Publicação
A influência do exercício físico (hidroginástica ou musculação) no bem-estar subjectivo, satisfação corporal, percepção de saúde geral e depressão em mulheres pós-menopausa: um estudo longitudinal
| Resumo: | No respeitante à idade adulta avançada, muito tem sido estudado nos recentes anos. Cada vez mais se torna urgente intervir e perceber esta população específica, visto o seu grande aumento em termos populacionais. O sucessivo investimento na temática do exercício físico, como promotor de um estilo de vida saudável, meio preventivo de perdas em campos biológicos, mas sobretudo como um meio para atingir qualidade de vida nos campos físicos e psicológicos, tem sido um alvo de constante investimento por parte da investigação em diversas áreas de estudo. Torna-se pertinente, à luz da literatura, estudar o papel do exercício físico nos diversos domínios psicológicos, com vista a perceber mais melhor como podemos salvaguardar e promover qualidade de vida nesta população. Desta forma, incidimos o nosso estudo sobre dimensões psicológicas que julgamos ser uma forte representação do que é saúde mental no adulto de idade avançada. As dimensões por nós estudadas foram a satisfação com a imagem corporal, percepção de saúde geral, bem-estar subjectivo, encerrando este a dimensão cognitiva (satisfação com a vida) e afectiva, com diferenciação entre afectos positivos e negativos (felicidade) e, finalmente a depressão. Os objectivos principais do estudo foram: verificar como a participação num programa de treino pode influenciar estas dimensões; ver como os diferentes constructo do domínio psicológico se associavam entre si nos diferentes momentos; e, verificar o efeito das variáveis sócio demográficas nas dimensões psicológicas Utilizamos para tal três grupos amostrais, um participante de um programa de hidroginástica, um de musculação e um de controlo. A avaliação das dimensões foi feita em três momentos, havendo um pré-teste, uma aplicação após 12 semanas, e a última ao fim de 24 semanas. O facto de usarmos três grupos distintos e três momentos de recolha, permitiu-nos comparar para cada uma das variáveis dependentes (dimensões psicológicas) qual o grupo que sofria mais melhorias, discriminado qual o tipo de exercício mais eficaz para cada dimensão, mas também determinar o tempo necessário para adquirir benefícios. A população foi de 38 elementos, constituída unicamente por elementos do sexo feminino, com média de idades de 66.58 anos, na sua grande maioria o estado civil dividiu-se entre “casada” (63.2%) e “viúva” (31.6%). Numa primeira análise, avaliamos a influência conjunta entre as variáveis grupo e tempo, para as várias dimensões através de ANOVAS (3x3), verificamos com esta análise que as variáveis que sofrem influência significativa foram: satisfação corporal com valores de [F(3.56)=2.94, p<.05, ηp2 =.144], a percepção de saúde geral com valores de [F(4.63)=3.28, p<.05, ηp2 =.158], e afectos positivos com [F(4.64)=3.03, p<.05, ηp2 =.148], foram igualmente analisados os efeitos momento a momento e com o efeito isolado das variáveis grupo e tempo. Verificamos que as dimensões negativas, afectos negativos e depressão não mostraram qualquer efeito significativo através das nossas análises. Verificamos, também que, à medida que os momentos de recolha de dados avançaram, se evidenciou um aumento relação entre as variáveis em estudo. E que o facto de possuir, ou não, conjugue demonstra ser um influenciador destas dimensões, principalmente tendo em conta o 3º momento de recolha. Concluímos com o nosso estudo, que são essencialmente os constructos positivos que mostram ser positivamente influenciadas pelo ingresso num programa de exercício físico. Que a prática de exercício físico demonstra ser benéfico para a saúde mental em adultos de idade avançada. E, que o estado civil, neste caso, ser casada, é um factor igualmente benéfico tendo em consideração as dimensões em estudo. |
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| Autores principais: | Carvalho, Sara Daniela Alves de |
| Assunto: | Mulheres Menopausa Depressão Exercícios físicos Satisfação corporal Perceção de saúde geral Bem-estar subjetivo |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da UTAD |
| Resumo: | No respeitante à idade adulta avançada, muito tem sido estudado nos recentes anos. Cada vez mais se torna urgente intervir e perceber esta população específica, visto o seu grande aumento em termos populacionais. O sucessivo investimento na temática do exercício físico, como promotor de um estilo de vida saudável, meio preventivo de perdas em campos biológicos, mas sobretudo como um meio para atingir qualidade de vida nos campos físicos e psicológicos, tem sido um alvo de constante investimento por parte da investigação em diversas áreas de estudo. Torna-se pertinente, à luz da literatura, estudar o papel do exercício físico nos diversos domínios psicológicos, com vista a perceber mais melhor como podemos salvaguardar e promover qualidade de vida nesta população. Desta forma, incidimos o nosso estudo sobre dimensões psicológicas que julgamos ser uma forte representação do que é saúde mental no adulto de idade avançada. As dimensões por nós estudadas foram a satisfação com a imagem corporal, percepção de saúde geral, bem-estar subjectivo, encerrando este a dimensão cognitiva (satisfação com a vida) e afectiva, com diferenciação entre afectos positivos e negativos (felicidade) e, finalmente a depressão. Os objectivos principais do estudo foram: verificar como a participação num programa de treino pode influenciar estas dimensões; ver como os diferentes constructo do domínio psicológico se associavam entre si nos diferentes momentos; e, verificar o efeito das variáveis sócio demográficas nas dimensões psicológicas Utilizamos para tal três grupos amostrais, um participante de um programa de hidroginástica, um de musculação e um de controlo. A avaliação das dimensões foi feita em três momentos, havendo um pré-teste, uma aplicação após 12 semanas, e a última ao fim de 24 semanas. O facto de usarmos três grupos distintos e três momentos de recolha, permitiu-nos comparar para cada uma das variáveis dependentes (dimensões psicológicas) qual o grupo que sofria mais melhorias, discriminado qual o tipo de exercício mais eficaz para cada dimensão, mas também determinar o tempo necessário para adquirir benefícios. A população foi de 38 elementos, constituída unicamente por elementos do sexo feminino, com média de idades de 66.58 anos, na sua grande maioria o estado civil dividiu-se entre “casada” (63.2%) e “viúva” (31.6%). Numa primeira análise, avaliamos a influência conjunta entre as variáveis grupo e tempo, para as várias dimensões através de ANOVAS (3x3), verificamos com esta análise que as variáveis que sofrem influência significativa foram: satisfação corporal com valores de [F(3.56)=2.94, p<.05, ηp2 =.144], a percepção de saúde geral com valores de [F(4.63)=3.28, p<.05, ηp2 =.158], e afectos positivos com [F(4.64)=3.03, p<.05, ηp2 =.148], foram igualmente analisados os efeitos momento a momento e com o efeito isolado das variáveis grupo e tempo. Verificamos que as dimensões negativas, afectos negativos e depressão não mostraram qualquer efeito significativo através das nossas análises. Verificamos, também que, à medida que os momentos de recolha de dados avançaram, se evidenciou um aumento relação entre as variáveis em estudo. E que o facto de possuir, ou não, conjugue demonstra ser um influenciador destas dimensões, principalmente tendo em conta o 3º momento de recolha. Concluímos com o nosso estudo, que são essencialmente os constructos positivos que mostram ser positivamente influenciadas pelo ingresso num programa de exercício físico. Que a prática de exercício físico demonstra ser benéfico para a saúde mental em adultos de idade avançada. E, que o estado civil, neste caso, ser casada, é um factor igualmente benéfico tendo em consideração as dimensões em estudo. |
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