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O tipo de aquecimento interfere na temperatura e na força em atletas de powerlifting paralímpico?

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Resumo:O interesse pelos esportes paralímpicos tem crescido, contudo, as pesquisas sobre o Powerlifting Paralímpico têm sido voltadas para a origem de possíveis lesões e critérios de classificação, tendo o desempenho levado pouca consideração. Desta forma, este estudo teve como objetivo avaliar a eficiência de diferentes tipos de aquecimento (sem aquecimento, aquecimento tradicional e com alongamento) sobre o desempenho de atletas do Powerlifting Paralímpico. A amostra contou com 12 atletas do sexo masculino praticantes de Powerlifintng Paralímpico (PP). O estudo foi realizado em três semanas, sendo a primeira semana destinada a familiarização do protocolo de testes de 1RM (dia 1); teste de Força Isométrica Máxima (FIM) com a Barra a 15 cm do Peito, Taxa de Desenvolvimento de Força (TDF), Índice de Fadiga (IF), Tempo até a Força Máxima (Tempo) (dia 2); e Velocidade Máxima (VMax) (dia 3). A semana 2, foi destinada aos testes de 1RM e de Velocidade Máxima (VMax). A semana 3 foi destinada a avaliação das variáveis estáticas da força. Nas semanas 2 e 3 os indivíduos foram direcionados aos testes a partir de três formas diferentes de aquecimento (Sem Aquecimento, Aquecimento Tradicional ou Aquecimento através de Alongamento), sendo a ordem determinada através de sorteio, onde 1/3 dos sujeitos de cada grupo fizeram cada tipo de aquecimento em uma das sessões de avaliação. Como principais resultados verificou-se que em relação a temperatura timpânica foram encontradas diferenças significativas entre o Sem Aquecimento Antes (SA) (36.52±0.21ºC, IC 95% 36.39-36.66) e o Alongamento Antes (AA) (36.43±0.16ºC, IC 95% 36.32-36.53), com p=0.006. Houve diferença entre o SA e o Sem Aquecimento 10 Minutos depois (S10) (36.40±0.10ºC, IC 95% 36.33-36.47), p=0.026. Também foram encontradas diferenças entre o Aquecimento Tradicional Antes (TA) (36.47±0.16ºC, IC 95% 36.37-36.57), e o Tradicional Depois (TD) (36.58±0.19ºC, IC 95% 36.46-36.70), p=0.007 e em relação ao Tradicional 10 Minutos depois (T10) (36.62±0.11ºC, IC 95% 36.55-36.69), p=0.002. Houve diferenças entre o AA e o Aquecimento com Alongamento Depois (AD) (36.55±0.19ºC, IC 95% 36.43-36.67), p<0.001. Foi encontrada diferenças entre o Sem Aquecimento Depois (SD) (36.47±0.12ºC, IC 95% 36.39-36.54) e o TD, p=0.007, e em relação ao AD, p=0.031. Houve diferenças entre o SD e o AS, p=0.002. Também foi encontrada diferença entre o Alongamento 10 Minutos depois (A10) (36.51±0.16 ºC, IC 95% 36.41-36.61) e o T10, p<0.001. Já para a TDF, FIM, IF e Tempo foram encontradas diferenças significativas entre o aquecimento com alongamento e sem aquecimento (p=0.005) em relação a FIM. Não houve diferenças significativas na TDF, IF e Tempo até FIM nos diversos tipos de aquecimento, como também não foram encontradas diferenças significativas em relação a Repetição Máxima (p=0.121, ɳp 2=0.275, Efeito Médio) e nem em relação a Velocidade Máxima (p=0.712, ɳp 2=0.033, Efeito Baixo), entre os diversos tipos de aquecimento. Diante dos resultados concluiu-se que o tipo de aquecimento parece não interferir na manifestação da força, podendo ficar a critério de cada atleta o tipo de aquecimento que melhor ele se adapte, ou ainda há a possibilidade de não fazer aquecimento algum e também obter um resultado positivo.
Autores principais:Resende, Roberta Barreto Vasconcelos
Assunto:Deficientes físicos Aquecimento
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O interesse pelos esportes paralímpicos tem crescido, contudo, as pesquisas sobre o Powerlifting Paralímpico têm sido voltadas para a origem de possíveis lesões e critérios de classificação, tendo o desempenho levado pouca consideração. Desta forma, este estudo teve como objetivo avaliar a eficiência de diferentes tipos de aquecimento (sem aquecimento, aquecimento tradicional e com alongamento) sobre o desempenho de atletas do Powerlifting Paralímpico. A amostra contou com 12 atletas do sexo masculino praticantes de Powerlifintng Paralímpico (PP). O estudo foi realizado em três semanas, sendo a primeira semana destinada a familiarização do protocolo de testes de 1RM (dia 1); teste de Força Isométrica Máxima (FIM) com a Barra a 15 cm do Peito, Taxa de Desenvolvimento de Força (TDF), Índice de Fadiga (IF), Tempo até a Força Máxima (Tempo) (dia 2); e Velocidade Máxima (VMax) (dia 3). A semana 2, foi destinada aos testes de 1RM e de Velocidade Máxima (VMax). A semana 3 foi destinada a avaliação das variáveis estáticas da força. Nas semanas 2 e 3 os indivíduos foram direcionados aos testes a partir de três formas diferentes de aquecimento (Sem Aquecimento, Aquecimento Tradicional ou Aquecimento através de Alongamento), sendo a ordem determinada através de sorteio, onde 1/3 dos sujeitos de cada grupo fizeram cada tipo de aquecimento em uma das sessões de avaliação. Como principais resultados verificou-se que em relação a temperatura timpânica foram encontradas diferenças significativas entre o Sem Aquecimento Antes (SA) (36.52±0.21ºC, IC 95% 36.39-36.66) e o Alongamento Antes (AA) (36.43±0.16ºC, IC 95% 36.32-36.53), com p=0.006. Houve diferença entre o SA e o Sem Aquecimento 10 Minutos depois (S10) (36.40±0.10ºC, IC 95% 36.33-36.47), p=0.026. Também foram encontradas diferenças entre o Aquecimento Tradicional Antes (TA) (36.47±0.16ºC, IC 95% 36.37-36.57), e o Tradicional Depois (TD) (36.58±0.19ºC, IC 95% 36.46-36.70), p=0.007 e em relação ao Tradicional 10 Minutos depois (T10) (36.62±0.11ºC, IC 95% 36.55-36.69), p=0.002. Houve diferenças entre o AA e o Aquecimento com Alongamento Depois (AD) (36.55±0.19ºC, IC 95% 36.43-36.67), p<0.001. Foi encontrada diferenças entre o Sem Aquecimento Depois (SD) (36.47±0.12ºC, IC 95% 36.39-36.54) e o TD, p=0.007, e em relação ao AD, p=0.031. Houve diferenças entre o SD e o AS, p=0.002. Também foi encontrada diferença entre o Alongamento 10 Minutos depois (A10) (36.51±0.16 ºC, IC 95% 36.41-36.61) e o T10, p<0.001. Já para a TDF, FIM, IF e Tempo foram encontradas diferenças significativas entre o aquecimento com alongamento e sem aquecimento (p=0.005) em relação a FIM. Não houve diferenças significativas na TDF, IF e Tempo até FIM nos diversos tipos de aquecimento, como também não foram encontradas diferenças significativas em relação a Repetição Máxima (p=0.121, ɳp 2=0.275, Efeito Médio) e nem em relação a Velocidade Máxima (p=0.712, ɳp 2=0.033, Efeito Baixo), entre os diversos tipos de aquecimento. Diante dos resultados concluiu-se que o tipo de aquecimento parece não interferir na manifestação da força, podendo ficar a critério de cada atleta o tipo de aquecimento que melhor ele se adapte, ou ainda há a possibilidade de não fazer aquecimento algum e também obter um resultado positivo.