Publicação

Um mundo mais rápido : a manipulação de ritmo na montagem audiovisual contemporânea

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo propõe estabelecer uma relação entre a evolução da montagem audiovisual contemporânea e a evolução da narrativa clássica. Será analisada a forma como a MTV 1 desenvolveu um género de montagem que foi posteriormente estendido a outras áreas programáticas de televisão e cinema contemporâneo. O videoclip foi um veículo essencial na massificação de narrativas segmentadas e fragmentadas, sobretudo através do uso intensivo de técnicas como jump-cut 2, montagem com pace 3 rápido, fast-motion 4 e slow-motion 5, técnicas que viriam a ser mais tarde adoptadas, no mesmo e em diferentes formatos, noutros meios de comunicação de massas. O cinema comercial de Hollywood serviu de alicerce para a industrialização do meio cinematográfico, apesar de ao longo da história existirem excepções. A premissa de trabalhar com uma lógica onde o produtor tem o poder de decisão veio abrir caminho para que se possa alterar um projeto a meio da sua execução ou substituir um realizador, algo impensável no cinema europeu de autor, onde o realizador tem, normalmente, o poder de decisão sobre o filme que realiza. A produção americana empregue no blockbuster assenta em fórmulas testadas e repetidas ao longo de décadas. A lógica da montagem ao serviço da narrativa, que organiza a continuidade entre os planos e os ritmos, evoluiu para uma linguagem invisível que se insinua nas nossas vidas como espectadores e, salvo algumas excepções, continua a ser a regra adoptada na quase totalidade do cinema contemporâneo.
Autores principais:Nobre, Bruno Miguel Gaspar
Assunto:Cinema Ritmo Montagem Videoclip Narrativa Montage Music Video Narrative
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:O presente estudo propõe estabelecer uma relação entre a evolução da montagem audiovisual contemporânea e a evolução da narrativa clássica. Será analisada a forma como a MTV 1 desenvolveu um género de montagem que foi posteriormente estendido a outras áreas programáticas de televisão e cinema contemporâneo. O videoclip foi um veículo essencial na massificação de narrativas segmentadas e fragmentadas, sobretudo através do uso intensivo de técnicas como jump-cut 2, montagem com pace 3 rápido, fast-motion 4 e slow-motion 5, técnicas que viriam a ser mais tarde adoptadas, no mesmo e em diferentes formatos, noutros meios de comunicação de massas. O cinema comercial de Hollywood serviu de alicerce para a industrialização do meio cinematográfico, apesar de ao longo da história existirem excepções. A premissa de trabalhar com uma lógica onde o produtor tem o poder de decisão veio abrir caminho para que se possa alterar um projeto a meio da sua execução ou substituir um realizador, algo impensável no cinema europeu de autor, onde o realizador tem, normalmente, o poder de decisão sobre o filme que realiza. A produção americana empregue no blockbuster assenta em fórmulas testadas e repetidas ao longo de décadas. A lógica da montagem ao serviço da narrativa, que organiza a continuidade entre os planos e os ritmos, evoluiu para uma linguagem invisível que se insinua nas nossas vidas como espectadores e, salvo algumas excepções, continua a ser a regra adoptada na quase totalidade do cinema contemporâneo.