principalmente no ano de 2021 quando comparado com 2019, e diminuiu consoante o avanço da maturação dos frutos. Resultados similares foram obtidos para a concentração de flavonoides e de orto-difenóis. Quanto à atividade antioxidante, foi idêntica nos dois anos de estudo, apesar de no ano de 2021 as cerejas apresentarem uma atividade maior, com a aplicação do tratamento de concentração mais baixa. Em conclusão, este estudo destaca a significativa importância de bioestimulantes, nomeadamente de extrato de Ecklonia maxima em dose reduzida (T3), na promoção de concentrações superiores de compostos fenólicos nas cerejas. Estes resultados sugerem que a estratégia de aplicação de bioestiumulantes pode ser uma abordagem promissora para melhorar não apenas a sustentabilidade da produção, mas também a qualidade nutricional das cerejas. |
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