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A mãe como um ser de cuidados paliativos

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Resumo:Este trabalho teve, como tarefa, pesquisar as reações maternas, familiares e a atenção dos profissionais de saúde diante da notícia de malformação fetal e avaliar seus sentimentos e atitudes, possibilitando uma abertura na dinâmica de Pré-natal, da mãe se dispor a ser, ela própria, um ser de cuidados paliativos para seu filho. Pesquisar esta vivência da gravidez com a malformação fetal, valorizando o cuidado com este feto e com o recém-nascido, independente do seu tempo de sobrevida, inserindo-os na experiência do Cuidado Paliativo considerando o ser materno como a própria sede deste Cuidado Paliativo, ao gerar e acolher seu filho como Pessoa a ser reconhecida em toda sua integridade até sua morte natural. A questão central é: Cuidado Paliativo é sem dúvida um exercício do cuidar, onde o valor central é a dignidade humana; pode ser aplicado ao feto e ao recém-nascido portador de malformação? A mulher grávida já vive sua maternidade a partir da fecundação e o fato de saber que seu filho viverá pouco tempo não anula a sua existência, não desumaniza aquele que traz em seu ventre e sua eliminação pode lhe dar a ilusão de diminuir seu sofrimento, porém não é o que se constata na realidade: ‘aquele filho’ é único e irrepetível e não será mais nenhum outro e seu descarte não pode ser justificado pela incapacidade de valorizar a humanidade que não tem uma aparência bela. É uma eventualidade regularmente confrontada pela equipe multidisciplinar de um centro onde exista o serviço de pré-natal. Existe uma missão concreta a ser realizada de caráter único e irrepetível em cada situação e que pode ser vivida de maneira intransferível por cada Pessoa. Este estudo deu elementos que comprovam a possibilidade de aplicação dos princípios da Bioética Personalista Ontológicamente Fundada em situação concreta de vivências limites num Serviço de Saúde materno-infantil, apontando caminhos de conduta para todos os envolvidos.
Autores principais:Liberato, Ana Lúcia de Vasconcellos
Assunto:Cuidados paliativos Bioética personalista ontologicamente fundada Pessoa humana Aborto Gravidez Feto e malformação Palliative care Bioethics ontologically founded personalist Human person Abortion Pregnancy Fetus and malformation
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:Este trabalho teve, como tarefa, pesquisar as reações maternas, familiares e a atenção dos profissionais de saúde diante da notícia de malformação fetal e avaliar seus sentimentos e atitudes, possibilitando uma abertura na dinâmica de Pré-natal, da mãe se dispor a ser, ela própria, um ser de cuidados paliativos para seu filho. Pesquisar esta vivência da gravidez com a malformação fetal, valorizando o cuidado com este feto e com o recém-nascido, independente do seu tempo de sobrevida, inserindo-os na experiência do Cuidado Paliativo considerando o ser materno como a própria sede deste Cuidado Paliativo, ao gerar e acolher seu filho como Pessoa a ser reconhecida em toda sua integridade até sua morte natural. A questão central é: Cuidado Paliativo é sem dúvida um exercício do cuidar, onde o valor central é a dignidade humana; pode ser aplicado ao feto e ao recém-nascido portador de malformação? A mulher grávida já vive sua maternidade a partir da fecundação e o fato de saber que seu filho viverá pouco tempo não anula a sua existência, não desumaniza aquele que traz em seu ventre e sua eliminação pode lhe dar a ilusão de diminuir seu sofrimento, porém não é o que se constata na realidade: ‘aquele filho’ é único e irrepetível e não será mais nenhum outro e seu descarte não pode ser justificado pela incapacidade de valorizar a humanidade que não tem uma aparência bela. É uma eventualidade regularmente confrontada pela equipe multidisciplinar de um centro onde exista o serviço de pré-natal. Existe uma missão concreta a ser realizada de caráter único e irrepetível em cada situação e que pode ser vivida de maneira intransferível por cada Pessoa. Este estudo deu elementos que comprovam a possibilidade de aplicação dos princípios da Bioética Personalista Ontológicamente Fundada em situação concreta de vivências limites num Serviço de Saúde materno-infantil, apontando caminhos de conduta para todos os envolvidos.