Publicação
Conhecimentos e aprendizagem de habilidades dos prestadores de cuidados para assistir nos autocuidados: a realidade da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Murça
| Resumo: | A dependência no Autocuidado (AC) interfere inevitavelmente na qualidade de vida do dependente e do Prestador de Cuidados (PC). Perante este cenário, deparamo-nos na nossa prática diária, com PC que apresentam défices de conhecimento e dificuldades na prestação de cuidados ao dependente. Deste modo o presente estudo tem como objetivo geral avaliar as relações que existem entre os conhecimentos e a aprendizagem de habilidades do PC para assistir no AC. Optamos por um estudo com uma parte descritiva e uma parte correlacional, transversal e de abordagem quantitativa. A nossa amostra é constituída por 161 PC de utentes inscritos e não institucionalizados da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Murça, associados ao programa de saúde Dependentes. Os dados foram recolhidos através de um formulário construído pelo investigador, recorrendo à documentação no aplicativo Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem (SAPE), sendo posteriormente tratados no programa estatístico Statistical Package for the Social Science (SPSS) versão 20. A maioria dos PC participantes no estudo são do sexo feminino (81,4%), a classe etária predominante é a dos adultos e meia-idade (57,1%), com média de idades de 61,09 anos, possuem baixa escolaridade, a maioria (59%) apenas o 1º ciclo completo, pertencem à população não ativa (72%) e o maior grupo em termos de grau de parentesco são os cônjuges (38,5%). Por seu lado, a maioria dos dependentes são do sexo feminino (59,6%), com 65 ou mais anos (91,9%), com média de idade de 79,53 anos, predominantemente casados (45,3%), sendo que o maior grupo provém da área geográfica de Jou (28,6%). A maior proporção de utentes encontra-se associada ao programa de saúde Idoso (68,5%), seguindo-se o programa Grupo de risco Hipertensão (55,9%) e o Grupo de risco Diabetes (31,1%). O foco de atenção mais documentado foi o AC Deambular com 87,6%. Relativamente ao enunciado de diagnóstico grau de dependência, verificamos que é no AC Uso do Sanitário (44,8%) que se encontram os dependentes com maior grau de dependência. Por seu lado os dependentes com menor grau de dependência encontram-se no AC Alimentarse (49,4%). Quanto à classificação do grau de dependência global, a maioria dos dependentes apresentam grau elevado (60,9%). Constatamos que existe diferença significativa entre o grau de dependência e o sexo do PC, a sua classe etária, a condição perante o trabalho e o grau de parentesco com o utente. Em relação aos enunciados de diagnóstico em estudo, o AC Posicionar-se foi o mais documentado. Evidenciou-se a existência de diferenças significativas entre os conhecimentos e aprendizagem de habilidades dos PC e a sua classe etária, condição perante o trabalho e o grau de parentesco com o utente. Verificou-se uma correlação negativa entre os conhecimentos do PC e a sua classe etária. Perante este cenário construímos um guia orientador para possibilitar de uma forma mais facilitadora a documentação no SAPE do Processo de enfermagem e sistematizar as intervenções, com vista a uma melhoria dos cuidados prestados aos dependentes e seus cuidadores. |
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| Autores principais: | Martinho, Sónia Maria Girão Magalhães |
| Assunto: | Enfermagem em saúde comunitária Idoso fragilizado Autocuidado Prestadores de cuidados |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | A dependência no Autocuidado (AC) interfere inevitavelmente na qualidade de vida do dependente e do Prestador de Cuidados (PC). Perante este cenário, deparamo-nos na nossa prática diária, com PC que apresentam défices de conhecimento e dificuldades na prestação de cuidados ao dependente. Deste modo o presente estudo tem como objetivo geral avaliar as relações que existem entre os conhecimentos e a aprendizagem de habilidades do PC para assistir no AC. Optamos por um estudo com uma parte descritiva e uma parte correlacional, transversal e de abordagem quantitativa. A nossa amostra é constituída por 161 PC de utentes inscritos e não institucionalizados da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Murça, associados ao programa de saúde Dependentes. Os dados foram recolhidos através de um formulário construído pelo investigador, recorrendo à documentação no aplicativo Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem (SAPE), sendo posteriormente tratados no programa estatístico Statistical Package for the Social Science (SPSS) versão 20. A maioria dos PC participantes no estudo são do sexo feminino (81,4%), a classe etária predominante é a dos adultos e meia-idade (57,1%), com média de idades de 61,09 anos, possuem baixa escolaridade, a maioria (59%) apenas o 1º ciclo completo, pertencem à população não ativa (72%) e o maior grupo em termos de grau de parentesco são os cônjuges (38,5%). Por seu lado, a maioria dos dependentes são do sexo feminino (59,6%), com 65 ou mais anos (91,9%), com média de idade de 79,53 anos, predominantemente casados (45,3%), sendo que o maior grupo provém da área geográfica de Jou (28,6%). A maior proporção de utentes encontra-se associada ao programa de saúde Idoso (68,5%), seguindo-se o programa Grupo de risco Hipertensão (55,9%) e o Grupo de risco Diabetes (31,1%). O foco de atenção mais documentado foi o AC Deambular com 87,6%. Relativamente ao enunciado de diagnóstico grau de dependência, verificamos que é no AC Uso do Sanitário (44,8%) que se encontram os dependentes com maior grau de dependência. Por seu lado os dependentes com menor grau de dependência encontram-se no AC Alimentarse (49,4%). Quanto à classificação do grau de dependência global, a maioria dos dependentes apresentam grau elevado (60,9%). Constatamos que existe diferença significativa entre o grau de dependência e o sexo do PC, a sua classe etária, a condição perante o trabalho e o grau de parentesco com o utente. Em relação aos enunciados de diagnóstico em estudo, o AC Posicionar-se foi o mais documentado. Evidenciou-se a existência de diferenças significativas entre os conhecimentos e aprendizagem de habilidades dos PC e a sua classe etária, condição perante o trabalho e o grau de parentesco com o utente. Verificou-se uma correlação negativa entre os conhecimentos do PC e a sua classe etária. Perante este cenário construímos um guia orientador para possibilitar de uma forma mais facilitadora a documentação no SAPE do Processo de enfermagem e sistematizar as intervenções, com vista a uma melhoria dos cuidados prestados aos dependentes e seus cuidadores. |
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