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Treino de força na performance do salto e do lançamento no contexto escolar em raparigas praticantes da modalidade de voleibol

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo teve como objetivo verificar qual a relação da aplicação de um programa de treino de força na performance do salto vertical, lançamento da bola medicinal e bola de voleibol, no desporto escolar em raparigas praticantes da modalidade de voleibol. Métodos: A amostra foi constituída por dois grupos aleatórios de raparigas. Um grupo experimental (GE, n=10; 14,0±0,0 anos; 1,6±0,1 cm; 52,0±7,0 Kg e 20,7±2,4 % IMC) e um grupo de controlo (GC, n=10; 13,8±0,4 anos, 1,6±0,1 cm; 53,5±4,7 Kg e 20,3±1,7 % IMC). O GE correspondeu a um grupo de raparigas da equipa de Iniciadas do Desporto Escolar na modalidade de voleibol, da Escola Secundária 3 Miguel Torga, participantes no Campeonato Distrital, e que tinham o objetivo de alcançar os primeiros lugares. Este grupo além dos habituais treinos de voleibol realizou um programa de treino de força específico para os membros inferiores e superiores com uma frequência de duas sessões semanais. O GC apenas realizou os habituais treinos de voleibol, tendo disputado de igual forma os jogos oficiais do campeonato distrital (desporto escolar). Estes dois grupos efetuaram um pré-teste e após 8 semanas efetuaram o pós-teste avaliando a força dos membros superiores e inferiores. Para tal foi utilizado o countermouvement jump (CMJ) na avaliação da força nos membros inferiores, e o lançamento de uma bola medicinal (1Kg) e bola de voleibol, na avaliação da força nos membros superiores. Resultados: Após 8 semanas de treino de força o GE revelou diferenças estatisticamente significativas em todas as variáveis (bola medicinal p=0,00; bola de voleibol p=0,00 e CMJ p=0,05), com aumentos entre (5,3% e 20,1%), contrariamente ao GC que não apresentou quaisquer diferenças significativas (P>0,05). Conclusões: As melhorias verificadas demonstram a eficácia do programa de treino de força aplicado durante as 8 semanas. Além disso, este estudo poderá ainda ser útil e aplicado por todos os professores de educação física e pelos treinadores de voleibol, pois este tipo de treino é de fácil aplicação e poderá trazer inúmeros benefícios nos alunos/atletas em apenas 8 semanas, melhorando a sua performance tanto nos membros superiores como nos membros inferiores, podendo ter implicações diretas na prática da modalidade voleibol.
Autores principais:Santos, Patrícia Alexandra Dias dos
Assunto:Voleibol Força Treino Membros inferiores Lançamento da bola medicinal
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Idioma:português
Origem:Repositório da UTAD
Descrição
Resumo:O presente estudo teve como objetivo verificar qual a relação da aplicação de um programa de treino de força na performance do salto vertical, lançamento da bola medicinal e bola de voleibol, no desporto escolar em raparigas praticantes da modalidade de voleibol. Métodos: A amostra foi constituída por dois grupos aleatórios de raparigas. Um grupo experimental (GE, n=10; 14,0±0,0 anos; 1,6±0,1 cm; 52,0±7,0 Kg e 20,7±2,4 % IMC) e um grupo de controlo (GC, n=10; 13,8±0,4 anos, 1,6±0,1 cm; 53,5±4,7 Kg e 20,3±1,7 % IMC). O GE correspondeu a um grupo de raparigas da equipa de Iniciadas do Desporto Escolar na modalidade de voleibol, da Escola Secundária 3 Miguel Torga, participantes no Campeonato Distrital, e que tinham o objetivo de alcançar os primeiros lugares. Este grupo além dos habituais treinos de voleibol realizou um programa de treino de força específico para os membros inferiores e superiores com uma frequência de duas sessões semanais. O GC apenas realizou os habituais treinos de voleibol, tendo disputado de igual forma os jogos oficiais do campeonato distrital (desporto escolar). Estes dois grupos efetuaram um pré-teste e após 8 semanas efetuaram o pós-teste avaliando a força dos membros superiores e inferiores. Para tal foi utilizado o countermouvement jump (CMJ) na avaliação da força nos membros inferiores, e o lançamento de uma bola medicinal (1Kg) e bola de voleibol, na avaliação da força nos membros superiores. Resultados: Após 8 semanas de treino de força o GE revelou diferenças estatisticamente significativas em todas as variáveis (bola medicinal p=0,00; bola de voleibol p=0,00 e CMJ p=0,05), com aumentos entre (5,3% e 20,1%), contrariamente ao GC que não apresentou quaisquer diferenças significativas (P>0,05). Conclusões: As melhorias verificadas demonstram a eficácia do programa de treino de força aplicado durante as 8 semanas. Além disso, este estudo poderá ainda ser útil e aplicado por todos os professores de educação física e pelos treinadores de voleibol, pois este tipo de treino é de fácil aplicação e poderá trazer inúmeros benefícios nos alunos/atletas em apenas 8 semanas, melhorando a sua performance tanto nos membros superiores como nos membros inferiores, podendo ter implicações diretas na prática da modalidade voleibol.