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Obra litúrgica de Frei António de Santa Maria, OFM : a reforma das últimas edições do Breviário : 1920-1922 e do Missal : 1924 : Bracarenses

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Resumo:O Rito Bracarense padecia, em finais do século XIX e nos princípios do século XX, da falta de Livros Litúrgicos: a última edição impressa do Missale remontava ao ano de 1558 e o último Breviarium ao ano de 1724. Era, pois, necessário operar uma reforma litúrgica, em que o Rito fosse reconhecido e aprovado pela autoridade eclesiástica, superando o duplo ritualismo, as tradições Romana e Bracarense. A primeira tentativa reformadora foi empreendida pelo Arcebispo Dom Manuel Baptista da Cunha, a partir de 1904, o qual conseguiu, entre 1906-1909 a aprovação do Kalendarium e dos Ofícios próprios da Arquidiocese. No entanto, os acontecimentos da Primeira República, o exílio do Prelado e a sua morte em 1913 adiaram o empreendimento de tal empresa. Mais tarde, em 1915, Dom Manuel Vieira de Matos toma posse dos destinos da Igreja Bracarense, encarregando Frei António de Santa Maria Correia (frade e sacerdote franciscano) de dirigir e ‘fiscalizar’, em Roma – desde 1916 – a reforma das últimas edições do Breviário (1920-1922) e do Missal (1924) Bracarenses, dados os conhecimentos adquiridos naquele ambiente, enquanto estudante, na mesma cidade. Ao mesmo tempo, o Arcebispo convoca um Sínodo Diocesano (1918), com o fim de ‘ressuscitar’ o Rito Bracarense. A Santa Sé oficializa o Rito de Braga, com a promulgação da Bula Sedis Hujus Apostolicæ (1919) – que aprova também o Breviarium Bracarense. Em 1924, juntamente com a Bula Inter Multiplices, publica-se o Missale. Em 1928, realiza-se em Braga, o I Congresso Litúrgico Nacional Romano-Bracarense, ‘sucessor’ do I Congresso Litúrgico de Vila Real (1924). Estudando estes passos, são comparadas algumas secções do Missal Bracarense de 1924 (MB 1924) com o Missal Romano-Seráfico de 1886 (MR-S 1886), o Missal Romano (MR 1921) e o Missal Bracarense de 1558 (MB 1558) e analisado o Breviário, em algumas das suas partes.
Autores principais:Pinheiro, Sérgio Miguel Mota
Assunto:Rito Bracarense Missal Breviário Frei António de Santa Maria Liturgia Rite of Braga Breviary Liturgy
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Católica Portuguesa
Idioma:português
Origem:Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Descrição
Resumo:O Rito Bracarense padecia, em finais do século XIX e nos princípios do século XX, da falta de Livros Litúrgicos: a última edição impressa do Missale remontava ao ano de 1558 e o último Breviarium ao ano de 1724. Era, pois, necessário operar uma reforma litúrgica, em que o Rito fosse reconhecido e aprovado pela autoridade eclesiástica, superando o duplo ritualismo, as tradições Romana e Bracarense. A primeira tentativa reformadora foi empreendida pelo Arcebispo Dom Manuel Baptista da Cunha, a partir de 1904, o qual conseguiu, entre 1906-1909 a aprovação do Kalendarium e dos Ofícios próprios da Arquidiocese. No entanto, os acontecimentos da Primeira República, o exílio do Prelado e a sua morte em 1913 adiaram o empreendimento de tal empresa. Mais tarde, em 1915, Dom Manuel Vieira de Matos toma posse dos destinos da Igreja Bracarense, encarregando Frei António de Santa Maria Correia (frade e sacerdote franciscano) de dirigir e ‘fiscalizar’, em Roma – desde 1916 – a reforma das últimas edições do Breviário (1920-1922) e do Missal (1924) Bracarenses, dados os conhecimentos adquiridos naquele ambiente, enquanto estudante, na mesma cidade. Ao mesmo tempo, o Arcebispo convoca um Sínodo Diocesano (1918), com o fim de ‘ressuscitar’ o Rito Bracarense. A Santa Sé oficializa o Rito de Braga, com a promulgação da Bula Sedis Hujus Apostolicæ (1919) – que aprova também o Breviarium Bracarense. Em 1924, juntamente com a Bula Inter Multiplices, publica-se o Missale. Em 1928, realiza-se em Braga, o I Congresso Litúrgico Nacional Romano-Bracarense, ‘sucessor’ do I Congresso Litúrgico de Vila Real (1924). Estudando estes passos, são comparadas algumas secções do Missal Bracarense de 1924 (MB 1924) com o Missal Romano-Seráfico de 1886 (MR-S 1886), o Missal Romano (MR 1921) e o Missal Bracarense de 1558 (MB 1558) e analisado o Breviário, em algumas das suas partes.