Publicação
Efeito da fertilização potássica e magnesiana em parâmetros de qualidade da cereja (Prunus avium L.) de Resende
| Resumo: | A cerejeira (Prunus avium L.) tem um elevado interesse económico, quer pelo uso da sua madeira, quer pelo uso do seu fruto, a cereja. Esta pode ser consumida em fresco ou usada no fabrico de compotas, sumos, iogurtes, entre outros. Esta espécie é nativa da Europa, Anatólia, norte de África e oeste da Ásia. Em Portugal, a cerejeira está distribuída a Norte do rio Tejo, mais predominantemente nas regiões da Beira Interior e de Trás-os-Montes. A cereja tem inúmeros efeitos benéficos para a saúde, devido às suas propriedades nutricionais, relacionado em parte com a presença de compostos fenólicos, com características antioxidantes, cujos teores estão dependentes de fatores climáticos e práticas agronómicas, como a fertilização. Assim, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o efeito da fertilização potássica (K) e magnesiana (Mg) na qualidade da cereja da cultivar Burlat. Para tal, foi instalado um ensaio experimental num pomar de cerejeiras com sete anos de idade, localizado em Resende, distrito de Viseu. Os tratamentos foram distribuídos por blocos, com dois níveis de aplicação foliar para cada um dos nutrientes estudados, K e Mg, num total de 4 modalidades. Para os nutrientes em estudo foram realizadas duas aplicações, relativas a duas concentrações, na forma do produto comercial ENERMAX, nas doses de 50 g hL-1 (T1) e 100 g hL-1 (T2), e KITPLANT Mg, nas doses de 125 g hL-1 (T3) e 250 g hL-1 (T4), para K e Mg, respetivamente. Para cada dose foram consideradas trêsrepetições, com 5 árvores por repetição, num total de 15 árvores por tratamento ou dose. Um tratamento controlo (T0) foi, também, considerado e no qual foram incluídas, igualmente, três repetições com 5 árvores por repetição. Neste último tratamento, aocontrário do procedimento normal, foram aplicados todos os nutrientes na forma dos produtos usando, para o efeito, a dose máxima de referência indicada pelo fabricante.vNas folhas, os resultados evidenciaram efeitos significativos nos teores de macro Ev icronutrientes. Para os macronutrientes, os maiores efeitos foram observados no casoBdo Ca, com a fertilização magnesiana a promover valores mais elevados deste elemento que a adubação potássica. No caso dos micronutrientes, os efeitos mais notados foram observados para o Zn e Mn, com a aplicação de Mg e K a promover uma diminuição e aumento dos respetivos teores. No fruto, foram analisados os seguintes parâmetros: peso, calibre, cor, firmeza, sólidos solúveis totais, pH, acidez titulável, perfil e composição fenólica e a sua atividade antioxidante. Os resultados obtidos demostram que as cerejas tratadas com K apresentaram frutos mais pesados, de maior calibre e com área das células da hipoderme e do parênquima de reserva de maiores dimensões, com implicação positiva na firmeza do fruto. O teor em sólidos solúveis totais aumentou em cerejas com aplicação de K e Mg. A aplicação de KITPLANT Mgem dose baixa promoveu um aumento da cor e teor de polifenóis, facto que se refletiu numa atividade antioxidante mais elevada e, consequentemente, num aumento da qualidade e benefícios nutricionais. |
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| Autores principais: | Nunes, Juliana Andreia Carvalho |
| Assunto: | Prunus avium L. atividade antioxidante |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A cerejeira (Prunus avium L.) tem um elevado interesse económico, quer pelo uso da sua madeira, quer pelo uso do seu fruto, a cereja. Esta pode ser consumida em fresco ou usada no fabrico de compotas, sumos, iogurtes, entre outros. Esta espécie é nativa da Europa, Anatólia, norte de África e oeste da Ásia. Em Portugal, a cerejeira está distribuída a Norte do rio Tejo, mais predominantemente nas regiões da Beira Interior e de Trás-os-Montes. A cereja tem inúmeros efeitos benéficos para a saúde, devido às suas propriedades nutricionais, relacionado em parte com a presença de compostos fenólicos, com características antioxidantes, cujos teores estão dependentes de fatores climáticos e práticas agronómicas, como a fertilização. Assim, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o efeito da fertilização potássica (K) e magnesiana (Mg) na qualidade da cereja da cultivar Burlat. Para tal, foi instalado um ensaio experimental num pomar de cerejeiras com sete anos de idade, localizado em Resende, distrito de Viseu. Os tratamentos foram distribuídos por blocos, com dois níveis de aplicação foliar para cada um dos nutrientes estudados, K e Mg, num total de 4 modalidades. Para os nutrientes em estudo foram realizadas duas aplicações, relativas a duas concentrações, na forma do produto comercial ENERMAX, nas doses de 50 g hL-1 (T1) e 100 g hL-1 (T2), e KITPLANT Mg, nas doses de 125 g hL-1 (T3) e 250 g hL-1 (T4), para K e Mg, respetivamente. Para cada dose foram consideradas trêsrepetições, com 5 árvores por repetição, num total de 15 árvores por tratamento ou dose. Um tratamento controlo (T0) foi, também, considerado e no qual foram incluídas, igualmente, três repetições com 5 árvores por repetição. Neste último tratamento, aocontrário do procedimento normal, foram aplicados todos os nutrientes na forma dos produtos usando, para o efeito, a dose máxima de referência indicada pelo fabricante.vNas folhas, os resultados evidenciaram efeitos significativos nos teores de macro Ev icronutrientes. Para os macronutrientes, os maiores efeitos foram observados no casoBdo Ca, com a fertilização magnesiana a promover valores mais elevados deste elemento que a adubação potássica. No caso dos micronutrientes, os efeitos mais notados foram observados para o Zn e Mn, com a aplicação de Mg e K a promover uma diminuição e aumento dos respetivos teores. No fruto, foram analisados os seguintes parâmetros: peso, calibre, cor, firmeza, sólidos solúveis totais, pH, acidez titulável, perfil e composição fenólica e a sua atividade antioxidante. Os resultados obtidos demostram que as cerejas tratadas com K apresentaram frutos mais pesados, de maior calibre e com área das células da hipoderme e do parênquima de reserva de maiores dimensões, com implicação positiva na firmeza do fruto. O teor em sólidos solúveis totais aumentou em cerejas com aplicação de K e Mg. A aplicação de KITPLANT Mgem dose baixa promoveu um aumento da cor e teor de polifenóis, facto que se refletiu numa atividade antioxidante mais elevada e, consequentemente, num aumento da qualidade e benefícios nutricionais. |
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