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(Re)Conciliação entre trabalho e vida pessoal : impactos nas escolhas no processo durante a transição para o mercado de trabalho

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Resumo:A presente dissertação aborda o tema da (re)conciliação entre trabalho e vida pessoal. Concretamente e partindo do pressuposto de que o tema reflete um problema real, foi realizado um estudo com um duplo objetivo. Primeiro, compreender se as preocupações com conciliação entre vida de trabalho e vida pessoal e familiar influenciaram as opções de carreira durante a transição para o trabalho. Depois, que outros factores estiveram presentes nessas escolhas. O tema da conciliação tem vindo a ser desenvolvido, fundamentalmente, desde a década de 1980 e cedo se afirmou como uma área de investigação transdisciplinar. Isto porque, para além de afetar significativamente a vida de muitos indivíduos, pode igualmente influenciar as atitudes e o rendimento dos indivíduos no trabalho. Se o desenvolvimento do tema se relacionou originalmente com alterações provocados pela incorporação das mulheres na população trabalhadora, atualmente respeita a ambos os géneros. Todavia, as políticas de conciliação que empresas e estados têm implementado, estão frequentemente associadas às medidas mais gerais no âmbito da igualdade de género. Isso acontece, fundamentalmente, porque as responsabilidades familiares estão ainda desigualmente distribuídas. São as mulheres que, em geral, acumulam o trabalho doméstico com o trabalho assalariado. Se o tema está estabelecido na literatura, mais recentemente tem incluído as gerações mais novas. Por outras palavras, mais recentemente têm surgido estudos que escrutinam até que ponto as preocupações com a conciliação entre vida de trabalho influenciam escolhas na fase de transição da Universidade para o mercado de trabalho. Neste contexto, este é um estudo exploratório que estudou jovens licenciados na área da economia. O estudo recorreu, assim, a métodos qualitativos de recolha e tratamento de informação, nomeadamente entrevistas e histórias de vida. O estudo revelou que as questões da conciliação não afetaram as escolhas na fase de transição para o mercado de trabalho dos jovens entrevistados. Estes mostraram-se interessados em consolidar a situação profissional, considerando que mais tarde seria mais fácil conciliar trabalho e vida pessoal e familiar. O resultado deste estudo poderá, eventualmente, refletir a área de formação dos entrevistados. Futuras investigações deveriam, por isso, incorporar licenciados noutras áreas.
Autores principais:Carvalho, Diogo Luís Marques Batista de
Assunto:(Re)conciliação Vida profissional Vida familiar Transições (Re)conciliation Professional life Family life Transitions
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:A presente dissertação aborda o tema da (re)conciliação entre trabalho e vida pessoal. Concretamente e partindo do pressuposto de que o tema reflete um problema real, foi realizado um estudo com um duplo objetivo. Primeiro, compreender se as preocupações com conciliação entre vida de trabalho e vida pessoal e familiar influenciaram as opções de carreira durante a transição para o trabalho. Depois, que outros factores estiveram presentes nessas escolhas. O tema da conciliação tem vindo a ser desenvolvido, fundamentalmente, desde a década de 1980 e cedo se afirmou como uma área de investigação transdisciplinar. Isto porque, para além de afetar significativamente a vida de muitos indivíduos, pode igualmente influenciar as atitudes e o rendimento dos indivíduos no trabalho. Se o desenvolvimento do tema se relacionou originalmente com alterações provocados pela incorporação das mulheres na população trabalhadora, atualmente respeita a ambos os géneros. Todavia, as políticas de conciliação que empresas e estados têm implementado, estão frequentemente associadas às medidas mais gerais no âmbito da igualdade de género. Isso acontece, fundamentalmente, porque as responsabilidades familiares estão ainda desigualmente distribuídas. São as mulheres que, em geral, acumulam o trabalho doméstico com o trabalho assalariado. Se o tema está estabelecido na literatura, mais recentemente tem incluído as gerações mais novas. Por outras palavras, mais recentemente têm surgido estudos que escrutinam até que ponto as preocupações com a conciliação entre vida de trabalho influenciam escolhas na fase de transição da Universidade para o mercado de trabalho. Neste contexto, este é um estudo exploratório que estudou jovens licenciados na área da economia. O estudo recorreu, assim, a métodos qualitativos de recolha e tratamento de informação, nomeadamente entrevistas e histórias de vida. O estudo revelou que as questões da conciliação não afetaram as escolhas na fase de transição para o mercado de trabalho dos jovens entrevistados. Estes mostraram-se interessados em consolidar a situação profissional, considerando que mais tarde seria mais fácil conciliar trabalho e vida pessoal e familiar. O resultado deste estudo poderá, eventualmente, refletir a área de formação dos entrevistados. Futuras investigações deveriam, por isso, incorporar licenciados noutras áreas.