Publicação
PARAPLEIN é preciso: os dramas de cenare domi segundo Marcial e Luciano
| Resumo: | O parasita, movido pela gula e pela preguiça, cedo irrompeu na literatura da Antiguidade Clássica, refletindo um tipo comum a várias sociedades e épocas. A interação constante entre literatura e sociedade, epitomizada pela Comédia, mas patente também na influência permanente dos poemas homéricos, gerou debates filosóficos e fixou na memória figuras parasíticas, de que se destacam o kolax grego e o parasitus romano. As mudanças operadas na sociedade romana pelo advento do regime imperial, em paralelo com o primado da riqueza e do luxo, criaram novos contextos para o parasita, nomeadamente ao desvalorizarem o estatuto tradicional do cliens e tornarem o convite para jantar com alguém rico e poderoso num objetivo existencial. Em tempos bastante próximos, os autores satíricos Marcial e Luciano de Samósata refletiram de forma convergente sobre esta escravidão (seruitium) social-mente imposta e passivamente aceite, elaborando uma espécie de patologia tragicómica da Vrbs (Damon 1997), e sublinhando que só o desprendimento e a sobriedade trariam a liberdade. |
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| Autores principais: | Lopes, Maria José Ferreira |
| Assunto: | Kolax/parasitus Clientela Marcial Luciano de Samósata Martial Lucian of Samosata |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Católica Portuguesa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa |
| Resumo: | O parasita, movido pela gula e pela preguiça, cedo irrompeu na literatura da Antiguidade Clássica, refletindo um tipo comum a várias sociedades e épocas. A interação constante entre literatura e sociedade, epitomizada pela Comédia, mas patente também na influência permanente dos poemas homéricos, gerou debates filosóficos e fixou na memória figuras parasíticas, de que se destacam o kolax grego e o parasitus romano. As mudanças operadas na sociedade romana pelo advento do regime imperial, em paralelo com o primado da riqueza e do luxo, criaram novos contextos para o parasita, nomeadamente ao desvalorizarem o estatuto tradicional do cliens e tornarem o convite para jantar com alguém rico e poderoso num objetivo existencial. Em tempos bastante próximos, os autores satíricos Marcial e Luciano de Samósata refletiram de forma convergente sobre esta escravidão (seruitium) social-mente imposta e passivamente aceite, elaborando uma espécie de patologia tragicómica da Vrbs (Damon 1997), e sublinhando que só o desprendimento e a sobriedade trariam a liberdade. |
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