Publicação
Análise proteómica de uma estirpe clínica de Staphylococcus aureus ST398 resistente à meticilina
| Resumo: | Actualmente a proteómica é uma ferramenta muito utilizada na análise das diferenças na expressão de genes em estirpes bacterianas. Há muitos anos que Staphylococcus aureus tem sido reconhecido como um importante agente patogénico responsável por doenças humanas. A dificuldade no tratamento e o surgimento constante de múltiplas resistências a antibióticos têem feito deste organismo um importante foco de estudo. Para investigar este patógeno foram determinados, através de técnicas de electroforese bidimensional e técnicas de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massa, três proteomas diferentes de uma estirpe clínica de S. aureus resistente à meticilina (MRSA). Recorrendo à técnica 2-DE para obtenção do proteoma citoplasmático, foram excisados um total de 105 spots, nos quais, por correlação com as bases de dados de bioinformática, permitiram a identificação de 227 proteínas. No proteoma da superfície celular exposta foram identificadas 236 proteínas, assim como no proteoma extracelular foi possível identificar 99 proteínas. Identificaram-se proteínas relacionadas com funções-base da célula, mas também proteínas relacionadas com virulência e patogenicidade, tais como a catalase e a proteína isdA, principal responsável pela infecção em S. aureus, e proteínas relacionadas com a resistência aos antibióticos como as proteínas de membrana PBP. As duas classes com mais proteínas identificadas foram a glicólise, no proteoma intracelular, e a tradução nos outros proteomas da membrana celular exposta e extracelular, reflectindo assim um metabolismo activo. Estes resultados revelam a importância da proteómica no desenvolvimento do conhecimento da expressão proteica da estirpe de MRSA, microrganismo este com diversos e importantes mecanismos de resistência e patogenicidade. Este mapa proteómico global permite uma melhor compreensão deste agente patogénico, fornecendo assim novos dados para bancos de dados de proteínas. |
|---|---|
| Autores principais: | Monteiro, Ricardo Jorge Rego |
| Assunto: | Proteómica Proteínas de membrana Proteoma (extracelular) Espectrometria de massa Staphylococcus aureus Resistência microbiana a medicamentos |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | Actualmente a proteómica é uma ferramenta muito utilizada na análise das diferenças na expressão de genes em estirpes bacterianas. Há muitos anos que Staphylococcus aureus tem sido reconhecido como um importante agente patogénico responsável por doenças humanas. A dificuldade no tratamento e o surgimento constante de múltiplas resistências a antibióticos têem feito deste organismo um importante foco de estudo. Para investigar este patógeno foram determinados, através de técnicas de electroforese bidimensional e técnicas de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massa, três proteomas diferentes de uma estirpe clínica de S. aureus resistente à meticilina (MRSA). Recorrendo à técnica 2-DE para obtenção do proteoma citoplasmático, foram excisados um total de 105 spots, nos quais, por correlação com as bases de dados de bioinformática, permitiram a identificação de 227 proteínas. No proteoma da superfície celular exposta foram identificadas 236 proteínas, assim como no proteoma extracelular foi possível identificar 99 proteínas. Identificaram-se proteínas relacionadas com funções-base da célula, mas também proteínas relacionadas com virulência e patogenicidade, tais como a catalase e a proteína isdA, principal responsável pela infecção em S. aureus, e proteínas relacionadas com a resistência aos antibióticos como as proteínas de membrana PBP. As duas classes com mais proteínas identificadas foram a glicólise, no proteoma intracelular, e a tradução nos outros proteomas da membrana celular exposta e extracelular, reflectindo assim um metabolismo activo. Estes resultados revelam a importância da proteómica no desenvolvimento do conhecimento da expressão proteica da estirpe de MRSA, microrganismo este com diversos e importantes mecanismos de resistência e patogenicidade. Este mapa proteómico global permite uma melhor compreensão deste agente patogénico, fornecendo assim novos dados para bancos de dados de proteínas. |
|---|